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Brasil é o 2º país mais otimista para contratações no fim de 2026 — prepare seu RH

Brasil é o 2º país mais otimista para contratações no fim de 2026: 62% das empresas planejam aumentar vagas — prepare seu RH.

por Bruno QuintelaPublicado em

Brasil é o 2º país mais otimista para contratações no fim de 2026 — prepare seu RH

Contratações em alta: entenda

O Brasil surge como um dos países mais otimistas em relação à criação de vagas para o quarto trimestre de 2026. Segundo a Pesquisa de Expectativa de Emprego Q4 2026, do ManpowerGroup, 62% das empresas brasileiras planejam aumentar contratações neste período, resultando em uma Expectativa Líquida de Emprego de 53% — atrás apenas da Índia.

Esses números indicam um movimento amplo: não se trata de um avanço concentrado em um único setor, mas de uma tendência que atravessa finanças, construção, manufatura e tecnologia. Para gestores de RH e profissionais de recrutamento, é um sinal claro de que há demanda por talentos e que é preciso estar preparado para converter intenção em contratação efetiva.

O que é Expectativa Líquida de Emprego e por que importa

Expectativa Líquida de Emprego é a diferença entre o percentual de empregadores que planejam contratar e os que planejam reduzir quadro. No Brasil, esse indicador está em 53% para out-dez/2026, valor bem acima da média global de 29% — o que torna o país um destaque no cenário internacional.

Além da escala (a pesquisa ouviu quase 40 mil empregadores em 42 países), chama atenção o salto anual: o Brasil registra um avanço de 18 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025. Isso sugere recuperação e maior confiança das empresas em expandir suas equipes.

Setores e regiões mais aquecidos

Os setores que puxam a criação de vagas no Brasil são diversos, com destaque para:

  • Finanças & Seguros: 63% de intenção de contratação;
  • Construção & Imobiliário: 61%;
  • Informação (tecnologia, comunicação e mídia): 59%.

No recorte regional, o Estado de São Paulo aparece com 65% de expectativa, seguido pela cidade de São Paulo (62%), Rio de Janeiro (58%), Paraná (49%) e Minas Gerais (37%). Isso reforça que os maiores volumes de vagas continuam concentrados em polos econômicos, mas há oportunidades em diferentes estados.

Foco em talentos em início de carreira

Uma tendência relevante é a maior aposta em profissionais em início de carreira: 65% das empresas brasileiras afirmam que vão ampliar esse perfil em comparação a 2025, contra 45% da média global. Setores como manufatura, finanças e tecnologia lideram essa opção.

Contratar júnior pode ser uma estratégia vencedora: reduz custos com headhunting, permite moldar competências e fornece pipeline para lideranças futuras. Mas exige investimento em onboarding, mentoria e programas de desenvolvimento para evitar turnover precoce.

Velocidade de contratação: onde estão os gargalos

O tempo médio de contratação varia entre empresas:

  • 37% dizem que seus processos estão mais rápidos;
  • 33% relatam etapas mais lentas;
  • 30% mantêm o mesmo ritmo.

Fatores que aceleram o processo incluem a colaboração entre RH e gestores e aprovações internas ágeis. Já as principais dificuldades são a falta de candidatos qualificados no mercado local e o desalinhamento entre expectativas da vaga e requisitos descritos.

Recomendações práticas para RH

Para transformar o otimismo do mercado em contratações efetivas, times de RH podem adotar ações objetivas:

  • Priorizar vagas críticas e alinhar expectativas com gestores antes de abrir processos;
  • Estruturar programas de início de carreira com trilhas claras de desenvolvimento e mentoria;
  • Simplificar o processo seletivo reduzindo etapas burocráticas e definindo SLAs para decisões;
  • Fortalecer employer branding localmente, com campanhas segmentadas para regiões de maior demanda;
  • Investir em upskilling e parcerias com instituições e bootcamps para suprir lacunas de habilidades;
  • Usar dados para medir tempo-to-hire e identificar gargalos no funil de seleção.

Contexto global e próximos passos

Globalmente, a Expectativa Líquida de Emprego média é de 29%, com 43% dos empregadores indicando intenção de contratar. O Brasil, portanto, se mantém acima da média, mas a dinâmica internacional pede atenção: competição por talentos, pressão salarial em setores aquecidos e necessidade de requalificação em massa são riscos a considerar.

A próxima pesquisa do ManpowerGroup será divulgada em dezembro e trará as expectativas para o primeiro trimestre de 2027 — um indicador útil para ajustar planos de contratação no início do ano seguinte.

Conclusão

O posicionamento do Brasil como o 2º país mais otimista para contratações no fim de 2026 abre uma janela estratégica para empresas que conseguirem transformar intenção em ação. Processos seletivos mais ágeis, programas de formação de talentos e alinhamento entre RH e negócios são diferenciais competitivos neste momento.

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Revisão editorial: Bruno Quintela - LinkedIn