Albert Einstein: biografia completa (e versão resumida)

Albert Einstein: biografia completa (e versão resumida)

Físico e matemático, você já deve ter ouvido falar dele, Albert Einstein foi consagrado um dos maiores gênios da humanidade por desenvolver a Teoria da Relatividade. Mas não é só isso, Einstein tem vários feitos em seu currículo, e claro que a fórmula E = mc² pode cair no seu vestibular.

Além de um currículo vasto, cheio de descobertas e com Nobel de Física, Einstein passou por diversas fases em sua vida, era considerado um aluno mediano (isso mesmo) e chegou a ficar desempregado. Vamos conhecer um pouco mais sobre ele?

1 – Biografia

Albert Einstein lecionando

Hermann Einstein e Pauline Koch uniram-se em casamento em 1876, estabelecendo-se na cidade de Ulm, Alemanha. Três anos após o casamento, em 14 de março de 1879, nasce Albert Einstein, filho primogênito do casal. Ainda fruto da relação, em 18 de novembro de 1881 nasce Maja Einstein.

Embora não praticante, o casal era judeu asquenaze – provenientes da Europa Central e Oriental. Em 1880, um ano antes do nascimento de Maja, a família Einstein mudou-se para Munique, lá Hermann e seu irmão mais novo, Jakob fundaram uma empresa de materiais elétricos – a Elektrotechnische Fabrik J. Einstein & Cie – chegando a ter em média 200 trabalhadores. A empresa não foi muito a frente, em 1894 foi comprada, o que levou a família a mudar-se para a Itália (Milão e posteriormente para Pavia).

Aos cinco anos, Albert Einstein, entrou para uma escola católica de ensino primário, onde permaneceu por três anos, até ser transferido para o Ginásio Luitpold, cursando o ensino primário e secundário (Ensino Médio). Hoje, o Ginásio é conhecido como Ginásio Albert Einstein. Mas não foi tão simples, como mencionado, sua família mudou-se para a Itália, mas Einstein permaneceu para terminar os estudos, juntando-se com a família no país somente ao final daquele mesmo ano.

Segundo Cláudia Barbosa, em Imortais - Descubra, Encante-Se, Viaje Em Uma História Única (2018), nesse período em que ficou sozinho Einstein ficou deprimido por estar longe e decidiu abandonar os estudos, logo depois de juntar-se a família, escreveu seu primeiro ensaio científico intitulado “A investigação do Estado do Éter em Campos Magnéticos”.

Em 1895, aos 16 anos, Einstein decidiu tentar entrar para a Escola Politécnica Federal Suíça, em Zurique, prestou o vestibular e embora tenha alcançado ótimas notas em física e matemática, não obteve notas suficiente em outras disciplinas – principalmente em humanas –. Decidiu então, aconselhado pelo diretor da Escola Politécnica, terminar o ensino médio que havia interrompido, frequentando de 1895 a 1896 a Escola Cantonal em Aarau, na Suíça.

Até aqui, Albert Einstein, já havia se dedicado parcialmente aos estudos da física. Se dedicando na escola ao feixe de luz e a teoria eletromagnética de Maxwell.

Aos 17 anos, com aprovação de seu pai, renunciou a cidadania alemã para tentar fugir do serviço militar, com sucesso. No mesmo ano prestou o exame Matura – prova aplicada ao final do ensino médio com a finalidade de entrar na graduação (espécie de Enem da Suíça) – e foi aprovado. Einstein tinha um ano a menos que os alunos da instituição em que pretendia ingressar e mesmo assim matriculou-se com a finalidade de sair de lá professor de física. E enquanto cursava a graduação viveu com uma bolsa estudantil de 1 franco suíço por mês.

Conhece Mileva Marić, a quem mais tarde viraria sua esposa, na graduação. Marić e Albert ingressaram no mesmo ano na Politécnica, ela era a única mulher do curso de Matemática e física. Einstein formou-se em 1900, obtendo o título de professor de física, porém Mileva não conseguiu o mesmo feito. Reprovou na prova de Teoria das funções.

Vida amorosa e familiar conturbada?

Em 1903, Albert casa-se com Marić, em Berna. O primeiro filho veio logo depois, em 14 de maio de 1904, cujo nome era Hans Albert Einstein. Já o segundo, Eduard, nasceu um pouco mais tarde, em julho de 1910. Segundo Die Liebesbriefe des untreuen Einstein (2015), o casamento de Einstein parecia não ser amistoso. Escreveu cartas para Marie Winteler, um antigo caso amoroso, revelando que ainda sentia amor por ela: “penso em você do fundo do coração em cada minuto livre de que disponho, e estou tão infeliz como só um homem pode estar".

Einstein mudou-se para Berlim em 1914, Marić permaneceu em Zurique com os dois filhos e em 1919 o casal se divorciou. Casou-se novamente em 1919 com sua prima, Elsa Löwenthal – que faleceu em 1936 decorrente de problemas cardíacos.

Devemos mencionar que Eduard, seu filho mais velho, sofreu de esquizofrenia e viveu a maior parte de sua vida num hospital psiquiátrico, onde Einstein visitava-o. Diz-se ainda que teve com Marić um terceiro filho, uma menina chamada Lieserl, mas que Albert nunca a conheceu e não se sabe o paradeiro da menina. Através do conteúdo de uma das cartas que trocava com a ex-esposa pode-se inferir que a criança tenha sido adotada.

Vida acadêmica

Já mencionamos que Albert Einstein foi gente como a gente, passando por uma fase de desemprego depois de formado. Ele buscava vaga como professor, sem sucesso. Em 1901, publica um artigo intitulado “Conclusões Retiradas dos Fenômenos da Capilaridade”, publicado por Annalen der Physik, um renomado periódico acadêmico.

Pouco tempo depois do sucesso de seu artigo, Einstein deu início ao seu doutorado pela Universidade de Zurique. Teve como professor orientador Alfred Kleiner e sua tese intitulava-se “Uma nova determinação das Dimensões Moleculares”.

No mesmo ano começou o trabalho como professor substituto numa escola em Winterthur e concomitantemente como monitor em uma escola particular.

Em 1902, com a ajuda do pai de um amigo, consegue um emprego no Instituto Federal Suíço de Propriedade Intelectual, onde trabalhou como examinador assistente. Parte do seu trabalho era avaliar pedidos de patentes de dispositivos eletromagnéticos, sendo efetivado em 1903. Boa parte do trabalho como examinador tratava a questão sobre a transmissão de sinais elétricos e sincronização eletromecânica do tempo.

Começou com uma parte do seu grupo de amigos um grupo de debate intitulado Academia Olímpia. O grupo se reunia para discutir sobre filosofia e ciência, assuntos quais Einstein amava.

Concluiu seu doutorado em 30 de abril de 1905, o ano conhecido como “miraculoso”. Einstein publicou neste ano quatro trabalhos sobre: i) o efeito fotoelétrico; ii) movimento browniano; iii) relatividade especial; e iv) equivalência entre massa e energia. Todos esses trabalhos de sucesso levaram Albert Einstein a ser conhecido no mundo acadêmico. Os títulos são:

  1. Sobre um ponto de vista heurístico relativo à produção e transformação da luz;

  2. Sobre o movimento de pequenas partículas em suspensão dentro de líquidos em repouso, tal como exigido pela teoria cinética molecular do calor;

  3. Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento

  4. A inércia de um corpo depende do seu conteúdo energético?

Sendo o último o artigo o que apresenta inicialmente o princípio da equivalência e sua gloriosa relação entre energia e massa de repouso. A tão sonhada fórmula E = mc².

1906: recebeu oficialmente o título de doutor. Ao final desse ano publicou o artigo sobre calor específico e também escreveu resenhas para o periódico em que havia publicado.

A teoria da relatividade geral começou a tomar forma em 1907, tentando compor a gravidade newtoniana com a relatividade especial, valendo-se ainda do princípio da equivalência para a construção da nova teoria da gravidade.

Albert Einstein, com o passar dos anos era cada vez mais reconhecido como um importante cientista. Em 1908 foi nomeado professor na Universidade de Berna e começou também, no ano seguinte, a dar aulas sobre eletrodinâmica na Universidade de Zurique, onde havia estudado. Conseguiu o cargo de professor adjunto no mesmo ano. Veja uma lista de alguns outros cargos acadêmicos que Einstein foi tomando ao longo dos anos:

  • 1911 – professor catedrático na Universidade Carolina, em Praga;

  • 1911 – participou da primeira Conferência de Solvay, ao lado de Max Planck e Marie Curie;

  • 1912 a 1914 – professor no Instituto Federal de Tecnologia em Zurique (lecionou aqui sobre mecânica analítica e termodinâmica – esse último, bastante cobrado nos vestibulares atuais);

  • 1914 – diretor do Instituto Kaiser Guilherme de Física, onde permaneceu no cargo até 1932;

  • Ainda em 1914 – professor da Universidade Humboldt de Berlim e membro da Academia Prussiana de Ciências;

  • 1916 a 1918 – presidente da Sociedade Alemã de Física;

Após a participação na Conferência de Solvay, Einstein presumiu que, com base em sua teoria da relatividade geral, a luz de uma estrela seria curvada pela gravidade do sol. Tal previsão foi confirmada por Arthur Stanley Eddington durante um eclipse solar em 1919 no Ceará (isso mesmo, aqui no Brasil). Rapidamente as notícias correram e Albert Einstein ficou famoso. Um dos jornais mais importantes do mundo, o The Times, lançou uma manchete dizendo que as ideias de Newton foram derrubadas (Revolução na Ciência – Nova Teoria do Universo – Ideias de Newton Derrubadas).

Em 10 de novembro de 1922 foi condecorado com o Prêmio Nobel de Física de 1921 por ter contribuído com a física teórica, e principalmente, pela descoberta da lei do efeito fotoelétrico. Esse é, sem dúvidas, um dos maiores feitos na vida de Einstein.

2 – Albert Einstein no Brasil

Albert Einstein no Brasil

Albert Einstein no Museu Nacional, Rio de Janeiro, em 7 de maio de 1925. Fonte: Museu Nacional. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/00/Albert_Einstein_no_Museu_Nacional%2C_1925.jpg

Einstein viajou pelo mundo para dissipar suas teorias físicas, além de propagar debates sobre temas como paz mundial. Em 1925 pousou no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, onde passou por diversos lugares, turísticos e instituições, entre eles o Jardim Botânico, Pão de Açúcar, Corcovado, Academia Brasileira de Ciências, Floresta de Tijuca, Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), etc.

Realizou duas conferências sobre a teoria da relatividade, a primeira em 6 de maio no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, e a segunda em 8 de maio na Escola Politécnica da Universidade do Rio de Janeiro – antiga Escola politécnica.

Um dos pontos marcantes de sua visita ao Brasil foi a passagem pelo Museu Nacional (foto), Einstein teria ficado impressionado com a qualidade das obras e pesquisas do Museu. Menos de um ano depois a cientista Marie Curie também passaria e se encantaria com o Museu, que hoje passa por um estado crítico após o incêndio em todo o prédio e acervo – e que conta com a ajuda do governo da Alemanha para a sua reconstrução.

3 – O Nazismo

Albert Einstein era de família judia e durante sua vida renunciou e retomou a cidadania alemã algumas vezes por questões acadêmicas – alguns cargos só poderiam ser ocupados caso ele tivesse a cidadania. Em 1933, durante o crescimento do Partido Nazista decidiu não retomar a Alemanha.

Enquanto viajava para a Bélgica, Einstein e sua então esposa, Elsa, foram informados que sua casa na Alemanha tinha sido invadida pelo governo nazista, além de seu veleiro ter sido apreendido. Logo ao desembarcar renunciou, novamente e formalmente, ao consulado em Antuérpia, a sua cidadania alemã. Logo, teve também de renunciar a sua cadeira nas Academia Prussiana de Berlim. Meses após esses acontecimentos, a notícia de que o governo nazista havia proibido judeus de ocuparem cargos oficiais se espalhou, e claro, isso aplicava-se a Einstein.

Embora todo esse trâmite, ainda não conseguiu escapar. Suas obras eram alvos nas chamadas “queimas de livros dos nazistas”, onde o então ministro Joseph Goebbels declarou que todo o intelectualismo judaico estava morto.

4 – A luta contra o racismo

Conhecemos o grande Albert Einstein pelos seus gloriosos feitos na física, mas o cientista lutava também pelos direitos civis. Foi membro da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP), fazendo campanha pelos direitos civis das pessoas afro.

Einstein, via correspondência com William Edward Burghardt, classificou o racismo como a pior doença da América. Afirmando pouco tempo depois que "o preconceito de raça infelizmente se tornou uma tradição americana que é acriticamente transmitida de uma geração para a outra [...] Os únicos remédios são a iluminação e a educação”.

Recebeu, da primeira Universidade negra dos Estados Unidos (Universidade Lincoln da Pensilvânia) o título honoris causa, pelas suas lutas e defesas.

5 – Falecimento

Em 1950 foi constatado que um aneurisma na aorta abdominal estava crescendo, na época, os médicos não contavam com muitas opções de tratamento e trataram o caso envolvendo-o em papel celofane na tentativa de evitar uma hemorragia.

Einstein recusou todas as tentativas cirúrgicas, alegando que prolongar a vida artificialmente era de mau gosto. No mesmo ano assinou seu testamento, deixando seus manuscritos para a Universidade Hebraica de Jerusalém – escola que ajudou a fundar –, declarou a secretária Helen Dukas e o amigo íntimo Otto Nathan como executores literários, e deixou para o neto Bernhard, o seu violino.

Era uma pessoa simples, foi ao contrário do que a tradição judaica manda. Não quis ser enterrado para não haver a possibilidade do seu túmulo se tornar um local turístico – embora simples, Einstein sabia o poder que tinha.

Ao falecer, em 18 de abril de 1955, aos 76 anos, foi cremado.

É notória e louvável toda a contribuição que Albert Einstein para a física, com mais de 260 publicações e estudos, mas além disso, ele contribuiu para a evolução de várias partes da humanidade, seja como físico ou como ser humano.

Além disso, você sabia que dá pra usar Albert Einstein no vestibular além da física? Veja algumas citações que você pode usar na redação:

  • Tecnologia: “Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa Humanidade”;

  • Educação: “A única finalidade da educação deve consistir em preparar indivíduos que pensem e ajam como indivíduos – independentes e livres”;

  • Mundo: “O grande problema da humanidade não está no domínio da Ciência, mas no domínio dos corações e das mentes humanas”.

Se você deseja utilizar outras citações em sua redação, confira aqui outros exemplos para conquistar a tão sonhada nota MIL!

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Bibliografia

BARBOSA, Claudia. Imortais – Descubra, Encante-se, viaje em uma história única. Clube dos autores, 2018. p. 75-78.

JEROME, Fred; TAYLOR, Rodger. Einstein on Race and Racism. 9a. ed. Rutgers University Press, 2006. p. 118-148.

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