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Ilustração editorial com gráficos formados por livros e moedas, mapa do Brasil ao fundo, barras ascendentes mostrando aumento de investimento e queda dos NEETs.

NEETs caem e mais investimento: entenda o Education at a Glance 2026

NEETs caem e Brasil avança em escolaridade, segundo Education at a Glance 2026. Entenda o que significa para quem faz Enem.

por Bruno QuintelaPublicado em

Dados que você precisa saber

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) apresentou os dados brasileiros extraídos do relatório Education at a Glance (EaG) 2026, coordenado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O documento reúne indicadores sobre escolaridade, conclusão do ensino médio, educação superior, recursos públicos e um foco especial na escassez de professores.

Redução dos NEETs e conclusão do ensino médio

NEET é a sigla em inglês para jovens que nem estudam, nem trabalham, nem estão em formação (Not in Education, Employment or Training). O relatório mostra uma queda de 4,4 pontos percentuais na taxa de NEETs entre 2016 e 2024 no Brasil: de 26,8% para 22,4% (OCDE, EaG 2026; Inep). Essa redução é quase o dobro da registrada, em média, pela OCDE no mesmo período, que foi de 2,3 pontos.

Outro dado que ajuda a entender essa trajetória é a proporção de jovens de 25 a 34 anos com escolaridade abaixo do ensino médio: caiu de 35% em 2016 para 25,8% em 2024. Na mesma faixa etária, a parcela com educação superior passou de 19,2% para 24,2% (Inep/OCDE).

Por que isso interessa a quem faz Enem e vestibular? Mais jovens concluindo o ensino médio significa um aumento no número potencial de candidatos ao ensino superior. Para quem se prepara, isso mexe na concorrência e também nas políticas de acesso que definem vagas e programas de apoio. Para famílias e escolas, é sinal de que incentivos e programas sociais podem estar afetando a permanência escolar.

Educação superior: acesso e conclusão

No conjunto da população de 25 a 64 anos, 39,6% dos brasileiros tinham o ensino médio como maior nível concluído em 2024, percentual próximo à média da OCDE, que foi de 38,7% em 2025. Na educação superior, porém, o Brasil segue distante: 22,3% da população nessa faixa tinha ensino superior como maior nível, ante 42,6% na média da OCDE.

Sobre conclusão de cursos, o relatório mostra que 79% dos estudantes brasileiros haviam concluído até dois anos após a duração teórica do curso, contra 85% na média da OCDE. Na data da duração prevista, em 2022, os percentuais eram de 75% no Brasil e 76% na média da organização; um ano depois, chegavam a 79% e 82%, respectivamente (Inep/OCDE).

Como traduzir isso na prática? A conclusão dentro do prazo é um indicador importante para empregadores e para a avaliação dos cursos. Para quem pensa em ingressar no ensino superior, vale checar o histórico de conclusão das instituições que pretende concorrer, muitas universidades publicam esses dados no site institucional.

Investimento em educação: quanto o governo aplica

As despesas governamentais brasileiras com educação corresponderam a 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023, ante 4% na média dos países da OCDE. O relatório também aponta que, entre 2015 e 2023, o indicador passou de 5,5% para 4,6% no Brasil, enquanto na média dos países da organização com dados disponíveis houve queda de 4,4% para 4,2% (Inep/OCDE).

Em resumo, o Brasil aplica um percentual do PIB próximo ou acima da média da OCDE em alguns anos, mas houve variação ao longo da última década. Para quem estuda políticas públicas ou avalia cursos, esses números ajudam a contextualizar investimentos em infraestrutura, formação de professores e programas estudantis.

Escassez de professores e políticas de valorização

O tema central do EaG 2026 é a escassez de professores. No Brasil, o índice de professores não plenamente qualificados foi de 9%, alinhado com a média da OCDE de 9,1%, um sinal de que o problema de formação e de retenção docente é compartilhado internacionalmente.

O texto oficial cita ações recentes: o programa Mais Professores para o Brasil, criado em 2025 e transformado em política nacional por lei em 2026, e o Pé-de-Meia Licenciaturas, que, segundo a apresentação, aumentou "em 106% as matrículas de estudantes de alto desempenho no Enem, de 2024 a 2026." Mantendo as falas oficiais: "O país passou anos discutindo como atrair talentos para a docência e agora o MEC transformou esse debate em política pública concreta. Temos ações articuladas para atrair os melhores estudantes para as licenciaturas, melhorar a qualidade da formação inicial, aproximar futuros professores da realidade das escolas, apoiar o ingresso na carreira e garantir valorização profissional e salarial. Com o Pé-de-Meia Licenciaturas, aumentamos em 106% as matrículas de estudantes de alto desempenho no Enem, de 2024 a 2026. Cada vez mais jovens estão enxergando na docência um projeto de vida", defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

O relatório também enumera mudanças na formação inicial: fim das licenciaturas a distância, reformulação da formação com mais presencialidade, fortalecimento da inserção dos estudantes nas escolas via Pibid (agora lei) e monitoramento anual da qualidade da formação com o Enade das Licenciaturas.

Outra citação oficial: "Também consolidamos uma política de valorização salarial que assegura ganho real ao piso nacional do magistério. Ainda há desafios históricos a enfrentar, mas o Brasil voltou a ter uma política estruturada, contínua e abrangente para formar, atrair, reconhecer e valorizar seus professores", conclui.

O que fazer com esses dados

  • Se você vai prestar vestibular, acompanhe as estatísticas de conclusão e evasão da sua escola e da sua região. Elas ajudam a entender o contexto local.
  • Para quem pensa em licenciatura, observe programas de incentivo e bolsas destinados a quem entra na formação de professores.
  • Pesquise o histórico de conclusão e de inserção no mercado das instituições que pretende concorrer. Isso aparece nos sites das universidades e em relatórios oficiais.
  • Consulte fontes oficiais quando precisar confirmar prazos, editais ou dados: Inep e OCDE são referências centrais.

Quer se aprofundar em como esses indicadores impactam o Enem e o acesso ao ensino superior? Tem mais material sobre leitura de indicadores e preparação no nosso blog.

Documento elaborado com uso de IA e Revisão editorial: Bruno Quintela - LinkedIn