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98% das empresas não acham devs — tá pronto pra vaga que sobra?

Descubra por que empresas têm dificuldade para contratar profissionais de TI e como candidatos podem se destacar nos processos seletivos.

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98% das empresas não acham devs — tá pronto pra vaga que sobra?

Profissionais de TI

Vagas existem, talentos alinhados nem sempre

Mesmo com crescimento constante do setor de tecnologia, empresas brasileiras seguem com dificuldades para preencher vagas. Pesquisa “Mercado de Trabalho Tech: Raio-X e Tendências” (Ford + Datafolha) mostrou que 98% das empresas relatam problemas para encontrar profissionais qualificados. Isso indica não só falta de oferta, mas um desalinhamento entre o que o mercado pede e o que a formação tradicional entrega.

Quais são os gaps mais citados?

  • Capacitação técnica: 54% das empresas reportaram ausência de conhecimentos práticos em linguagens, frameworks, cloud e ferramentas de dados.
  • Habilidades comportamentais: lacunas em inteligência emocional (36%), pensamento crítico e resolução de problemas (33%) aparecem com frequência.
  • Requisitos adicionais: exigência de proficiência em inglês e experiência com tecnologias emergentes, que nem sempre são cobertas na formação.

Dados da Brasscom ilustram o descompasso: entre 2019 e 2024, a necessidade do setor de TIC foi de 665.403 profissionais, enquanto a formação entre 2018 e 2023 contabilizou 464.569 concluintes — um gap relevante. Além disso, muitas empresas ainda exigem diploma, o que restringe trilhas alternativas de entrada.

O que o mercado realmente busca hoje

O perfil requerido mudou: não basta escrever código — é preciso gerar solução. Entre as demandas atuais estão competências em cloud (AWS, Azure, GCP), ciência de dados e machine learning, segurança da informação, desenvolvimento full‑stack e domínio de práticas DevOps e automação. Também é cada vez mais valorizada a capacidade de traduzir requisitos de negócios em soluções técnicas.

As soft skills deixaram de ser um diferencial eventual e passaram a ser requisitos básicos: comunicação clara, trabalho em equipe, autonomia, proatividade e inteligência emocional são exigidas em entrevistas e no cotidiano dos times multidisciplinares.

Por que muitos candidatos ficam de fora

São três pilares que as empresas avaliam e que, quando desalinhados, custam a vaga:

  • Competência técnica comprovada: projetos práticos, código em repositórios públicos, portfólio com demonstrações.
  • Soft skills aplicadas: experiência colaborativa, comunicação com áreas não técnicas e capacidade de adaptação.
  • Contexto e visão: entender como fatores externos (avanços em IA, mudanças regulatórias, tensões geopolíticas) impactam prioridades tecnológicas e segurança.

Outro ponto é a demanda por perfis muito específicos (engenheiros de ML com prática em MLOps, especialistas em segurança cloud, cientistas de dados com pipeline completo), funções que exigem formação prática e experiência imediata.

Um plano prático para se destacar

Se você quer entrar ou subir no mercado de TI, não espere a vaga perfeita chegar: construa o perfil que as empresas procuram. Passos práticos:

  • Projetos reais: desenvolva soluções completas (API + front, pipeline de dados, automação) e documente no GitHub com instruções claras.
  • Foco em tecnologias com demanda: estude cloud, containers, CI/CD, um framework web popular e fundamentos de dados. Evite dispersar-se demais.
  • Mostre resultados: em entrevistas, apresente métricas (redução de latência, economia de custos, aumento de cobertura de testes) e use a técnica STAR para respostas comportamentais.
  • Inglês técnico: leitura e comunicação funcional ampliam acesso a oportunidades globais.
  • Soft skills pela prática: participe de squads, contribua em projetos colaborativos e peça feedback sobre comunicação e liderança técnica.
  • Networking ativo: fóruns, meetups e contribuições open source frequentemente abrem portas para vagas.

Modelos de trabalho e benefícios: o que observar

O mercado também alterou formas de trabalho: muitas ofertas já são remotas ou híbridas — no exemplo citado na matéria, cerca de 68% das vagas eram remotas, 22% híbridas e 10% presenciais. Além disso, pacotes de benefícios variam bastante: plano de saúde, vale‑refeição, parcerias educacionais e possibilidades de desenvolvimento continuam sendo fatores decisivos para escolha de empresa.

Ao avaliar uma vaga, leve em conta crescimento técnico, diversidade de projetos e possibilidade de mentoria — nem sempre o maior salário é a melhor alavanca para carreira.

Conclusão

O gap entre vagas e talentos em TI é real, mas representa oportunidade para quem age estrategicamente. Mais do que decorar sintaxe, o mercado valoriza profissionais que resolvem problemas concretos, se atualizam constantemente e sabem colaborar com áreas de negócio. Monte um portfólio com projetos práticos, foque em tecnologias demandadas, pratique inglês técnico e desenvolva suas soft skills.

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