Blog Descomplica

Descartes, Kant e Nietzsche: três pensadores que vão te ajudar a entender a subjetividade humana

Descartes, Kant e Nietzsche: três grandes filósofos que vão te ajudar a fazer uma boa redação! Confira este resumo e mande bem no ENEM!
porDescomplica| 04/10/2016

Compartilhe

Descartes, Kant e Nietzsche: três grandes filósofos que vão te ajudar a fazer uma boa redação!

Descartes

Descartes
René Descartes foi um importante filósofo, matemático e físico francês do século XVII. Também fez estudos nas áreas da Epistemologia e Metafísica. Nasceu na cidade de La Haye, na França, em 31 de março de 1596. Morreu na cidade de Estocolmo, na Suécia, em 11 de fevereiro de 1650.
Considerado o primeiro filósofo moderno, é autor da famosa frase “Penso, logo existo”, afirmação que surgiu após o questionamento “O que sou?” e da resposta “Sou uma coisa que pensa”. Para Descartes, o pensamento é o lugar da verdade, é o puro intelecto, e é por meio dele que adquirimos ideias claras e distintas. Se duvido, eu penso; se penso, eu existo.
Descartes elabora a teoria de que o sujeito é dividido em matéria e espírito, alma e corpo e sua atividade fundamental é o pensamento. Nota-se, então, que o fundamento de todo o conhecimento do real encontra-se no intelecto.
Mas e as emoções? Nesse caso, elas seriam subjugadas, controladas pela razão. O indivíduo se torna consciente de si mesmo, e as paixões (nome comumente dado para as emoções humanas) são vencidas pelo lado racional humano, já que muitas vezes elas se mostram danosas à nossa existência.
A sabedoria, para Descartes, consistia em controlar e até mesmo combater as inclinações passionais. É preciso suplantá-las, já que seu resultado não faz bem ao homem. É preciso um entendimento de si e do mundo para que se chegue a uma verdade maior que as tentações do mundo sensível.

Kant

kant
Immanuel Kant (1724 – 1804) foi um filósofo alemão, considerado um dos maiores da história e dos mais influentes no ocidente.
Para Kant, existe a “Posteriori” e a “Priori”. A priori (do Latim, “de antes” ou “do interior”) é o conhecimento ou justificação independente da experiência ou experimentação. São as formas ou intuições puras da sensibilidade, um tipo de conhecimento inato. Já a Posteriori (do Latim, “do seguinte” ou “do depois”) é um conhecimento dependente de experiência e/ou evidência empírica.
E onde aparece a subjetividade humana? Ao criar essa dualidade, Kant se refere ao modo como o ser humano enxerga o mundo e age dentro dele. Resumindo de maneira bem simplista, essa divisão tenta explicar (teorizar) a forma como as pessoas selecionam o que é verdade ou não, real ou irreal, certo ou errado, bom ou ruim.
Isso está ligado ao que é a moral e ética? Sim, está. Podemos conectar esses conceitos com o que vemos como quebras de moralidade e conflitos éticos. Kant defende que a lei moral deve independer da experiência, ou seja, uma vontade boa deve ser independente de qualquer resultado empírico; deve determinar a si mesma.
Trazendo para os dias de hoje, é possível falarmos sobre a necessidade humana de buscar a felicidade – no caso, uma felicidade individualista, centrada nos desejos do sujeito, muitas vezes fugindo à razão e baseada somente no subjetivo. As pessoas colocam valores no que tem preço e preço no que tem valor; colocam seu bem estar e a felicidade em uma coisa ou outra.

Nietzsche

nietzsche
Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi um filósofo, escritor, poeta e filólogo alemão, além de um dos mais importantes pensadores do século XIX.
Nietzsche coloca em questionamento os valores da sociedade quando cria a teoria do super-homem.  Nessa teoria, o super-homem seria aquele indivíduo capaz de libertar-se das “amarras” cristãs (isto é, qualquer amarra que de ordem moral). Segundo a moral universal, que muitas vezes é baseada em dogmas cristãos, uma pessoa deve ser honesta e bondosa, já que estas características são virtudes, e o mal deve ser de alguma forma desconsiderado.
O super-homem é capaz de autogovernar-se, não tendo seu arbítrio condicionado pelas amarras da moral e da sociedade ou do Cristianismo. Isto não significa que ele será desonesto e totalmente egocêntrico; significa que ele poderia ser bondoso e honesto por sua própria vontade, assim como maldoso e desonesto por sua própria vontade, também, e não porque a sociedade determina ou porque outras pessoas e situações o condicionam.
Acima de tudo, o super-homem é aquele que age no seu próprio livre arbítrio, sem ser determinado por outras pessoas ou situações. É o homem capaz de ser, comportar-se e tomar decisões sozinho, e não por que assim dita a moda.

Exercícios

1) UERJ
kant
O texto combina subjetividade e argumentação.
Essa combinação é confirmada pela presença de:
a) relato pessoal e defesa de ponto de vista
b) referência clássica e citação do passado
c) ênfase na atualidade e reflexão sobre o tema
d) afirmação generalizante e comparação de idéias
 
2) UERJ
kant
A disposição dos manifestantes contrasta com a atitude do homem de terno e gravata.
Essa atitude, no que diz respeito ao uso da linguagem, caracteriza-se por:
a) falsa indignação
b) pouca formalidade
c) clara agressividade
d) muita subjetividade
 
3) UERJ
kant
Para melhor compreensão da tira, o leitor precisa reconhecer alguns elementos implícitos.
O fragmento que torna mais evidente essa necessidade é:
a) “Minha inimiga mais terrível… a LOUVA DEUSA!”
b) “Uma assassina fria e cruel!”
c) “… os que sobrevivem ao seu ataque… têm inveja dos que morrem!”
d) “… seus poderes são sobre-humanos!!”
 
4) UERJ
kant
Vocabulário:
1  Piaimã – personagem do romance
2  sagüi-açu, sagüim – macacos pequenos
3  cláxon – buzina externa nos automóveis antigos
4  boitatá – cobra-de-fogo, na mitologia tupi-guarani
5  inajá – palmeira de tamanho médio
6  curuatá – flor de palmeira
7  Tupã – entidade da mitologia tupi-guarani
 Mãe-d’água – espécie de sereia das águas amazônicas
9  bulha – confusão de sons
10  sarapantar – espantar
11  cunhã – mulher jovem, em tupi
De toda essa embrulhada o pensamento dele sacou bem clarinha uma luz: (l. 53-54)
A luz do pensamento final do personagem revela-se libertadora, pois permite ao herói superar a seguinte dificuldade expressa no texto:
a) “A inteligência do herói estava muito perturbada.” (l. 1)
b) “Tomou-o um respeito cheio de inveja por essa deusa” (l. 19)
c) “Mas as três cunhãs deram muitas risadas” (l. 24-25)
d) “Não concluiu mais nada porque inda não estava acostumado com discursos” (l. 47-48)
 

GABARITO

1) A
2) B
3) C
4) A

JÁ SABE TUDO SOBRE SUBJETIVIDADE HUMANA? FIQUE DE OLHO NA NOSSA PÁGINA DO GABARITO ENEM 2016!

Comentários

ícone de atenção ao erroícone de atenção ao erroícone de atenção ao erro
Quer receber novidades em primeira mão?
Prontinho! Você receberá novidades na sua caixa de entrada.

Veja também

Separamos alguns conteúdos pra você

logo descomplica