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mulher escrevendo uma redação sobre pobreza menstrual

Confira um modelo de redação sobre pobreza menstrual

Confira um modelo exemplar de uma redação sobre pobreza menstrual.

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A pobreza menstrual é uma questão muitas vezes negligenciada, mas de profunda importância, que afeta a dignidade e a saúde de inúmeras mulheres.

Por meio de uma redação modelo, demonstraremos como é possível sensibilizar a sociedade sobre essa questão crucial e promover mudanças necessárias para combater a pobreza menstrual e garantir o bem-estar de todas as mulheres.

Veja um exemplo de texto dissertativo-argumentativo sobre pobreza menstrual. Redação maneira você encontra aqui!

Pobreza menstrual: redação exemplar

A redação exemplar foi feita com base no tema: “Caminhos para combater a pobreza menstrual no Brasil contemporâneo“.

A saúde é, não só, um direito humano, mas promulgada na Constituição Federal de 1988 como essencial a todos, de acordo com o Artigo 196. Nessa perspectiva, nota-se que, no Brasil atual, tal direito básico é negado a uma grande parcela da população devido ao contexto de pobreza menstrual, no qual indivíduos com útero não podem arcar com os gastos de higiene íntima e têm sua integridade física e pessoal afetada. Dessa forma, é importante refletir sobre as causas e efeitos do problema, além de pôr em xeque a responsabilidade do Estado sobre ele.

Primeiramente, uma das causas da situação é o fator econômico. Vivemos, hoje, em um contexto crítico na economia: os artigos básicos estão caros e o nível de pobreza, alto. Consequentemente, absorventes, sabonetes, água, artigos necessários à manutenção da higiene, no geral, estão tarifados em altos preços. Assim, pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social não têm a possibilidade de arcar com estes gastos, visto que o país, em especial após a pandemia, vivencia um alto índice inflacionário, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com isso, nota-se a urgência de uma postura compromissada do Estado perante a situação.

A partir da negligência estatal, nota-se, como resultado, a interferência no bem-estar do grupo em questão e efeitos na saúde íntima. O livro “Presos que menstruam”, de Nana Queiroz, ilustra a realidade das pessoas com vagina em espaços penitenciários. Assim, conforme relatado na obra, devido à precariedade, elas recorrem a diferentes alternativas, como jornal e até mesmo miolo de pão, para conter o fluxo menstrual. Essas opções afetam diretamente a saúde genital, desencadeando irritações e inflamações, e interferem na dignidade humana da comunidade encarcerada. Além da população presa, outros indivíduos, como aqueles em situação de rua e jovens sem condições financeiras apropriadas, padecem com esta realidade.

Portanto, cabe uma solução a partir do Estado, enquanto principal responsável por este cenário atual. O Governo Federal deve, a partir do Ministério da Saúde, garantir kits de absorventes e sabonetes para toda a população à margem, que vive a pobreza menstrual. Através da disponibilização destes recursos em postos de saúde, o objetivo é garantir o bem-estar geral dos indivíduos que menstruam e não têm condições para arcar com isso. A longo prazo, cabe ao Governo controlar a inflação do Brasil contemporâneo, investindo na valorização do Real e evitando obstáculos no acesso a recursos básicos“.

Agora que você já tem um modelo de redação sobre pobreza menstrual para se inspirar, fica mais fácil caso esse seja o tema da redação no vestibular, né?

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