Um avanço que importa
Os dados do Censo Escolar 2025 mostram que mais estudantes do Rio de Janeiro estão conseguindo avançar no ensino médio da rede pública. Entre 2022 e 2025, a taxa de abandono escolar caiu de 6,4% para 4%, enquanto a reprovação recuou de 13,6% para 4,4%.
Outro dado chama atenção: o indicador de atraso escolar caiu de 33,9% para 29,8% no mesmo período. Isso significa que a trajetória escolar ficou um pouco mais regular para muita gente que está passando por essa etapa da educação básica.
O que está por trás desses números
Esses resultados fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC). Na prática, o censo ajuda a enxergar se os estudantes estão permanecendo na escola, passando de ano e concluindo o ensino médio dentro do esperado.
No texto do Inep, o cenário do Rio aparece junto com a melhora nacional. Entre 2022 e 2025, a reprovação no ensino médio público caiu 62% no país, o abandono escolar diminuiu 61% e a distorção idade-série, que mede o atraso escolar, foi reduzida em 28%. No mesmo período, a taxa de aprovação cresceu 11%.
Também vale reparar no papel das políticas educacionais citadas pelo MEC. O texto relaciona a melhora ao avanço de programas como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Escola em Tempo Integral e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, além de avanços no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Como aponta a OCDE, manter o estudante na trajetória escolar regular é um fator importante para continuidade dos estudos e participação em etapas posteriores da educação.
Pé-de-Meia e permanência na escola
Outro ponto destacado é o Pé-de-Meia, lançado no início de 2024. Segundo a notícia, 492.212 estudantes do Rio de Janeiro foram beneficiados desde a criação do programa. Desse total, 52% são do sexo feminino e 48% do sexo masculino.
A lógica aqui é simples: quando o estudante consegue seguir na escola, sem tanta interrupção, ele tem mais chance de chegar ao fim do ensino médio com a rotina organizada. Isso pesa muito para quem quer fazer Enem, vestibular ou acompanhar processos seletivos que dependem da conclusão da educação básica.
O texto também traz um dado relevante sobre o Enem: as inscrições feitas por concluintes de escolas públicas cresceram 46% entre 2022 e 2025. Para quem está no ensino médio, isso mostra um movimento de maior engajamento com a prova e com o caminho até o ensino superior.
Um retrato maior da escola pública
O Inep ainda informa que a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28% entre 2022 e 2025. Em outras palavras, mais jovens que poderiam ter saído da escola voltaram e seguiram estudando. Segundo o presidente do Inep, Manuel Palacios, se esse indicador tivesse ficado no nível de 2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio.
Dados da Pnad Contínua Educação 2025, divulgados pelo IBGE, reforçam esse quadro. A taxa ajustada de frequência escolar líquida entre os jovens passou de 76,8% em 2024 para 80,6% em 2025, o maior valor da série histórica desde 2016. Além disso, a proporção de jovens de 15 a 17 anos fora do ensino médio caiu de 23,2% para 19,4% de 2024 para 2025.
Para o vestibulando, essa notícia ajuda a entender uma coisa importante: a preparação para o Enem não começa só no simulado. Ela depende também de permanência, apoio e continuidade na escola. Quando a trajetória fica menos quebrada, a chance de chegar mais preparado à prova cresce.
Quer ver mais conteúdos sobre Enem e vestibular? Dá uma navegada nas outras matérias do blog. E, para datas e regras exatas, sempre confira o site oficial do Inep e do MEC.
Documento elaborado com uso de IA e Revisão editorial: Bruno Quintela - LinkedIn
Fonte original. Documento elaborado com uso de IA e Revisão editorial: Bruno Quintela - LinkedIn.
