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Questão 133

O bonde abre a viagem,
No banco ninguém,
Estou só, stou sem.
Depois sobe um homem,
No banco sentou,
Companheiro vou.
O bonde está cheio,
De novo porém
Não sou mais ninguém.

ANDRADE, M, Poesias completas. Belo Horizonte: Wa Rica, 1993.

O desenvolvimento das grandes cidades e a consequente concentração populacional nos centros urbanos geraram mudanças importantes no comportamento dos indivíduos em sociedade. No poema de Mário de Andrade, publicado na década de 1940, a vida na metrópole aparece representada pela contraposição entre

  1. solidão e a multidão.
  2. a carência e a satisfação.
  3. a mobilidade e a lentidão.
  4. a amizade e a indiferença.
  5. a mudança e a estagnação.

Comentário da questão

No início do poema, nota-se que o eu lírico contrasta o início de sua viagem no bonde; ele estava sozinho e, logo depois, sobe mais um passageiro. Como os versos são sintéticos e sem descrição detalhada das ações, característica do Modernismo da 1ª fase, ao final do verso, após a movimentação da viagem, o eu lírico alude à vida urbana, ao dizer que o bonde já está cheio de passageiros.

Equipe Descomplica
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Gabarito da questão

Opção A

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