O que eu preciso saber sobre o Segundo Reinado?

Nós te contamos: café, imigrantismo, Guerra do Paraguai! Está tudo aqui neste resumo de História sobre o Segundo Reinado que vai te salvar no vestibular!

O Segundo Reinado, no qual estava à frente D. Pedro II, considerado um dos maiores governantes de todos os tempos, foi um período muito importante da história de nosso país. Mas, antes de irmos mais a fundo, vamos saber como ele teve inicio: com a recorrente disputa entre Liberais (elite latifundiária descentralizadora) e Conservadores (elite latifundiária centralizadora), e também com as inúmeras revoltas que por muito desestabilizaram o período regencial, houve o chamado Golpe da Maioridade, em 1840, quando qual Pedro II, com a penas 15 anos de idade, se tornou o imperador do Brasil.

O Café e os Imigrantes

O café substitui a cultura inglesa do chá, dando acabamento à cultura americana, na qual o produto foi adotado pelo proletariado para tirar o sono. Foi então no Vale do Paraíba e posteriormente no Oeste Paulista. No Vale do Paraíba tínhamos latifúndios escravocratas e monocultores voltados para o mercado externo. Já no Oeste Paulista a mão de obra era assalariada. Com a chegada da Lei Áurea, em 1888, houve uma grande necessidade de pessoas para compensar a perda da mão de obra. A Europa vivia um momento “repulsivo”, com o desemprego alto devido à Segunda Revolução Industrial e um cenário caótico devido às Revoluções Liberais. Já o brasil vivia um período de grande atratividade, com a substituição do negro escravo e uma estabilidade política.

Formas de Imigrantismo

  • Sistema de Parcerias: O latifundiário paga a passagem para a vinda do imigrante e o sustento até a primeira colheita e o imigrante deve produzir e pagar a dívida acumulada (passagem + sustento). Muitas vezes não arcava com o que devia e se tornava escravo por dívida.
  • Colonato: Era uma espécie de “aluguel”, no qual o latifundiário dá o direito de usufruto da terra e determina o valor de sacas a serem produzidas. Já o imigrante deve cuidar da produção e arcar com seu sustento básico, que era menor, já que era permitido o plantio para subsistência.
  • Vinda Subvencionada pelo estado: O estado passa a ser responsável pelo pagamento da passagem, já que a vinda do imigrante automaticamente faz expandir a fronteira agrícola.

Guerra do Paraguai

Em 1811, o Paraguai se tornou independente com uma política nacionalista (autonomista) que visava o desenvolvimento interno, tornar o Paraguai uma nação moderna. Porém, o país não possuía uma saída para o mar. Então, Solano Lopez começou a anexar territórios (entre eles alguns brasileiros) e então D. Pedro II decide entrar em Guerra contra o Paraguai e inicia uma busca por aliados. Dentre eles, a Argentina e o Uruguai, que também tiveram parte de seus territórios anexados. Há então a formação da Tríplice Aliança e a formação do exército brasileiro denominado Voluntários da Pátria. Apenas no fim da década de 1870 Solano Lopes é morto e se dá a fim à guerra.

Crise: O Isolamento da Monarquia

  • Questão Religiosa: Com a proibição de D. Pedro II da aplicação da Bula Syllabus no Brasil e a prisão de dois bispos por desrespeito à ordem do imperador, passa a haver uma insatisfação da Igreja, que passa a defender o Estado Laico, se opondo à monarquia.
  • Questão Militar: A Guerra do Paraguai foi de grande insatisfação militar com o passar do tempo. Mesmo vitorioso, o exército não participava da vida política, o Estado não pagou indenizações à família dos mortos na guerra, além de não abolir os escravos que participaram da guerra, como prometido.
  • Questão Oligárquica: A elite tradicional era contra o movimento abolicionista e ficou insatisfeita com a Lei Áurea. Já a elite moderna, que era burguesa, possuía pouca participação política e estava insatisfeita com a ausência de infraestrutura, retirando então o apoio a monarquia.

Exercícios

1. (ENEM) Substitui-se então uma história crítica, profunda, por uma crônica de detalhes onde o patriotismo e a bravura dos nossos soldados encobrem a vilania dos motivos que levaram a Inglaterra a armar brasileiros e argentinos para a destruição da mais gloriosa república que já se viu na América Latina, a do Paraguai.

CHIAVENATTO, J. J. Genocídio americano: A Guerra do Paraguai. São Paulo: Brasiliense, 1979 (adaptado).

O imperialismo inglês, “destruindo o Paraguai, mantém o status quo na América Meridional, impedindo a ascensão do seu único Estado economicamente livre”. Essa teoria conspiratória vai contra a realidade dos fatos e não tem provas documentais. Contudo essa teoria tem alguma repercussão.

(DORATIOTO. F. Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai. São Paulo: Cia. das Letras, 2002 (adaptado).

Uma leitura dessas narrativas divergentes demonstra que ambas estão refletindo sobre

a) a carência de fontes para a pesquisa sobre os reais motivos dessa Guerra.
b) o caráter positivista das diferentes versões sobre essa Guerra.
c) o resultado das intervenções britânicas nos cenários de batalha.
d) a dificuldade de elaborar explicações convincentes sobre os motivos dessa Guerra.
e) o nível de crueldade das ações do exército brasileiro e argentino durante o conflito.

2. (IFSP) A partir da segunda metade do século XIX, o Brasil viu surgir gradativamente o declínio da mão de obra escrava e a introdução da mão de obra livre do imigrante, que se dirigiu à lavoura cafeeira. Sobre a relação café – mão de obra, assinale a alternativa correta.

a) o café prosperou na Bahia, que já se destacava com o fumo e o cacau; a mão de obra utilizada era a do imigrante espanhol que logo se adaptou ao calor e costumes baianos, sendo assalariado.
b) a lavoura cafeeira se estendeu do norte do Paraná até o oeste de Santa Catarina, sendo os alemães e poloneses trazidos da Europa para trabalharem como meeiros ou terceiros.
c) o café se instalou desde o Pará até São Paulo. Foi o responsável pela chegada dos japoneses, que tiveram muita dificuldade de adaptação (dada a diferença da língua e dos costumes), logo superadas. São eles, os responsáveis pela instalação de sítios e chácaras no Brasil.
d)  o café, produzido em latifúndios, se estendeu por todo o litoral brasileiro; a mão de obra escrava era responsável pelo plantio e a imigrante, alemã e italiana, pela secagem e descascagem, havendo harmonia no convívio entre os trabalhadores e os patrões.
e) a lavoura cafeeira, por se adaptar melhor às áreas temperadas, encontrou na zona da Mata (MG) e na província de São Paulo as condições ideais. Na região do Vale do Paraíba, a produção ocorreu de maneira tradicional, sendo utilizada a mão de obra escrava. Estendendo-se para o interior paulista, a mão de obra do imigrante italiano substituiu a escrava, inicialmente através da parceria e, depois, através do sistema de colonato.

Gabarito

1. D

2. E

Continue estudando
artigo
Post do blog

Mapa Mental: Segundo Reinado

Ainda tem dúvidas sobre o Segundo Reinado? Confira esta mapa mental maneiro que vai salvar sua prova de história!
artigo
Post do blog

Questão Comentada: Segundo Reinado

Leia o resumo O que eu preciso saber sobre o Segundo Reinado? e resolva os exercícios abaixo.