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Questão 32

Chiquito tinha quase trinta quando conheceu Mariana num baile de casamento na Forquilha, onde moravam uns parentes dele. Por lá foi ficando, remanchando. Fez mal à moça, como costumavam dizer, tiveram de casar às pressas. Morou uns tempos com o sogro, descombinaram. Foi só conta de colher o milho e vender. Mudou pra casa do velho Chico Lourenço [seu pai]. Fumaça própria só viu subir um par de anos depois, quando o pai repartiu as terras. De tão parecidos, pai e filho nunca combinaram direito. Cada qual mais topetudo, muitas vezes dona Aparecida ouvia o marido reclamar da natureza forte do filho. Ela escutava com paciência e respondia dum jeito sempre igual:

– “Quem herda, não rouba”.

Vinha um brilho nos olhos, o velho se acalmava.

ROMANO, O. Casos de Minas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.

Os ditados populares são frases de sabedoria criadas pelo povo, utilizadas em várias situações da vida. Nesse texto, a personagem emprega um ditado popular com a intenção de

  1. criticar a natureza forte do filho.
  2. justificar o gênio difícil de Chiquito.
  3. legitimar o direito do filho à herança.
  4. conter o ânimo violento de Chico Lourenço.
  5. condenar a agressividade do marido contra o filho.

Comentário da questão

Como afirmado pelo narrador, pai e filho apresentavam comportamentos muito similares (“De tão parecidos, pai e filho combinaram direito”), o que é confirmado pela personagem dona Aparecida com o ditado “Quem herda, não rouba”, que ratifica o fato de o filho ter herdado características do pai.

Equipe Descomplica
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Gabarito da questão

Opção B

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Assunto