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De 32,8% a 95,2%: IA virou prioridade — quem ficar fora vai perder mercado

Relatório mostra que a inteligência artificial será prioridade em 2026: 95,2% das empresas a consideram essencial.

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De 32,8% a 95,2%: IA virou prioridade — quem ficar fora vai perder mercado

Por Silvio Aragão, CEO da Avantia.

Em um intervalo de apenas dois anos, a percepção empresarial sobre inteligência artificial (IA) mudou radicalmente. Segundo o Relatório de Segurança Eletrônica – Panorama 2025 e Tendências 2026, da Avantia, 95,2% das organizações consideram a IA uma prioridade estratégica para 2026, contra 32,8% que investiam na tecnologia em 2024. Esse salto mostra que a IA deixou de ser diferencial e passou a ser parte da infraestrutura operacional de muitas empresas.

O que os números contam

A pesquisa, realizada no final de 2025 com 105 organizações de diversos setores (tecnologia, indústria, serviços, agronegócio, setor público, entre outros), aponta que a IA é a tecnologia com maior impacto esperado para 2026. Outras prioridades citadas foram integração de sistemas críticos (44,8%) e video analytics e reconhecimento inteligente (41,9%).

O setor de segurança eletrônica também mostra sinais de expansão: em 2024, o faturamento médio do mercado atingiu R$ 14 bilhões, com crescimento de 16,1% (Panorama ABESE 2024/2025). A combinação entre digitalização, integração entre segurança física e digital e expansão do 5G vem impulsionando investimentos e novos modelos de negócio.

Por que a adoção acelerou tanto?

  • Capacidades tecnológicas: modelos de IA mais eficientes e acessíveis tornam possíveis automações que antes exigiam grande esforço humano.
  • Infraestrutura: 5G, cloud e IoT ampliam a disponibilidade e a qualidade dos dados (vídeo em alta resolução, sensores), permitindo análises em tempo real.
  • Pressão por segurança e conformidade: a necessidade de proteção de dados e resposta a ameaças cibernéticas empurra organizações a adotarem soluções automatizadas.

Casos de uso claros — como detecção automática de intrusões, análise de vídeo em tempo real e predição de falhas — ajudam a justificar investimentos ao demonstrar retorno operacional e redução de falsos positivos.

Impactos na segurança eletrônica e nos modelos de negócio

A transformação redefine o papel de equipamentos e serviços. Câmeras e sensores deixam de ser apenas hardware e passam a integrar plataformas em nuvem e serviços gerenciados (VaaS). A integração entre segurança física e cibersegurança torna-se imprescindível: dispositivos conectados ampliam a superfície de ataque e exigem criptografia, gestão de identidade e políticas robustas de governança de dados.

O 5G e o edge computing possibilitam análises com baixa latência, viabilizando respostas quase em tempo real e descentralizando parte do processamento. Isso muda também a forma como fornecedores estruturam ofertas, privilegiando soluções híbridas (edge + cloud) e modelos de receita baseada em serviço.

Desafios que ainda precisam ser enfrentados

  • Infraestrutura legada: 31,4% das empresas apontaram sistemas físicos obsoletos como barreira para integração com IA.
  • Qualificação e talentos: 29,5% mencionaram dificuldade de treinamento e 28,6% relataram escassez de profissionais com habilidades híbridas entre TI, dados e segurança física.
  • Riscos emergentes: o “uso malicioso de IA” é citado como novo vetor de ataque, exigindo defesas que também usem IA para monitoramento e mitigação.

Além das questões técnicas, há desafios éticos e regulatórios: políticas de privacidade, auditoria de modelos e mitigação de vieses são imperativos para garantir confiança e conformidade.

Tendências para 2026

As prioridades estratégicas para o próximo ano incluem proteção de dados e cibersegurança (62,9%), redução de riscos operacionais (50,5%), inovação tecnológica (44,8%) e eficiência com redução de custos (42,9%). Mais da metade das empresas (53,3%) planeja aumentar investimentos em segurança eletrônica.

Esperam-se avanços na convergência entre IA, IoT e 5G; maior adoção de video analytics para prevenção proativa; automação com sistemas autônomos; e adoção de governança de IA e criptografia mais robusta para mitigar ataques sofisticados.

O que empresas e profissionais devem fazer agora

  • Empresas: mapear ativos e lacunas tecnológicas, priorizar projetos-piloto com métricas claras (redução de falsos positivos, tempo de resposta, economia operacional) e incorporar segurança desde o desenho das soluções.
  • Profissionais: desenvolver habilidades híbridas — programação, dados, redes, cibersegurança e conhecimento de video analytics/IoT — para atender à demanda do mercado.
  • Governança: investir em políticas de dados, criptografia, auditoria de modelos e monitoramento contínuo para manter transparência e reduzir riscos.

Atualizar a infraestrutura por etapas, combinar modernização com gateways para integrar legados e priorizar treinamentos internos são passos práticos que reduzem riscos e aceleram a geração de valor.

Conclusão

Os números da Avantia deixam claro: a IA deixou de ser um luxo e virou infraestrutura estratégica. Empresas que modernizarem suas plataformas, investirem em governança de dados e em formação de times com habilidades híbridas terão vantagem competitiva. Para profissionais, há ampla oportunidade para quem se qualificar nas áreas de desenvolvimento, dados e segurança.

Na Descomplica, você encontra conteúdos e trilhas para aprofundar conhecimentos técnicos e se preparar para as oportunidades que a convergência entre IA, 5G e IoT vai gerar nos próximos anos. Acompanhe nossas publicações e dê o próximo passo na sua carreira tecnológica.

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