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Mãos escrevendo em folha ao lado de uma cartilha em branco com abas coloridas e cartões de critérios, iluminação cinematográfica.

Redação do Enem: use a cartilha 2026 e escreva como nota 1.000

Cartilha da redação do Enem 2026: entenda as cinco competências, exemplos de redações nota alta e dicas práticas para treinar.

por Bruno QuintelaPublicado em

Redação na prática

A cartilha "A Redação do Enem 2026 - Cartilha do Participante" está disponível no portal do INEP e é um manual prático para quem vai prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O material reúne orientações sobre a estrutura exigida, detalha a Matriz de Referência da redação e traz exemplos comentados de redações com pontuação alta para você estudar o critério de correção.

O que a cartilha traz

A cartilha apresenta informações sobre a Matriz de Referência da redação e detalha as cinco competências avaliadas pelos corretores. Também traz exemplos, acompanhados de comentários pedagógicos, de redações que alcançaram altas pontuações na edição anterior do exame, permitindo aos participantes compreender, na prática, os critérios utilizados na avaliação dos textos.

Há ainda versões específicas do material para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva, o que ajuda quem precisa de orientações adaptadas.

Formato e correção: pontos que importam

Na prova, a redação exige a produção de um texto dissertativo-argumentativo, com até 30 linhas, a partir da frase temática proposta, dos textos motivadores e dos conhecimentos construídos ao longo da sua formação. Cada redação é corrigida por dois avaliadores. Cada avaliador atribui uma nota de 0 a 200 pontos em cada uma das cinco competências avaliadas. A soma desses pontos compõe a nota total atribuída por cada avaliador, que pode chegar a 1.000 pontos. A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores.

Entre as situações que podem levar à nota zero ou à anulação estão: fuga ao tema, apresentação de texto com até sete linhas, inclusão de trecho deliberadamente desconectado do tema proposto, desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa e desrespeito à seriedade do exame. Essas regras aparecem explicitamente na cartilha e devem ser observadas com atenção.

As cinco competências, explicadas em linguagem direta

  • Competência 1: demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa. Aqui entram gramática, ortografia e uso adequado do registro formal.
  • Competência 2: compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema. Ou seja, responda ao que foi pedido e use conhecimento que mostre entendimento do tema.
  • Competência 3: selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. Isso é o coração da argumentação: escolha evidências e as conecte.
  • Competência 4: demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. Trata de coesão e coerência, conectivos e organização textual.
  • Competência 5: elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos. A proposta precisa ser concreta, indicar agentes e meios, e nunca violar direitos humanos.

Traduzindo para o que você pratica: planeje uma tese clara, coloque dois ou três argumentos com exemplos ou dados, use conectivos para ligar as ideias e feche com uma proposta de intervenção viável que respeite direitos humanos.

Como usar os exemplos nota alta da cartilha

  • Leia a redação-modelo sem o comentário, anote o tema, a tese, os argumentos e a intervenção. Depois leia o comentário pedagógico e compare com suas anotações.
  • Marque trechos que mostram uso correto da norma culta, e trechos que exemplificam coesão e progressão argumentativa.
  • Observe especificamente como cada modelo atende às cinco competências. A cartilha destaca isso nos comentários, o que torna o estudo mais eficiente.
  • Reescreva o modelo em suas palavras, mantendo a estrutura e a argumentação, para treinar flexibilidade de linguagem.
  • Cronometre simulações com até 30 linhas escritas, pois a prática com limite de linhas ajuda a gerir tempo e densidade de argumentos.

Dicas práticas para transformar estudo em nota

  • Planejamento em 10 minutos: leitura da proposta e dos textos motivadores, escolha da tese e rascunho do plano com tópicos por parágrafo.
  • Reserve 40 a 50 minutos para evolução do texto e revisão rápida. Priorize clareza e correção de erros ortográficos e de pontuação.
  • Na proposta de intervenção, indique agentes (quem faz), ações (o que se faz) e meios (como fazer), respeitando direitos humanos.
  • Treine com os modelos da cartilha, mas não copie formas prontas. Use os comentários para entender a razão das escolhas textuais.

Por que isso importa para quem vai prestar o Enem

A cartilha é uma ferramenta que traduz os critérios de correção em exemplos aplicáveis. Estudar os modelos com comentários pedagógicos reduz a ansiedade porque substitui suposições por análise objetiva: você passa a saber o que os corretores valorizam. Além disso, as versões adaptadas ajudam participantes que precisam de ajustes de leitura.

Quem estuda redação com estratégia costuma evoluir mais rápido porque entende o que precisa repetir, cortar e melhorar. Como lembra a obra "A redação no ENEM: da teoria à prática", de anos recentes na área de ensino de língua portuguesa, a análise de critérios e o treino orientado ajudam o estudante a transformar repertório em texto mais estável. E, na perspectiva da aprendizagem significativa proposta por David Ausubel, o novo conteúdo rende mais quando se conecta ao que o aluno já sabe, o que faz muito sentido na preparação para a redação.

Outra referência útil é a norma de redação dissertativo-argumentativa já consolidada em materiais do MEC e do INEP: não basta escrever bem, é preciso responder ao tema, sustentar uma tese e propor intervenção respeitando direitos humanos. Isso orienta o treino e evita que o estudante perca tempo com caminhos que não pontuam.

Conclusão

Use a cartilha como mapa: entenda a Matriz de Referência, decore a exigência de 30 linhas, internalize as cinco competências e pratique com os modelos comentados. Treino e análise crítica dos exemplos aumentam sua chance de entregar uma redação que atenda aos critérios de correção.

Quer ler mais sobre como usar a nota do Enem para entrar na faculdade ou sobre outros recursos de preparação? Tem vários posts no nosso blog que explicam Sisu, ProUni e FIES de forma prática. Para confirmar regras, prazos e versões oficiais, sempre consulte o material no site do INEP ou no portal do Ministério da Educação.

Documento elaborado com uso de IA e Revisão editorial: Bruno Quintela - LinkedIn