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FAPESP injeta 30% a mais e banca 15,9k projetos — bora inovar!

Investimento da FAPESP cresce 30% em 2025, financiando 15,9 mil novos projetos e ampliando programas de inovação e ciência básica.

por Bruno QuintelaPublicado em

FAPESP injeta 30% a mais e banca 15,9k projetos — bora inovar!

Em 2025, a FAPESP aumentou em 30% o desembolso destinado ao apoio à pesquisa em relação a 2024. O volume de projetos apoiados chegou a 32,6 mil, dos quais 15,9 mil foram contratados no ano — um salto de 22,9% nas contratações. Os recursos diretos da Fundação somaram R$ 570 milhões; somando contrapartidas de universidades, empresas e governos, o total alcançou R$ 1,5 bilhão. Esse aumento se traduz em mais bolsas, infraestrutura, chances de internacionalização e oportunidades concretas de ligação entre pesquisa e sociedade.

Investimentos e números

Os números do Relatório de Atividades 2025 mostram três tendências claras: aumento do volume de recursos, maior alcance territorial e diversificação de programas. Além do crescimento no desembolso, houve aumento nos Projetos Temáticos — que cresceram 10% em número e 13% em valor desembolsado — o que evidencia que a Fundação mantém o apoio à ciência básica mesmo ampliando iniciativas aplicadas.

  • 32,6 mil projetos apoiados em 2025;
  • 15,9 mil contratos formalizados no ano (alta de 22,9%);
  • Desembolso direto de R$ 570 milhões; com contrapartidas, R$ 1,5 bilhão;
  • Mais de 71 mil menções na mídia sobre projetos e pesquisadores apoiados (alta de 18,5%);
  • Quase 900 mil seguidores nas redes sociais da Fundação, ampliando visibilidade.

Esses indicadores não são apenas estatística: representam bolsas para alunos, recursos para laboratórios, financiamento para contratações e para infraestrutura que possibilita pesquisas de maior impacto.

Centros e inovação

A FAPESP encerrou 2025 com 83 Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) em operação — 34 deles constituídos no ano — reunindo mais de 3 mil pesquisadores. Os CCDs são hubs regionais com foco na solução de problemas locais identificados por prefeituras e órgãos estaduais: segurança pública, mobilidade, transição energética, educação, agricultura e inclusão social, entre outros temas.

Além dos CCDs, a expansão em estruturas voltadas à inovação foi expressiva:

  • 31 Centros de Pesquisa Aplicada (CPAs), com 14 deles com foco em inteligência artificial;
  • 28 CEPIDs (Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão), com quatro novos centros criados em 2025;
  • Mais de 400 projetos aprovados pelo PIPE (Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas), que financia fases iniciais de inovação em startups e pequenas empresas.

O crescimento dos CPAs e do PIPE evidencia a preocupação em reduzir a distância entre pesquisa e mercado, e o destaque dado à IA mostra prioridades tecnológicas claras para o ecossistema paulista.

Transição entre pesquisa e mercado

Programas como o PIPE e os CPAs cumprem papéis complementares. O PIPE apoia projetos iniciais de empresas que transformam conhecimento em produto, enquanto os CPAs articulam parcerias entre universidades e empresas para desenvolver soluções com maior chance de aplicação e escala. Essa arquitetura fortalece o surgimento de spin‑offs e startups deep tech — empresas cujo diferencial vem de avanços científicos ou de engenharia.

Os Projetos Temáticos, por sua vez, mantêm o investimento na ciência básica, garantindo o fluxo de conhecimento que, no médio e longo prazo, alimenta inovações tecnológicas e novos segmentos industriais.

Cooperação internacional e visibilidade

Em 2025, a FAPESP assinou 24 acordos de cooperação internacional, entre os quais um com o CERN, ampliando oportunidades de participação da comunidade científica paulista em grandes projetos internacionais. A Fundação também promoveu FAPESP Weeks, realizou Escolas Interdisciplinares e participou de eventos globais como a COP30, o que amplia a rede de colaboração e a visibilidade da pesquisa produzida no estado.

Para pesquisadores, isso significa maior acesso a infraestrutura, parcerias e intercâmbios; para a sociedade, quer dizer que soluções locais dialogam com desafios globais, como descarbonização e segurança alimentar.

Oportunidades para quem estuda

Quem estuda Ciência da Computação, Engenharia e áreas afins encontra um cenário favorável. A expansão de CPAs com foco em IA, os editais internacionais para jovens pesquisadores (como InThegra) e programas estratégicos voltados a Sistemas Alimentares Saudáveis e Transição Energética criam linhas diretas para projetos aplicados, estágios e bolsas.

  • Entenda os editais: cada programa (PIPE, PPP, CEPIDs, CPAs) tem regras e objetivos diferentes. Leia com atenção antes de submeter propostas;
  • Busque contrapartidas e parcerias com empresas ou governos locais para fortalecer propostas;
  • Desenvolva portfólio com projetos aplicados (provas de conceito, repositórios públicos) que mostrem impacto potencial.

Essas ações aumentam a competitividade das propostas e ampliam as chances de transformar pesquisa em produto ou política pública.

Conclusão

A elevação de 30% nos desembolsos da FAPESP em 2025 e a contratação de 15,9 mil projetos mostram um ecossistema em movimento: combinação de ciência básica, inovação aplicada e maior articulação com políticas públicas e setor produtivo. Para estudantes e jovens pesquisadores, é uma janela de oportunidades para participar de projetos com potencial de impacto real.

Quer aproveitar esse momento e entender como transformar preparação em oportunidade? Acompanhe os relatórios e editais da FAPESP e conte com a Descomplica para orientar passos práticos na sua trajetória de pesquisa e inovação.

Fonte:Fonte

Revisão editorial: Bruno Quintela - LinkedIn