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Mapfre aposta na IA — corretores vão virar consultores high-tech?

Mapfre apoia evento da Fenacor sobre IA e tecnologia nos seguros; debate destaca transformação digital e o papel consultivo dos corretores.

Atualizado em

Mapfre aposta na IA — corretores vão virar consultores high-tech?

O que aconteceu

A Mapfre apoiou a 6ª edição do Conexão Futuro Seguro, encontro online que reuniu cerca de 3 mil participantes para discutir inteligência artificial, transformação digital e o futuro da intermediação no mercado de seguros. O evento trouxe executivos, reguladores e associações para um debate focado em tecnologia aplicada à subscrição, sinistros, atendimento e precificação.

Por que importa

A presença de grandes seguradoras em eventos do tipo sinaliza movimento de capital e atenção para inovação. A digitalização altera custos, velocidade de serviço e modelos de negócio; para consumidores, isso significa produtos mais personalizados e processos mais rápidos; para corretores, a transformação exige adaptação de funções e competências.

Como a IA já é aplicada nos seguros

Inteligência artificial e machine learning têm usos práticos no setor. Entre as aplicações mais relevantes estão:

  • Subscrição e precificação: modelos preditivos que avaliam risco com base em grandes volumes de dados.
  • Detecção de fraudes: algoritmos que identificam padrões atípicos em sinistros.
  • Atendimento e triagem: chatbots e assistentes virtuais que resolvem demandas simples e coletam informações iniciais.
  • Processamento de sinistros: automação de fluxos e uso de visão computacional para analisar fotos e acelerar liquidações.
  • Produtos sob demanda: telemática e dados de uso que permitem preços e coberturas mais personalizados.

O que é PDMIS e qual o impacto

O Plano Diretor para o Mercado da Intermediação de Seguros (PDMIS) busca criar regras, padrões e capacitação para a intermediação diante da transformação digital. O objetivo é estruturar a atuação dos corretores, definindo responsabilidades, promovendo formação técnica e estabelecendo diretrizes para integração tecnológica entre plataformas.

Competências exigidas dos corretores

Com a tecnologia deslocando tarefas operacionais, o corretor passa a assumir um papel mais consultivo. Habilidades e conhecimentos em evidência são:

  • Alfabetização de dados: capacidade de interpretar indicadores, entender resultados de modelos e usar informações para recomendações.
  • Integração de sistemas: noções sobre APIs e como conectar plataformas para oferecer uma jornada multicanal.
  • Comunicação consultiva: traduzir insights técnicos em recomendações práticas para clientes.
  • Compliance e privacidade: entender regras de proteção de dados e transparência no uso de algoritmos.

Desafios e riscos

Embora a tecnologia traga ganhos, há limites e riscos que precisam ser geridos: qualidade dos dados e governança; vieses em modelos que podem gerar discriminação; necessidade de transparência e explicabilidade; e desigualdade de acesso a ferramentas por corretores menores. A regulação tem papel central para equilibrar inovação e proteção ao consumidor.

O papel das instituições

No evento, participaram representantes de instituições como a Escola de Negócios e Seguros (ENS), a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Essas entidades atuam em formação, padrões setoriais e supervisão regulatória — elementos que aceleram ou freiam a adoção responsável de novas tecnologias.

Sobre a Mapfre

A Mapfre reforçou, durante o encontro, seus investimentos em transformação digital e experiência do cliente. A atuação de grandes players pode criar infraestruturas, programas de capacitação e parcerias que diminuam a lacuna entre tecnologia e prática de mercado.

Conclusão

A tecnologia não substitui a intermediação, mas redefine seu valor. Corretores que combinarem conhecimento do cliente com ferramentas digitais e interpretação de dados tendem a se posicionar como consultores high-tech, capazes de entregar recomendações estratégicas e serviços de maior valor. Para se preparar, é importante acompanhar debates do setor, buscar formação contínua e entender conceitos como machine learning, telemática e integração por APIs.

Se você quer se atualizar sobre tecnologia, dados e mercado, acompanhe os conteúdos da Descomplica. Lá você encontra guias, explicações e materiais que ajudam profissionais a entender as mudanças e a se posicionar melhor no mercado.

Fonte:Fonte

Revisão editorial: Bruno Quintela - LinkedIn

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