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Aos 42 ela criou um sistema do zero e levou o 1º lugar no DF — o segredo da virada

Viviane criou um sistema aos 42, venceu barreiras e levou 1º lugar no DF — lições práticas para quem quer criar um sistema.

por Bruno QuintelaPublicado em

Aos 42 ela criou um sistema do zero e levou o 1º lugar no DF — o segredo da virada

Viviane Farinho transformou mais de 20 anos de experiência em tecnologia em um projeto que virou empresa e case de inovação. Quando o mercado passou a restringir oportunidades perto dos 40, ela decidiu criar sua própria chance: aceitou desenvolver um sistema inédito, estruturou processos antes de aplicar inteligência artificial e fundou a QMarka. O projeto levou o primeiro lugar na categoria Ciência e Tecnologia do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios no Distrito Federal e seguiu para a etapa nacional.

Da experiência à empresa: como nasceu a QMarka

A jornada de Viviane mostra como combinar conhecimento técnico com gestão pode transformar uma carreira em negócio escalável. Em vez de replicar soluções prontas, ela validou uma demanda real, desenhou processos e construiu um produto repetível. Esse caminho passou por validar hipóteses em um nicho padronizado, testar um MVP com supervisão próxima e iterar a partir dos resultados obtidos.

O diferencial foi priorizar a estruturação dos processos antes de automatizar: transformar conhecimento tácito em fluxos documentados permitiu criar automações precisas e confiáveis.

Por que mapear processos antes da inteligência artificial?

Automatizar sem mapear processos é o erro mais comum. A inteligência artificial só é eficiente quando atua sobre etapas claras e bem definidas. Sem um mapeamento detalhado, três problemas aparecem com frequência:

  • Automatizar ineficiências e replicar gargalos em escala;
  • Gastar com processamento e licenças sem ganhos reais de precisão;
  • Gerar soluções genéricas que não entregam personalização relevante.

Modelos de linguagem e agentes exigem contexto, exemplos e regras de negócio. Quando o processo está documentado, ele vira roteiro para configurar prompts, templates, regras e métricas de performance — reduzindo retrabalho e melhorando governança.

O que são agentes autônomos e por que funcionam aqui?

Agentes autônomos são softwares capazes de executar tarefas repetitivas com regras de decisão e integração a sistemas: coletam dados, preenchem formulários, roteiam demandas e sinalizam exceções. Na prática, eles assumem rotinas burocráticas e liberam pessoas para atividades estratégicas.

Os ganhos práticos que a QMarka busca com agentes são claros:

  • Escala: entregar mais trabalho sem aumentar proporcionalmente o time;
  • Foco: aplicar talento humano em análise, produto e relacionamento;

Esses agentes, porém, precisam de governança: logs, monitoração, regras de rollback e pontos de revisão humana. Autonomia sem supervisão é risco operacional.

Como tornar a inovação com IA econômica e previsível?

Muitos modelos de negócio na área de IA geram custos variáveis por consumo de processamento, o que pode surpreender gestores. A alternativa adotada no caso da QMarka inclui:

  • Cobrança fixa pelo desenvolvimento para trazer previsibilidade;
  • Orientação para que clientes usem suas próprias chaves técnicas, mantendo controle sobre custos externos;
  • Monitoramento de métricas de uso e limites para evitar gastos inesperados.

Boas práticas para previsibilidade financeira incluem cobrar por entregas e valor percebido, modularizar automações (começar pequeno e iterar) e implementar alertas e limites de consumo.

Lições técnicas e estratégicas para quem quer seguir o caminho

  • Mapeie antes de automatizar: documente fluxos, responsabilidades e exceções;
  • Valide em um nicho padronizado: mercados com processos repetíveis aceleram aprendizado;
  • Priorize clareza de custo: negocie modelos que favoreçam escalabilidade previsível;
  • Estruture governança: logs, monitoramento, revisão humana e controle de acessos;
  • Foque na experiência do usuário: automações devem melhorar a experiência final, não só cortar custos.

Reconhecimento e impacto no protagonismo feminino

O prêmio regional representa mais do que um troféu: valida a solução, amplia networking e atrai parceiros e investidores. A visibilidade também tem papel simbólico — inspira outras mulheres e profissionais seniores a transformarem trajetórias consolidadas em iniciativas próprias. No caso da QMarka, a etapa nacional abre portas para parcerias estratégicas e internacionalização, seguindo o ciclo de resolver problemas locais, validar e escalar com governança.

Conclusão

A trajetória de Viviane sintetiza duas mensagens práticas: organize antes de automatizar; e, se o mercado não te convida, construa sua própria oportunidade. Estruturar processos, adotar governança técnica e financeira e escolher modelos de custo transparentes tornam a IA uma alavanca real de crescimento — sem inflar custos fixos.

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Revisão editorial: Bruno Quintela - LinkedIn