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Afinal, o que é Musicoterapia, para que serve e como estudar?

As músicas estão tão presentes na vida das pessoas, que segundo um estudo da University College London, você pode reconhecer uma canção que gosta em 0,1 segundo. Rápido, né? Mas o assunto também conta com um uso clínico, chamado de Musicoterapia.

Em um levantamento da associação norte-americana AMTA, a população mais beneficiada pela Musicoterapia é de pessoas com demandas de saúde mental, estando na casa dos 20%.

Caso você já conte com uma formação, pode aprender sobre o assunto em uma pós-graduação a distância.

A ideia é voltada pra recuperação física, social e mental, ajudando a lidar com distúrbios e dificuldades de aprendizado. Afinal, do que exatamente se trata a Musicoterapia, como estudar o assunto e qual é sua utilidade?

Cola com a gente nesta leitura pra descobrir!

musicoterapia – fones de ouvido ao lado de capas de disco de vinil

O que é Musicoterapia?

A Musicoterapia é simbolizada pelo tratamento de pacientes com a música. Se você reparar, estímulos sonoros são processados por uma variedade de regiões cerebrais.

Geralmente, as mesmas dos sentimentos, linguagem, coordenação e memória. Por isso, a ideia costuma pintar como uma alternativa ao tratamento de transtornos como ansiedade e depressão.

Assim, funciona como um cuidado complementar. Desse modo, há o uso de instrumentos, a composição e a execução de sons com fins terapêuticos. Por exemplo, servindo como suporte na infância de pacientes autistas.

Outro exemplo é o de pessoas com AVC. A ideia auxilia para uma recuperação mais favorável, principalmente quando há sequelas físicas e dificuldade de se comunicar com as pessoas.

fones de ouvido preto sobre fundo amarelo

De onde a Musicoterapia vem?

A associação entre saúde e música não é nova. Na mitologia grega, Apolo é o deus da Medicina e da Música, deixando em seu filho Esculápio a capacidade de curar doenças com canções.

Já na Antiguidade Oriental, sacerdotes egípcios usavam músicas em tratamentos.

Hipócrates, o pai da Medicina, tocava canções pra pacientes com problemas de saúde mental. Na obra “A República”, o filósofo grego Platão aponta que a música pode ser direcionada à alma como os exercícios são ao corpo.

Na Idade Média, surgiram hospitais árabes com salas de música voltadas ao bem-estar dos pacientes. O filósofo muçulmano Al-Farabi já escrevia sobre o efeito terapêutico da música em tratados de antes do ano 1000.

musicoterapia – início da partitura de uma música

Como a música funciona?

A música não conta com um efeito terapêutico por acaso. Um estudo liderado pelo cientista canadense Valerie Salimpoor mostra que a sonoridade, embora abstrata, é capaz de mexer com as mesmas áreas neurológicas que o sexo ou o chocolate.

Isso porque músicas ajudam a liberar dopamina no corpo estriado do cérebro. Embora o neurotransmissor seja principalmente associado às coisas tangíveis, a música contraria essa tendência.

Sabe a excitação que você sente antes de chegar na parte favorita da música? Então, isso é explicado pela dopamina em partes um pouco diferentes do corpo estriado. Até isso os cientistas dão nome: se chama “fase antecipatória”.

musicoterapia – vitrola tocando um disco de vinil

Como estudar musicoterapia?

O assunto costuma combinar as matérias do curso de Música com as do universo da Neurociência. Assim, você passa a entrar em contato com as várias práticas terapêuticas.

Embora o curso costume ser ensinado em um bacharelado, você pode optar por uma pós-graduação em Musicoterapia.

No segundo caso, o ideal é contar com uma formação prévia em cursos ligados à Música, Educação e Saúde.

Já que não existe hora certa pra começar, recém-formados também podem se diferenciar no mercado e contar com um currículo completo pra recolocação no mercado.

Desse modo, os cursos mesclam conhecimentos básicos e temas específicos. Por exemplo, com matérias de Musicoterapia na Infância, nos Transtornos do Idoso, na Reabilitação Neurológica e por aí vai.

musicoterapia – pessoa tocando violão, violão com capotraste

Como é o mercado de trabalho?

O foco do trabalho do musicoterapeuta é a área da Saúde. Isso inclui clínicas, hospitais e consultórios. Porém, não se resume a isso. É possível encontrar espaços no universo da Educação, em creches e escolas.

Por fim, temos a área social. Aqui, entram casas de repouso e projetos sociais, por exemplo. Às vezes, a rotina profissional é dividida em várias áreas, com atendimentos particulares e atuação em outras instituições.

Com a inclusão da Musicoterapia no SUS, há uma série de novos campos. Você pode procurar vagas na rede pública, acessíveis por meio de concursos públicos. As ONGs e os asilos também são opções.

pessoa tocando as teclas finais de um piano

Como os tratamentos são feitos?

Os tratamentos de Musicoterapia variam de acordo com as necessidades dos pacientes. Geralmente, dependem de práticas como a composição, o improviso, a ressignificação e o canto.

Embora a música possa servir como recurso por profissionais de várias áreas, o tratamento é atribuição de um profissional com formação em Musicoterapia. Isso porque é quem conta com o conhecimento das abordagens ideais.

O modelo mais comum é a Musicoterapia Interativa, em que o paciente participa da música. Por isso, funciona de forma diferente de musicais para relaxamento, contando com a atividade de todo mundo.

musicoterapia – violão encostado em uma almofada na cadeira

Quais são os efeitos da musicoterapia?

A música funciona como uma linguagem universal e é uma forma de comunicar coisas. Lembra dos efeitos no cérebro que a gente citou? Então, fazem com que a Musicoterapia conte com vários benefícios, como:

  • desenvolvimento de capacidades motoras;
  • melhoria da memória;
  • controle da pressão arterial;
  • redução da ansiedade;
  • alívio da dor;
  • diminuição do estresse, entre outros.

Assim, existe um acompanhamento personalizado em que há a identificação dos principais pontos de atenção e, a partir deles, o musicoterapeuta propõe os sons mais importantes.

A Musicoterapia é uma opção que costuma fazer sentido pros estudantes apaixonados por música e que querem encontrar um espaço pras suas aptidões no mercado profissional.

O assunto une o universo da Saúde com formas variadas de expressão e arte. A música traz à tona a sensibilidade e as emoções das pessoas.

Por isso, vale analisar suas prioridades ao criar um plano de carreira e definir seus objetivos profissionais.

Você pode dar uma olhada no mercado e ver se as possibilidades ligadas à Musicoterapia correspondem às suas projeções de renda e estilo de vida. A qualificação serve justamente como um atalho.

Está a fim de aprimorar ainda mais seu currículo e apostar em uma carreira que combina a expressão musical e o cuidado com as pessoas?

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