Modelo de Redação: A família contemporânea e sua representação em questão no Brasil

Modelo de Redação: A família contemporânea e sua representação em questão no Brasil

Sabe aquele tema de redação que nós indicamos para você na semana 12 de 2017? Ele virou um modelo de redação aqui no blog, feito pelo monitor Rodrigo Pamplona, para você se inspirar e comparar com a sua própria redação.

Veja aqui a coletânea de textos completa para este tema e faça já a sua redação: A família contemporânea e sua representação em questão no Brasil.


Quer saber como ficaria uma redação mediana sobre esse tema? Confira:

Pluralidade é uma boa palavra para definir o panorama da realidade das famílias brasileiras atuais. Mães solteiras, casais homoafetivos, filhos legítimos e adotivos são algumas peças no retrato de família do Brasil. Apesar de ainda sofrerem muito preconceito, essas novas configurações já avançaram bastante e hoje têm alguns direitos civis garantidos. Entretanto, deve-se continuar a luta para garantir a igualdade.

As novas gerações surgem com seus pensamentos mais críticos, mas o conservadorismo ainda está cristalizado em nossa sociedade. Crianças pertencentes às famílias “não convencionais” naturalizam o preconceito que sofrem. A violência verbal e física contra pessoas LGBTs recheia os noticiários e uma das inúmeras consequências disso é o medo de adotar. A hostilidade também é comum quando se trata de mães solteiras, que, além de terem que dar conta da criação dos filhos, enfrenta a discriminação – velada ou não – por trás de duros olhares. a triste realidade é que o modelo “pai, mãe e filhos”, tido como o tradicional, é privilegiado em detrimento dos outros.

A acepção dos novos modelos familiares podem colaborar para resolver outros problemas sociais. Por exemplo: quanto menos casais do mesmo sexo sofrerem preconceito por terem adotado um menor, mais casais vão se sentir confortáveis para pensar no assunto, diminuindo, assim, a taxa de crianças em abrigos. Antigamente, mulheres divorciadas estavam destinadas à solidão, pois não eram socialmente aceitas. Apesar de ainda sofrerem preconceitos, hoje, quantos casos não há de mulheres independentes e/ou chefes de família? É evidente que a estrada rumo ao espaço para a pluralidade é repleta de obstáculos construídos pelo patriarcalismo institucionalizado.

Contudo, fica explícita a necessidade de avanço nas discussões sobre representatividade familiar. O governo deve criar meios de punição mais eficazes e incentivar campanhas didáticas. A escola é a segunda experiência social do indivíduo – ficando atrás apenas da família -, por isso, promover a discussão com a comunidade escolar e o compromisso com a conscientização são seus deveres de casa.

Análise da redação

Introdução

Pluralidade é uma boa palavra para definir o panorama da realidade das famílias brasileiras atuais. Mães solteiras, casais homoafetivos, filhos legítimos e adotivos são algumas peças no retrato de família do Brasil. Apesar de ainda sofrerem muito preconceito, essas novas configurações já avançaram bastante e hoje têm alguns direitos civis garantidos. Entretanto, deve-se continuar a luta para garantir a igualdade.

Comentário:

Candidatos cometem um erro muito comum, porém muito grave quando o assunto é legitimidade dos filhos: crianças com ou sem laços consanguíneos com os pais, mas que por eles foram reconhecidas em cartório são filhas legítimas. Outro ponto a ser trabalhado é a sua tese. Não há tese certa ou errada, mas elas podem ser classificadas em fortes e fracas. A sua é fraca, pois é facilmente inferida por qualquer pessoa por estar no lugar comum e ser genérica.

Sugestão de reescritura:

Pluralidade. Esta é uma boa palavra para definir o panorama da realidade das famílias brasileiras atuais. Mães solteiras, casais homoafetivos, filhos biológicos e adotivos são algumas peças no retrato de família do Brasil. Apesar de ainda sofrerem muito preconceito, essas novas configurações já avançaram bastante e hoje têm alguns direitos civis garantidos. Entretanto, a discussão não está nem perto do fim, afinal essas novas famílias devem legitimadas e reconhecidas assim como todas as outras, sem prejuízo de intimidade – como consta no artigo 5ª da Constituição Federal.

Desenvolvimento 1

As novas gerações surgem com seus pensamentos mais críticos, mas o conservadorismo ainda está cristalizado em nossa sociedade. Crianças pertencentes às famílias “não convencionais” naturalizam o preconceito que sofrem. A violência verbal e física contra pessoas LGBTs recheia os noticiários e uma das inúmeras consequências disso é o medo de adotar. A hostilidade também é comum quando se trata de mães solteiras, que, além de terem que dar conta da criação dos filhos, enfrenta a discriminação – velada ou não – por trás de duros olhares. a triste realidade é que o modelo “pai, mãe e filhos”, tido como o tradicional, é privilegiado em detrimento dos outros.

Comentário:

O tópico frasal inicial do seu desenvolvimento não apresenta um conectivo e o mesmo ocorre no último período de seu parágrafo, que poderia ser iniciado com “desse modo”, por exemplo. Ainda há um erro de concordância em “A hostilidade também é comum quando se trata de mães solteiras, que, além de […] enfrenta a discriminação…”. A forma verbal “enfrenta” está ligada ao sujeito “mães solteiras”, por isso deveria estar flexionado na terceira pessoa do plural (enfrentam).

Sugestão de reescritura:

Não obstante as novas gerações surjam com seus pensamentos mais críticos, o conservadorismo ainda está cristalizado em nossa sociedade. Crianças pertencentes às famílias “não convencionais” naturalizam o preconceito que sofrem. A violência verbal e física contra pessoas LGBTs recheia os noticiários e uma das inúmeras consequências disso é o medo de adotar. A hostilidade também é comum quando se trata de mães solteiras, que, além de terem que dar conta da criação dos filhos, enfrentam a discriminação – velada ou não – por trás de duros olhares. Desse modo, a triste realidade é que o modelo “pai, mãe e filhos”, tido como o tradicional, é privilegiado em detrimento dos outros.

Desenvolvimento 2

A acepção dos novos modelos familiares podem colaborar para resolver outros problemas sociais. Por exemplo: quanto menos casais do mesmo sexo sofrerem preconceito por terem adotado um menor, mais casais vão se sentir confortáveis para pensar no assunto, diminuindo, assim, a taxa de crianças em abrigos. Antigamente, mulheres divorciadas estavam destinadas à solidão, pois não eram socialmente aceitas. Apesar de ainda sofrerem preconceitos, hoje, quantos casos não há de mulheres independentes e/ou chefes de família? É evidente que a estrada rumo ao espaço para a pluralidade é repleta de obstáculos construídos pelo patriarcalismo institucionalizado.

Comentário:

Fique atento à concordância verbal. No primeiro período, o verbo podem não deve concordar com “modelos familiares”, mas com o núcleo do sujeito “acepção”. O segundo período apresenta a repetição desnecessária da palavra ‘casais’ e isso, aliado ao fato de sua  extensão ser considerável, pode levar o leitor ao não entendimento.

Sugestão de reescritura:

A acepção dos novos modelos familiares pode colaborar para resolver outros problemas sociais. Quanto menos casais do mesmo sexo sofrerem preconceito por terem adotado um menor, mais incentivadas as outras pessoas vão se sentir para pensarem no assunto, o que pode acarretar na diminuição do número de crianças em abrigos. Antigamente, mulheres divorciadas estavam destinadas à solidão, pois não eram socialmente aceitas. Apesar de ainda sofrerem preconceitos, hoje, quantos casos não há de mulheres independentes e/ou chefes de família? É evidente que a estrada rumo ao espaço para a pluralidade é repleta de obstáculos construídos pelo patriarcalismo institucionalizado.

Conclusão

Contudo, fica explícita a necessidade de avanço nas discussões sobre representatividade familiar. O governo deve criar meios de punição mais eficazes e incentivar campanhas didáticas. A escola é a segunda experiência social do indivíduo – ficando atrás apenas da família -, por isso, promover a discussão com a comunidade escolar e o compromisso com a conscientização são seus deveres de casa.

Comentário:

Erro de coesão comum ao pensar em conectivos finais: incluir “contudo” neste rol. Contudo carrega consigo a ideia da adversidade, assim como “mas”, “porém”, “no entanto”, etc. Seu parágrafo precisa: iniciar com um conetivo ou expressão conectiva que passe a ideia de conclusão para seu leitor; contextualizar um pouco mais sua conclusão antes das propostas de intervenção e; se possível, apresentar um último período para arrematar seu texto.

Sugestão de reescritura:

Portanto, fica explícita a necessidade de avanço nas discussões sobre representatividade familiar, pois os modelos mais contemporâneos são, na verdade, invisibilizados. A causa é de cunho educacional, devendo ser debatida em todos os “estamentos” da sociedade. O governo deve criar meios de punição mais eficazes e incentivar campanhas didáticas. A escola é a segunda experiência social do indivíduo – ficando atrás apenas da família -, por isso, promover a discussão com a comunidade escolar e o compromisso com a conscientização são seus deveres de casa. Enquanto as novas configurações continuarem a ser rechaçadas, nunca serão representadas nem respeitadas como devem ser.

Redação exemplar

Assunto de família

Pluralidade. Esta é uma boa palavra para definir o panorama da realidade das famílias brasileiras atuais. Mães solteiras, casais homoafetivos, filhos biológicos e adotivos são algumas peças no retrato de família do Brasil. Apesar de ainda sofrerem muito preconceito, essas novas configurações já avançaram bastante e hoje têm alguns direitos civis garantidos. Entretanto, a discussão não está nem perto do fim, afinal essas novas famílias devem legitimadas e  reconhecidas assim como  todas as outras, sem prejuízo de intimidade – como consta no artigo 5ª da Constituição Federal.

Não obstante as novas gerações surjam com seus  pensamentos mais críticos, o conservadorismo ainda está cristalizado em nossa sociedade. Crianças pertencentes à famílias “não convencionais” naturalizam o preconceito que sofrem. A violência verbal e física contra pessoas LGBTs recheia os noticiários e uma das inúmeras consequências disso é o medo de adotar. A hostilidade também é comum quando se trata de mães solteiras, que, além de terem que dar conta da criação dos filhos, enfrentam a discriminação – velada ou não – por trás de duros olhares. Desse modo, a triste realidade é que o modelo “pai, mãe e filhos”, tido como o tradicional, é privilegiado em detrimento dos outros.

A acepção dos novos modelos familiares pode colaborar para resolver outros problemas sociais. Quanto menos casais do mesmo sexo sofrerem preconceito por terem adotado um menor, mais incentivadas as outras pessoas vão se sentir para pensarem no assunto, o que pode acarretar na diminuição do número de crianças em abrigos. Antigamente, mulheres divorciadas estavam destinadas à solidão, pois não eram socialmente aceitas. Apesar de ainda sofrerem preconceitos, hoje, quantos casos não há de mulheres independentes e/ou chefes de família? É evidente que a estrada rumo ao espaço para a pluralidade é repleta de obstáculos construídos pelo patriarcalismo institucionalizado.

Portanto, fica explícita a necessidade de avanço nas discussões sobre representatividade familiar, pois os modelos mais contemporâneos são, na verdade, invisibilizados. A causa é de cunho educacional, devendo ser debatida em todos os “estamentos” da sociedade. O governo deve criar meios de punição mais eficazes e incentivar campanhas didáticas. A escola é a segunda experiência social do indivíduo – ficando atrás apenas da família -, por isso, promover  a discussão com a comunidade escolar e o compromisso com a conscientização são seus deveres de casa. Enquanto as novas configurações continuarem a ser rechaçadas, nunca serão representadas nem respeitadas como devem ser.

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