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A Nova Base Curricular e as mudanças no ensino médio

A Nova Base Curricular Comum (BNCC) do ensino médio está cada vez mais próxima de se tornar realidade
A Nova Base Curricular Comum trará uma série de mudanças para o ensino médio

A Nova Base Curricular Comum (BNCC) do ensino médio está cada vez mais próxima de se tornar realidade e trazer uma série de mudanças nas escolas por todo país. A BNCC é um conjunto de orientações que deverá nortear os currículos das escolas públicas e particulares do Brasil. O Ministério da Educação (Mec) entregou a 3ª versão da Nova Base Curricular de Ensino Médio na última sexta-feira (06/04), mas o documento ainda vai passar por revisões e consultas públicas.

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Na prática, a Nova Base define que o ensino médio será organizado em quatro áreas de conhecimento, de forma semelhante a como já é aplicado no Enem:

  • Linguagens e suas Tecnologias,
  • Matemáticas e suas Tecnologias,
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias
  • Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

Dentro dessas macro áreas, as únicas disciplinas obrigatórias são Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Matemática. Fora isso, a definição dos currículos fica por conta das secretarias de cada estado e das escolas.

Essa reforma já passou por algumas mudanças. O texto inicial excluía disciplinas como Educação Física, Artes, Filosofia e Sociologia. Agora, todas estão incluídas, sendo Artes e Educação Física da parte de Linguagens e Filosofia e Sociologia da parte de Ciências Humanas. Agora, o documento atual da Nova Base explica que a mudança não exclui necessariamente nenhuma disciplina.

A intenção de agrupar matérias nestes grupos de saber é fortalecer as relações entre as matérias, fazendo com que haja um trabalho conjunto dos professores no planejamento, focado na interdisciplinaridade. Além disso, a flexibilização na grade curricular tem a intenção de que o estudante possa escolher a área do conhecimento que deseja se aprofundar.

O novo ensino médio e o ensino técnico

A Nova Base traz para o ensino médio mais foco no ensino técnico. Hoje, para cursar uma formação técnica, são necessárias 1200 horas, além das horas 2400 horas regulares do ensino médio. O novo modelo propõe que o aluno possa incluir o técnico dentro das horas do ensino regular que, com a reforma, vai ter um total de 4200 horas.

Um ponto crítico da inclusão do ensino técnico é a abertura para que profissionais sem licenciatura possam dar aulas, desde que reconhecidos como profissionais com “notório saber” em sua área. Ou seja, um engenheiro que tenha experiência na área pode ser professor de um curso técnico de edificações, por exemplo, sem nunca ter dado aulas.

Mudança da carga horária

O aumento da carga horária também faz parte das mudanças. Hoje, o ensino médio deve ser cursado em 800 horas anuais, com uma média de quatro horas diárias, em 200 dias letivos. A NBCC quer garantir que o aluno fique 7 horas por dia na escola, totalizando 1400 horas anuais, nos 200 dias letivos. A partir do momento que a reforma passar a valer, as escolas terão cinco anos para se adequar à nova carga.

O que ela vai interferir no Enem?

O documento oficial não trata do Enem. As mudanças se referem exclusivamente ao curso do ensino médio. No entanto, conseguimos identificar grande proximidade entre a estrutura já adotada na prova do Enem a estrutura de divisão das áreas de conhecimento. Além disso, reforma ainda está em processo de aprovação, vai passar por revisões e não tem prazo para entrar em vigor.

Questionado pelo G1 a respeito de mudanças na prova, o ministro da Educação garantiu que mudanças só devem ocorrer a partir de 2020:

“O processo de adaptação do Enem, respeitando toda essa concepção estabelecida da Base Curricular do ensino médio, será gradual, e certamente só a partir de 2020 em diante”, afirmou o ministro.

Para esse ano, tudo permanece igual e você pode estudar com a gente para arrasar na prova! Vamos juntos?