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Ilustração editorial: relatório com gráficos ascendentes, lupa sobre mapa do Brasil, escola e materiais escolares simbolizando o avanço do país no PISA.

Pisa e seu vestibular: por que o avanço do Brasil importa já

Pisa: entenda por que o avanço do Brasil em leitura, matemática e ciências pode influenciar sua preparação para o Enem.

por Bruno QuintelaPublicado em

Pisa e seu vestibular

A nota do Brasil no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) voltou a subir e apareceu entre os países que mais avançaram em proficiência nas últimas duas décadas. Se você está no ensino médio, fazendo cursinho ou acompanhando a trajetória escolar da família, entender o que o Pisa mede e como esses números se relacionam com o Enem, o vestibular e a vida escolar ajuda a tirar a ansiedade e a enxergar sinais concretos sobre aprendizado.

Resultados principais do Pisa 2025

No Pisa 2025, o Brasil registrou 408 pontos em Leitura, 377 pontos em Matemática e 409 pontos em Ciências. Na comparação com 2006, o país ficou entre os 10 nações que mais avançaram em proficiência: ocupa a 7ª posição em Leitura e Matemática e a 8ª em Ciências, em uma lista com mais de 50 países. A avaliação foi divulgada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e aplicada no Brasil pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) (OCDE; INEP).

Esses números também mostram redução da diferença entre o Brasil e a média dos países da OCDE. Em Leitura, a diferença caiu de 102 para 58 pontos; em Matemática, de 131 para 92 pontos; e em Ciências, de 113 para 77 pontos. Esses recuos indicam aproximação, em grande parte por ganhos relativos do sistema educacional brasileiro desde 2006.

O que o Pisa avalia e o que mudaram em 2025

O Pisa mede a capacidade de estudantes de 15 anos de aplicar conhecimentos a situações do cotidiano. Em Leitura, é avaliar a compreensão e interpretação de textos. Em Matemática, são foco raciocínio e resolução de problemas com conhecimentos matemáticos. Em Ciências, a avaliação considera a capacidade de discutir ciência e usar conhecimento científico em decisões.

Em 2025, o Pisa introduziu o domínio “Aprendizagem no Mundo Digital”, com dois atributos: Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais (RPFC) e Processos de Aprendizagem Autorregulada. A OCDE divulgou na primeira etapa os resultados da RPFC: a média da OCDE foi fixada em 500 pontos; o Brasil registrou 406 pontos nessa escala. Entre 19 países comparados, a Coreia do Sul alcançou 538 pontos e o Paraguai 352 pontos (OCDE).

Quem participou e como foi a aplicação

A edição de 2025 envolveu cerca de 760 mil estudantes em 91 países e economias. No Brasil, participaram 30.140 estudantes. Do total de estudantes brasileiros: 72,4% estudavam em escolas da rede estadual; 96,9% frequentavam escolas localizadas em áreas urbanas; 78,1% estudavam em escolas do interior; e 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do ensino médio no período de aplicação. As provas no Brasil foram aplicadas entre abril e maio de 2025 (INEP).

Além da prova, o Pisa aplica questionários aos estudantes sobre experiências escolares, atitudes e crenças. Em 2025, 81% dos estudantes brasileiros disseram que sua escola restringe o uso de celulares, contra 49% na média da OCDE. Outros dados: 16% consideram a escola uma perda de tempo, ante 24% na média da OCDE; 72% dizem ter curiosidade por diversos assuntos; 59% afirmam se esforçar mais diante de desafios. No Brasil, estudantes que valorizam a escola obtiveram, em média, 35 pontos a mais em Ciências, contra 27 pontos na média da OCDE (INEP).

Por que esse avanço interessa a quem vai fazer Enem e vestibular

1. Indicador de trajetória: o Pisa não substitui o Enem ou vestibular, mas mostra direção do sistema escolar e da aprendizagem de 15 anos, etapa que antecede diretamente o ensino médio onde se faz o Enem. Se o Pisa aponta melhora em leitura e ciências, isso sinaliza progressos que podem refletir no preparo de quem chega ao ensino médio.

2. Competências valorizadas: o Pisa foca em aplicação prática do conhecimento. O Enem e muitos vestibulares também cobram resolver problemas contextualizados, interpretar textos e aplicar conceitos. Melhoras em proficiência em leitura e raciocínio matemático tendem a facilitar o desenvolvimento dessas habilidades.

3. Mundo digital: a inclusão do domínio digital no Pisa mostra que resolver problemas com ferramentas computacionais e aprender de forma autorregulada virou pauta global. Para quem presta Enem e vestibular, é útil investir em habilidades digitais e autonomia no estudo.

Dicas práticas para usar esses dados a seu favor

  • Reforce leitura crítica: treine interpretação de textos longos e gráficos. O ganho em Leitura é útil em quase todas as provas.
  • Pratique resolução de problemas: em Matemática, foque em tradução de enunciado e modelagem de situações reais.
  • Use tecnologia com propósito: faça exercícios que envolvam planilhas, simulações e lógica computacional básica, útil para RPFC.
  • Procure contextos reais: ligue o conteúdo da escola a exemplos do dia a dia, isso ajuda a aplicar conceitos como pede o Pisa.

Conclusão

O avanço do Brasil no Pisa é um sinal positivo sobre proficiência e formas de aprender. Para quem vai prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares, esses resultados mostram áreas estratégicas para priorizar: leitura, resolução de problemas e aprendizagem autorregulada com ferramentas digitais. Se você quer se aprofundar mais, tem material aqui no blog que explica como as matrizes do Enem se conectam com habilidades avaliadas pelo Pisa.

Quer navegar por outras matérias sobre avaliações e como usar suas notas no acesso ao ensino superior? Dá uma olhada nas nossas publicações.

Fonte original. Documento elaborado com uso de IA e Revisão editorial: Bruno Quintela - LinkedIn.