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Ilustração editorial: máquina de escrever vintage, caneta, lupa sobre páginas com texto ilegível e pequenos ícones simbólicos das funções da linguagem (megafone, espelho, mapa).

Funções da linguagem: decifre o enunciado e pontue mais

Identifique as funções da linguagem (Jakobson) em textos e imagens: passo a passo, erros comuns e exercícios práticos para o ENEM.

Atualizado em

Saiba identificar funções

A prova de Linguagens do ENEM privilegia leitura e interpretação — e as funções da linguagem são instrumentos poderosos para descobrir a intenção comunicativa de um enunciado. Neste post você vai aprender de forma prática o que são as funções, por que elas caem muito em prova, como localizá-las em textos verbais e multimodais, erros comuns e um plano de estudo para fixar o conteúdo.

O que são as funções da linguagem

As funções da linguagem, formuladas por Roman Jakobson, descrevem os efeitos que uma mensagem busca produzir e quais elementos do ato comunicativo se destacam (emissor, receptor, mensagem, código, contexto, canal) (Jakobson). As seis funções clássicas são:

  • Referencial: focada no contexto/informação.
  • Emotiva (ou expressiva): destaca o emissor e suas emoções.
  • Conativa (ou apelativa): voltada para o receptor, contém pedido ou ordem.
  • Fática: preocupa-se com o canal/comunicação (ex.: “alô?”, “entendeu?”).
  • Metalinguística: a linguagem fala sobre a linguagem.
  • Poética: atenção à forma da mensagem (sonoridade, figuras de linguagem).

Explicar em provas: identificar qual função predomina ajuda a responder questões de inferência, tom e intenção comunicativa. Por exemplo, manchetes tendem à função referencial; propagandas, à conativa; poemas, à poética; cartas pessoais, à emotiva.

Fontes clássicas para consulta: Roman Jakobson (funções da linguagem) e materiais de linguística e didática. Para apoio normativo e exemplos práticos de gramática aplicada, consulte Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) e o Manual do Participante do ENEM (INEP) para entender como a prova estrutura as questões (Bechara; INEP, Manual do Participante).

Por que as funções aparecem tanto no ENEM

O ENEM avalia competências de leitura crítica e interpretação em contextos reais — identificar intenção comunicativa é parte disso. Questões pedem reconhecer o efeito buscado pela mensagem ou escolher a alternativa que melhor traduz a atitude do emissor. Além disso, textos multimodais (charges, propagandas, tirinhas) exigem leitura integrando imagem e verbo: aí, saber distinguir função poética de conativa faz diferença.

O Manual do Participante do INEP orienta que as questões priorizam compreensão e análise de enunciados, não decoreba de regras isoladas (INEP, Manual do Participante). Por isso, mais importante do que memorizar nomes é treinar leitura com propósito.

Como localizar a função no enunciado (passo a passo)

1. Identifique o propósito comunicativo: informar? persuadir? emocionar? divertir?

2. Observe o foco do enunciado: quem está em destaque — emissor, receptor, mensagem, contexto?

3. Analise recursos linguísticos e não linguísticos: imperativos, interjeições, figuras de linguagem, layout, cores, imagens.

4. Compare alternativas com base no efeito comunicativo, não só em palavras isoladas.

Exemplo prático: num cartaz com frase curta em letras maiúsculas e um botão escrito “Compre já!”, a função predominante é conativa (apelo ao leitor). Numa reportagem com dados e linguagem objetiva, predomina a função referencial.

Leitura multimodal: imagem muda tudo

Textos multimodais combinam elementos visuais e verbais. A imagem pode reforçar a função — por exemplo, uma foto com expressão forte + legenda curta tende a emotiva; uma charge com ironia pode combinar poética e conativa. Ao analisar, faça perguntas: o que a imagem quer provocar no leitor? Que palavra/recorte dá o tom?

Treine com materiais do ENEM: o exame costuma usar imagens com finalidade argumentativa ou de provocar reflexão (INEP, provas anteriores — consulte o banco de itens disponível no site do INEP).

Erros comuns que custam pontos

  • Responder com base apenas em palavras-chave, sem considerar efeito comunicativo do conjunto.
  • Confundir função poética com emotiva: a poética foca na forma da mensagem, não necessariamente em expressar sentimentos do emissor.
  • Tratar variação linguística ou tom coloquial como “erro”; o ENEM avalia adequação ao contexto (ver Marcos Bagno sobre preconceito linguístico para base conceitual).
  • Ignorar o enunciado da questão — às vezes a pergunta pede a função predominante, não todas as funções presentes.

Técnicas de estudo e exercícios práticos

  • Faça fichas rápidas: defina cada função em uma frase e dê 3 exemplos (notícia, propaganda, poema).
  • Leitura ativa: para cada texto curto, escreva em uma linha qual é a função predominante e justifique com dois elementos textuais.
  • Use provas antigas do ENEM e marque: qual elemento do enunciado denunciou a função? Explique com referências ao contexto e imagem.
  • Estudo espiralado (Ausubel/Bloom): comece com exemplos simples (identificação), avance para comparação (diferença entre poética e emotiva) e termine com aplicação integrada (questões multimodais).

Saber identificar a função da linguagem é menos decorar nomes e mais aprender a ler com foco no efeito que o texto quer produzir. Pratique com textos variados — notícias, propagandas, charges e poemas — e sempre fundamente sua resposta no enunciado e em elementos textuais concretos (palavras-chave, recursos gráficos, pontuação). Volte às provas do INEP e ao Manual do Participante para ver padrões de cobrança e treinar o raciocínio exigido pelo ENEM (INEP; Jakobson; Bechara).

Continue estudando de forma ativa: crie mapas mentais das funções, resolva questões antigas e explique em voz alta por que escolheu cada alternativa — isso fixa a habilidade que mais vale pontos na prova de Linguagens.

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