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Alunos da Unipar bombam no mercado tech: como conseguir vaga antes da formatura

Fórum de Empregabilidade da Unipar aproxima estudantes de ADS a empresas de tecnologia e dá dicas para conseguir vaga antes da formatura.

por Bruno QuintelaPublicado em

Alunos da Unipar bombam no mercado tech: como conseguir vaga antes da formatura

Comece na área de tecnologia

O Fórum de Empregabilidade da Unipar Cascavel mostrou uma coisa clara: a carreira em tecnologia pode (e deve) começar ainda na graduação. Em dois dias de evento, alunos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Engenharia de Software trocaram experiências com empresas locais, entenderam perfis profissionais procurados e saíram com dicas práticas para entrar no mercado.

Se você está cursando tecnologia, este artigo explica por que iniciativas assim importam, quais habilidades realmente contam hoje — incluindo como a Inteligência Artificial muda o jogo — e o que fazer para transformar essa proximidade com empresas em vaga e carreira.

Fórum conectou estudantes e empresas

O evento reuniu empresas como Aliare, Linx/Totvs, Constel Tecnologia, Lamparima e a startup Feira Fácil. Mais do que apresentações institucionais, a proposta foi criar diálogo: desafios reais, rotinas de trabalho e oportunidades práticas — inclusive com reconhecimento de horas complementares para os acadêmicos.

Por que isso é valioso? Porque universidade e mercado falam línguas parecidas, mas nem sempre iguais. Um fórum abre essa ponte: o estudante entende o dia a dia das equipes, os problemas que precisam ser resolvidos e o perfil humano que as empresas buscam — contexto que não vem apenas de uma prova ou apostila.

Dica prática: vá a esses eventos com objetivos claros. Leve perguntas sobre processos de contratação, stack tecnológica, projetos reais e possibilidades de estágio. Saia com pelo menos uma ação concreta: cadastrar currículo, seguir alguém no LinkedIn ou começar um projeto curto que comprove habilidade X.

Empresas mostram caminhos profissionais reais

As empresas presentes trouxeram perspectivas diferentes: grandes players têm processos mais estruturados; consultorias e startups oferecem variação de atividades e rapidez na tomada de decisão. Há espaço para perfis distintos — desde quem quer se especializar em backend até quem prefere produto, suporte ou QA.

No mercado atual, não existe mais um único caminho “certo”. O importante é ter clareza sobre o que você gosta de resolver e construir um portfólio que comunique isso: repositórios no GitHub, projetos no GitLab, contribuições em open source, aplicações web simples, integrações com APIs ou automações que mostrem raciocínio e execução.

Como transformar presença em oportunidade

  • Prepare um mini-portfolio: 2 a 3 projetos com README claro.
  • Tenha um LinkedIn atualizado e um GitHub com commits regulares.
  • Procure vagas de estágio e programas de trainee locais — empresas regionais frequentemente contratam talentos próximos.

IA redefine o perfil do desenvolvedor

A Inteligência Artificial foi um dos temas centrais do fórum. O que isso significa na prática? Não que programar deixou de importar — ao contrário —, mas que saber usar ferramentas de IA (como copilotos de código, modelos de linguagem e ferramentas de automação) virou diferencial.

Termos rápidos que você precisa entender:

  • Inteligência Artificial (IA): campo que cria sistemas capazes de executar tarefas que exigem inteligência humana.
  • Machine Learning (ML): técnica de IA que usa dados para treinar modelos que reconhecem padrões.
  • Modelos de Linguagem (LLMs): tipos de modelos treinados para entender e gerar texto — úteis para documentação, geração de código e suporte.

Empresas esperam profissionais que combinem raciocínio técnico com capacidade de aplicar IA para resolver problemas: automatizar testes, gerar protótipos mais rápido, analisar logs ou construir pipelines de dados. Mas atenção: usar IA exige senso crítico — verificar resultados, refinar prompts e garantir responsabilidade no uso de dados.

Como aprender na prática

  • Teste ferramentas grátis e integre-as em pequenos projetos (por exemplo, usar um copiloto para acelerar um CRUD).
  • Aprenda conceitos básicos de ML: overfitting, validação, datasets.
  • Estude cases: como empresas usam IA para melhorar processos e reduzir retrabalho.

Competências comportamentais importam (e muito)

No fim das contas, conhecimento técnico abre portas — mas são as atitudes que garantem a permanência e o crescimento. No fórum, empresas reforçaram atributos como humildade, proatividade, capacidade de adaptação e comprometimento.

Pense nas competências comportamentais como multiplicadores do seu conhecimento técnico. Um desenvolvedor que sabe comunicar problemas, pedir e incorporar feedbacks e trabalhar em equipe tem vantagem enorme em processos seletivos e no dia a dia.

Como desenvolver essas competências

  • Peça feedbacks e aja sobre eles; mostre evolução.
  • Trabalhe em projetos colaborativos (hackathons, time em disciplina, open source).
  • Documente seu aprendizado: blog, README ou notas técnicas mostram maturidade.

Dicas práticas para quem quer aproveitar um fórum como esse

  • Chegue com objetivos: tenha 2 perguntas prontas para empresas e 1 projeto para mostrar.
  • Troque contatos: um bom networking rende indicações e entrevistas técnicas.
  • Transforme participação em evidência: guarde certificados, horas complementares e peça recomendações por escrito.
  • Siga as empresas nas redes e aplique o que aprende em pequenos projetos alinhados às vagas que quer ocupar.

Conclusão

O Fórum de Empregabilidade da Unipar Cascavel é um bom lembrete: o mercado está acessível e valoriza quem demonstra iniciativa. Combine projetos concretos, entendimento prático de IA e postura profissional para transformar contatos em oportunidades reais.

Quer se preparar melhor? Acompanhe os conteúdos da Descomplica para trilhas, guias práticos e dicas de carreira que ajudam a virar candidato competitivo — sem jargão. Comece hoje: monte um projeto, publique no GitHub e convide alguém da sua rede para revisar.

Fonte:Fonte

Revisão editorial: Bruno Quintela - LinkedIn