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Descubra como as revoluções industriais influenciaram a formação do espaço mundial!

Você sabe tudo sobre as Revoluções Industriais? Confira este resumo e fique por dentro de tudo para sua prova de História!

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Enem 2018

O início da relação do Homem com o meio

Descubra como as revoluções industriais influenciaram a formação do espaço mundial!

Uma das cenas do filme “Tempos Modernos” sobre a Revolução Industrial.

Nos primeiros anos da Terra, as transformações no espaço eram mínimas. Isso porque não havia a presença humana. Tinha-se o que se chama de meio natural. Só muito tempo depois, quando surgiram os primeiros seres humanos, que a paisagem foi alterada gradativamente.

Antes da Primeira Revolução Industrial, a produção de bens era feita de forma artesanal nas oficinas. Nestes locais, os artesãos realizavam suas tarefas manualmente, sem que houvessem grandes impactos no meio natural.

Neste sentido, admite-se o início das revoluções industriais como o marco das modificações da relação trabalhista. A perda do controle do trabalhador sobre o processo produtivo, resultou na venda da sua força de trabalho. Associa-se as revoluções industriais ao desenvolvimento do próprio capitalismo, em que a Primeira Revolução Industrial está associada ao capitalismo industrial. Já a Segunda Revolução Industrial está relacionada ao capitalismo financeiro-monopolista e a Terceira Revolução Industrial, ao capitalismo informacional. Antes da primeira “crise”, tinha-se o capitalismo comercial – no  período da expansão marítima e da acumulação primitiva.

O Meio Técnico e a Primeira Revolução Industrial

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Duas crianças trabalhando em uma fábrica com o tear mecânico.

A Primeira Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, teve a Inglaterra como pioneira. O país tinha uma economia forte em relação às demais nações europeias. O reinado inglês detinha minas de carvão mineral e minério de ferro, uma política econômica liberal e uma burguesia rica que era capaz de investir em novas iniciativas. O movimento migrou para outros países do continente, como a Bélgica e a França. As principais indústrias deste período do desenvolvimento industrial mundial foram a indústria têxtil e a indústria siderúrgica. Estas frentes usavam máquinas movidas a vapor, estas geradas pela queima do carvão mineral, principal matéria-prima do período.

O sistema que ditava o sistema técnico e as características do trabalho era o paradigma Manchesteriano – nome que faz referência à cidade de Manchester, na Inglaterra, principal centro têxtil à época. Este paradigma tinha por características o uso de máquinas movidas à vapor e o trabalho assalariado, no qual o trabalhador possuía apenas um ofício. Por exemplo, um funcionário que produzisse calçados, este seria responsável por todas as etapas para a produção deste bem, desde a aquisição de matéria-prima, o couro, à entrega ao consumidor, recebendo por peça e não tendo um salário fixo.

Observa-se que, neste momento, o que se tinha era o meio técnico, onde as técnicas utilizadas, tais como o tear mecânico e as ferrovias, representaram um avanço não só para a produção e para a sociedade, como também transformou o espaço.

O meio técnico-científico e a Segunda Revolução Industrial

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Charge que aborda a questão da alienação do trabalho.

A Segunda Revolução Industrial teve início no século XIX. O período foi marcado por um grande avanço técnico, principalmente nos EUA, Alemanha e Japão. Nesta era,  as principais indústrias foram a metalúrgica, a química e principalmente a automobilística, visto que a matéria-prima da época era o petróleo.

O modelo produtivo vigente era o Fordismo, nome relacionado ao empresário Henry Ford que implantou em sua fábrica de automóveis em Detroit, EUA, um conjunto de técnicas e sistemas de trabalho que utilizava-se da linha de montagem que possibilitou a automação da produção e originou uma produção padronizada e em massa. Cada trabalhador tinha uma função fixa que era produzia de forma mecânica. Havia, portanto, a separação entre o trabalho intelectual e o trabalho braçal.

Esta revolução originou o meio técnico-científico em que a ciência se colocou a serviço da indústria para o desenvolvimento de técnicas que possibilitassem o aumento da produção. Essa mudança de foco por parte do mercado levou a uma maior modificação do espaço, tornando-o cada vez mais urbanizado devido à atração de grandes fluxos populacionais em direção às cidades e o incremento de infraestruturas, como a rede de transportes.

O meio técnico-científico-informacional e a Terceira Revolução Industrial

A robotização da produção industrial com o emprego de tecnologia de ponta.

A robotização da produção industrial com o emprego de tecnologia de ponta.

A Terceira Revolução Industrial tem como modelo produtivo o Toyotismo, termo que refere-se às características de um modelo elaborado por engenheiros da indústria automobilística japonesa, Toyota. Este marco histórico ocorreu nos Estados Unidos durante a década de 1970.

Dentre estas características destacam-se a produção just-in-time, como forma de evitar o desperdício de tempo e capital com uma maior flexibilização da produção de acordo com as necessidades dos consumidores. Além disso, o trabalho passou a exigir criatividade, multifuncionalidade e flexibilidade de horário. Soma-se a isto o intenso uso de máquinas e robôs em substituição da mão-de-obra humana.

Neste momento do desenvolvimento industrial destaca-se o surgimento de tecnopólos, novas áreas industriais que unem centros de produção de tecnologias de ponta com centros de pesquisa científica (universidades). O mais conhecido destes tecnopólos é o do Vale do Silício, na Califórnia, EUA.

Este período originou o chamado Meio Técnico-Científico-Informacional (MTCI) em que a circulação de informação, somada às técnicas e à ciência, passou a ser fundamental para a circulação de outros fluxos, como capitais, mercadorias e pessoas. O espaço torna-se assim densamente ocupado nas grandes cidades gerando problemas urbanos conhecidos,  como a favelização e o consumo cada vez maior de matérias-primas.

Consequências das revoluções industriais

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O transporte de porto a porto com a utilização de navios.

Com as revoluções industriais o ritmo de desenvolvimento deixou de ser comandado pelo tempo da natureza e a relação do Homem com o meio se modificou levando a evolução do espaço.

Dentre as consequências deste processo destacam-se:

  • Aumento da produção de bens;
  • Aceleração da circulação de pessoas e mercadorias;
  • Expansão das redes de transporte e comunicações.

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Exercícios

1. (UFC) A Primeira Revolução Industrial provocou uma grande transformação no espaço geográfico. A esse respeito, leia as afirmações abaixo.

I. Aconteceu um intenso processo de urbanização, e as cidades passaram a comandar as atividades econômicas e a organização do espaço geográfico.

II. Com a ampliação da divisão internacional do trabalho, alguns países europeus especializaram-se na produção industrial, controlando o mercado mundial de produtos industrializados.

III. Aconteceram grandes mudanças no modo de produção, sem implicações na organização política e territorial da Europa.

Assinale a alternativa correta.

a) Apenas I é verdadeira.

b) Apenas III é verdadeira.

c) Apenas I e II são verdadeiras.

d) Apenas II e III são verdadeiras.

e) I, II e III são verdadeiras.

 

2.(UFG) Nas últimas décadas do século XX, a intensificação do uso de alta tecnologia induziu uma nova lógica de localização industrial. Os atuais espaços industriais caracterizam-se pela capacidade organizacional e tecnológica de distribuir o processo produtivo em diferentes localidades.

A espacialização do processo produtivo revela que

a) os atuais espaços industriais, espalhados pelo globo, utilizam muita força de trabalho qualificada e poucos trabalhadores semiqualificados.

b) as novas indústrias foram instaladas considerando-se a abundância de mão-de-obra e a proximidade do mercado consumidor.

c) as empresas instalaram unidades produtivas em alguns países de industrialização tardia, incentivadas pela política de substituição de importações.

d) a criação de espaços industriais, nos países do Terceiro Mundo, foi promovida pelas políticas estatais de incentivo ao consumo dos países centrais.

e) os novos espaços industriais organizam-se em torno de fluxos de informação que reúnem e distribuem, ao mesmo tempo, as fases da produção.

 

3. (Unemat) Em relação às fases do capitalismo e suas características, enumere a segunda coluna de acordo com a primeira.

Coluna I – Fases do Capitalismo

I. Comercial

II. Industrial

III. Financeiro

Coluna II – Características

( ) Segunda Revolução Industrial ou Tecnológica, o capitalismo se tornou monopolista. Empresas ou países monopolizaram o comércio; os bancos adquiriram cada vez mais importância; o capital financeiro passou a dominar e a controlar a economia dos países; domínio das transnacionais.

( ) Ressurgimento dos Centros urbanos e intensificação do comércio; acumulação de recursos; inovações nos transportes marítimos, nos armamentos e nas técnicas de navegação; expansão comercial do final do século XIV e início do século XV.

( ) Forte mecanização, abrangendo diversos setores da economia. As fábricas empregavam grande número de trabalhadores.

Assinale a alternativa correta.

a) III, II e I.

b) I, II e III.

c) III, I e II.

d) II, I e III.

e) I, III e II.

 

Gabarito

1. C

2. E

3. C

 

Depois dessa aula, não vai ter questão sobre Revolução Industrial páreo para o seu conhecimento no vestibular. Estamos aqui torcendo para que você mande muito bem nas provas. Conte com a gente para tudo nessa jornada até a universidade! Vamos juntos?