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Livro aberto com recortes conectados por fios e lupa, simbolizando cláusulas relativas em inglês.

Cláusulas relativas: decifre descrições e garanta pontos no ENEM

Entenda cláusulas relativas em inglês: definição, exemplos com tradução, por que caem no ENEM, erros comuns e plano de estudo prático.

por Bruno QuintelaPublicado em

Leia descrições com precisão

Entender cláusulas relativas é essencial para decifrar descrições e relações entre informações em textos do ENEM. Elas aparecem quando o autor quer adicionar informação sobre uma pessoa, lugar ou coisa sem começar uma frase nova — e essa parte muitas vezes guarda a resposta da questão.

Neste post você vai ter definição, exemplos práticos (com tradução), por que cai no ENEM (com referência à matriz de habilidades), comparações úteis com o português, os erros mais comuns dos estudantes brasileiros e um plano de estudo claro para treinar.

O que são cláusulas relativas?

Cláusulas relativas (relative clauses) são orações subordinadas que descrevem ou identificam um substantivo (antecedente). Segundo referências como o Cambridge Dictionary, funcionam como um adjetivo: explicam “qual” pessoa/coisa ou dão informação extra sobre ela.

Principais pronomes relativos e função (inglês → português):

  • who — pessoas (quem; que)
  • which — coisas, animais (que; o qual)
  • that — pessoas ou coisas em cláusulas restritivas (que)
  • whom — pessoas (objeto formal; a quem)
  • whose — posse (cujo/a, cujo)
  • where — lugar (onde)
  • when — tempo (quando)

Observação: em inglês falado e em muitos textos, o pronome relativo pode ser omitido quando é objeto: “The book (that) I read” → “O livro que eu li”.

Exemplos práticos (inglês ↔ português)

1) The woman who works here is a teacher.A mulher que trabalha aqui é professora.

2) This is the book that I bought yesterday.Este é o livro que eu comprei ontem.

3) The library, which was built in 1920, is closed today.A biblioteca, que foi construída em 1920, está fechada hoje. (cláusula não restritiva — informação extra; note as vírgulas)

4) The student to whom I gave the note thanked me. (formal)O estudante a quem eu dei a nota agradeceu-me.

5) The student who I gave the note to thanked me. (informal)O estudante a quem eu dei a nota agradeceu-me. (alternativa mais natural na fala)

6) I have a friend whose father works abroad.Tenho um amigo cujo pai trabalha no exterior.

Restritiva x não restritiva — diferença que muda sentido:

Restritiva (identifica): The students who study hard passed. → Os alunos que estudam muito foram aprovados. (só aqueles alunos)

Não restritiva (aporta informação extra): My sister, who studies hard, passed. → Minha irmã, que estuda muito, foi aprovada. (a frase fala de uma irmã específica e adiciona informação)

Por que cai no ENEM?

O ENEM exige interpretação e compreensão de relações entre informações (Matriz de Referência — habilidades H5 a H8; INEP). Cláusulas relativas aparecem em textos informativos e literários para:

  • especificar um referente (quem/qual) — mata ambiguidade
  • acrescentar detalhe contextual que altera a resposta (datas, locais, causas)
  • testar a habilidade do aluno de localizar referentes e inferir relações entre orações

Em provas como o ENEM, saber distinguir se a cláusula é restritiva ou apenas explicativa (non-restrictive) costuma ser decisivo para entender o alcance da afirmação e responder corretamente.

Comparação português ↔ inglês

- Ordem: Em inglês a cláusula relativa vem logo após o substantivo antecedente: “the house where I was born” → “a casa onde nasci” (em português também, mas atenção à pontuação).- Omissão do pronome: Em inglês é comum omitir o pronome quando ele é objeto (“The book I read”), o que em português exigiria “que/que eu li”.- Vírgulas: Em inglês, cláusulas não restritivas são sempre separadas por vírgulas (The car, which is red, ...). Em português a mesma regra vale, mas o uso errado de vírgulas é uma armadilha comum.- “Que” em português cobre muitos casos; em inglês você precisa escolher entre who/which/that/whose — essa escolha determina sentido e formalidade.

Exemplo lado a lado:

- PT: “A aluna que passou mora aqui.” (identifica a aluna)- EN: “The student who passed lives here.” (identifies which student)

- PT: “Minha avó, que vive no interior, veio ontem.” (informação adicional)- EN: “My grandmother, who lives in the countryside, came yesterday.” (non-restrictive)

Erros comuns (e como corrigi-los)

1) Usar which para pessoasErrado: “The man which called is here.” → Correto: “The man who called is here.” (who para pessoas)

2) Confundir that e which (vírgulas)Errado: “The book, that I bought yesterday, is good.” → Correto (restritiva): “The book that I bought yesterday is good.” → Correto (não restritiva): “The book, which I bought yesterday, is good.”Dica: em inglês americano, preferir that em cláusulas restritivas sem vírgulas e which em cláusulas não restritivas com vírgulas (Oxford/Cambridge style guides).

3) Omitir as vírgulas em cláusulas não restritivasErrado: “My uncle who lives in São Paulo is a chef.” → Parece que tenho vários tios; corrija com vírgulas: “My uncle, who lives in São Paulo, is a chef.” (aponta um único tio)

4) Tradução literal do português “que”Errado: traduzir sempre “que” como que sem escolher pronome: “The book that is red is mine” pode ser ok, mas muitas vezes você precisa de “who/which/whose” para manter clareza.

5) Uso formal de whom/x informalErrado: usar whom no lugar errado só por formalidade ao falar: “Who did you speak to?” é mais natural do que “Whom did you speak to?”; em escrita formal prefira “to whom”.

6) Colocar a cláusula no lugar errado (antecedente ambíguo)Errado: “He told the student who had failed the exam.” → Pode sugerir que ele contou ao aluno; reescreva para clarificar: “He told the student that he had failed the exam” (mas ainda ambíguo). Reescrever a frase pode ser solução em tradução/interpretação.

Como estudar — passo a passo (pra gabaritar no ENEM)

1) Entenda a regra básica (recorde)Memorize o papel de who/which/that/whose/whom e quando omitir o pronome.

2) Treino ativo com transformação de frasesPegue duas frases simples e una com uma cláusula relativa.Ex.: “I met a woman. She is a nurse.” → “I met a woman who is a nurse.” (Eu conheci uma mulher que é enfermeira.)

3) Leia textos do ENEM e marqueBaixe provas antigas no site do INEP e sublinhe cláusulas relativas. Pergunte: essa cláusula é restritiva ou explicativa? Muda o sentido?

4) Faça exercícios focados (15–20 minutos/dia)Complete lacunas com who/which/that/whose.Reescreva frases para transformar cláusulas restritivas em não restritivas (e vice-versa).

5) Use recursos confiáveisCambridge Dictionary e British Council para exemplos e explicações; consulte exames do INEP para ver como são cobradas as questões.

6) Técnica de revisão (Ausubel + Bloom)Relacione a nova informação a algo que você já sabe (Aprendizado Significativo, Ausubel) e progrida do lembrar → entender → aplicar → analisar (Taxonomia de Bloom).

Exercício rápido (pratique agora):

A) Combine as frases em uma só usando cláusula relativa:1. “She met a man. He is an architect.” → Resposta: “She met a man who is an architect.” (Ela conheceu um homem que é arquiteto.)2. “This is the city. I was born here.” → Resposta: “This is the city where I was born.” (Esta é a cidade onde nasci.)

B) Identifique se a cláusula é restritiva (R) ou não restritiva (NR):1. “My teacher, who is famous, wrote a book.” → NR2. “Students who study get better grades.” → R

Respostas: A1 certo; A2 certo; B1 non-restrictive; B2 restrictive.

Dica final de treino: resolva questões antigas do ENEM focando em interpretação — nem sempre você precisa dominar toda a gramática para acertar; você precisa reconhecer a função da cláusula no texto.

Conclusão

Cláusulas relativas conectam informações e costumam guardar a chave para responder questões de interpretação no ENEM. Pratique identificação (R x NR), escolha adequada de pronomes (who/which/that/whose/whom) e atenção à pontuação. Use provas do INEP, Cambridge Dictionary e British Council como apoio e transforme duas frases em uma como exercício diário.

Pratique com consistência: 15–20 minutos por dia transformando frases e lendo textos do ENEM. Você vai começar a “sentir” a função das cláusulas e perder o medo na prova.

Revisão editorial: Teacher Thiago Cabral LinkedIn