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Descubra como o regionalismo revela nossa brasilidade!

Quais são as características do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul? Confira o material de apoio da aula ao vivo de Regionalismos!
porDescomplica| 08/10/2014

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Se alguém te perguntar o que é ser brasileiro, você saberá responder? Taí um desafio divertido de enfrentar! O Brasil é gigante, e a brasilidade é diversa. Por isso é tão bacana entender o que é regionalismo, pra descobrir as tantas formas que existem de ser brasileiro.

As diferenças entre a vida gaúcha e a mineira, por exemplo, são tantas que é uma barbaridade pensar, sô! Mas tudo isso é Brasil e, compreender esses jeitos diferentes de se expressar e ver o mundo, nos faz ainda mais brasileiros.

Neste conteúdo, você vai entender o que é regionalismo e como esse conceito abrange vários aspectos da nossa sociedade verde-loura. 

Então, continue a leitura e descubra porque o baiano fala “oxente” e come vatapá, enquanto o paulista gosta mesmo é de pastel, né, mêu… Confere aí!

O que é regionalismo?

Fitinhas do senhor do Bonfim - regionalismo

Podemos pensar em regionalismo como as particularidades de cada região e os efeitos que essas particularidades têm nos diversos campos da atuação humana. Isso vale pro mundo inteiro!

Ou seja, assim como existe regionalismo no Brasil, também existe nos Estados Unidos, na França e em qualquer país em que as diferenças entre as regiões formam o todo soberano do povo daquela nação.

Por isso, é muito importante considerar essas diferenças, porque elas contam as histórias que explicam grande parte do estado atual de uma sociedade. 

Afinal, o regionalismo não surge do nada, mas de uma trajetória de costumes e jeitos de ser que deixam pegadas no tempo.

Em outras palavras, é como se cada parte de um território tivesse sua própria personalidade, que resulta das relações das pessoas daquela região (daí o termo “regionalismo”).

Assim, o mineiro tem uma personalidade diferente do carioca, que é diferente da personalidade de um paulista, que difere da personalidade de um pernambucano, e assim por diante.

Vale notar, ainda, que dentro de uma mesma região podem haver também regiões menores com suas próprias personalidades. 

No nordeste, por exemplo, existe um caráter unificante da cultura nordestina, mas isso não quer dizer que um cearense tenha os mesmos costumes que um baiano ou um maranhense.

De qualquer maneira, todos fazemos parte de um gigantesco território de miscigenação em que podemos encontrar, nas raízes, a presença de índios, negros, europeus e asiáticos. 

Isso é Brasil, uma bela composição viva que continua se transformando e se misturando, dando espaço pra novas interpretações e surgimento de cada vez mais regionalismo.

Alguns exemplos de regionalismo no Brasil

Cristo Redentor - Rio de Janeiro - Regionalismo

Se cada região tem sua própria personalidade, cada área da vida em uma sociedade deve manifestar essa personalidade de maneira particular. Assim, podemos considerar o regionalismo em planos diferentes, como você vai ver a seguir.

Regionalismo político

O regionalismo político se refere tanto à orientação jurídica de um grupo de pessoas quanto à tendência de preservação de seus próprios costumes. 

Naturalmente, essa atuação no cenário público é resultado de interesses comuns e tradicionais. 

Mas também é possível que novas preocupações, diante da sofisticação da sociedade, criem novas fragmentações, gerando mais agrupamentos e, consequentemente, mais regionalismos.

De fato, é assim que a civilização evolui, quando a necessidade de adaptação produz maneiras diferentes de se expressar e entender o mundo.

Porém, as raízes de uma cultura sempre terão seus defensores e é através da atuação política que muitos agentes sociais encontram meios de preservar sua ancestralidade.

Regionalismo cultural

De fato, é no regionalismo cultural que se pode encontrar o berço das tradições de um grupo social. Afinal, é pelo jeito de ser das pessoas que podemos encontrar as pistas de um passado que explique o porquê de as regiões serem como são.

O regionalismo cultural, que traz a história de cada tradição, revela os dialetos, as superstições, a arte e a culinária. Enfim, tudo aquilo que caracteriza um povo.

Pense, por exemplo, no tutu de feijão ou frango com quiabo, culinária tipicamente mineira (pra não falar do pão de queijo, uai). E o gaúcho, com seu chimarrão, tchê! Bah, que aquele povo também gosta de churrasco, né?

Cada detalhe, as vestes, as festas, as danças, os personagens do folclore, as tradições religiosas, tudo é parte de um todo que denota a unidade cultural de uma região. Portanto, a partir disso, podemos dizer que a cultura é o coração de um povo.

Regionalismo linguístico

Se é na cultura que percebemos o espírito e a história de uma tradição é, principalmente, na língua que essa tradição se apresenta.

As variações linguísticas, presentes principalmente no sotaque das pessoas, funcionam como sua identidade regional. 

É assim que todo mundo deduz de onde vem quem fala “mêu”, “oxente”, “bah”, “daí”, “koé” e outras variantes dos muitos dialetos da língua portuguesa (que poderia ser chamada de língua brasileira, não?).

Mas não é só nas palavras que podemos notar a manifestação do regionalismo. Na verdade, as variações linguísticas acontecem em 3 dimensões da língua. Confira a seguir quais são.

Dimensão lexical

A dimensão lexical é responsável pelas palavras. Cada região tem seu próprio vocabulário e, mesmo as gírias, podem ser consideradas elementos do regionalismo urbano

É nessa dimensão que uma mesma fruta pode ser chamada de tangerina, mexerica ou bergamota, a depender da região.

Dimensão sintática

A dimensão sintática é responsável pela construção dos discursos. Obviamente, existem muitas maneiras de dizer a mesma coisa, mas em cada região há uma preferência. Assim, em alguns lugares as pessoas dizem “não sei”, e em outros, “sei não”.

Dimensão fonológica

Certamente, a dimensão fonológica é a que mais denuncia as origens da brasilidade de cada brasileiro.

Além da prosódia, que seria mais ou menos como a musicalidade da fala, temos também as variações fonéticas, que dão o tom mais evidente de um sotaque. É o caso da pronúncia do “S” que, em certos lugares é sibilante, mas no Rio “xia”, como em “paishtel”

O “R” também tem uma pronúncia que varia bastante, dependendo da região. Em alguns lugares, a pronúncia é aspirada, com atrito na “gahhganta”. Em outros, vibra no palato, como em “amaRelo”. E existe ainda a pronúncia do interior paulista: “poRRta veRRmelha”.

Enfim, a diversidade linguística é tão numerosa quanto as possibilidades de ser brasileiro. E o estudo do regionalismo abarca todas essas possibilidades, fazendo de um único território um universo de culturas, lendas, histórias e visões de mundo.

Em vestibulares, por exemplo, o regionalismo costuma ser cobrado em charges, textos mais longos ou, às vezes, só em imagens. Vale ficar atento a todas as formas pra não errar nenhuma questão!

Curtiu aprender um pouco mais sobre a diversidade da nossa terra e como o regionalismo ajuda a desvendar as raízes? Então, compartilhe este conteúdo nas suas redes sociais e leve pra outros brasileiros um pouco mais desse sentimento verde e amarelo! E não deixe de conhecer o Pré-Enem da Descomplica!

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