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US$ 3,4 bi em IA no Brasil em 2026 — sua carreira em TI vai mudar?

IDC prevê US$ 3,4 bi em IA no Brasil em 2026. Nuvem, data centers e segurança vão impulsionar vagas e investimentos em TI.

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US$ 3,4 bi em IA no Brasil em 2026 — sua carreira em TI vai mudar?

A IDC projeta que investimentos relacionados à implementação de inteligência artificial em software, serviços e infraestrutura chegarão a US$ 3,4 bilhões no Brasil em 2026 — um salto superior a 30% sobre os US$ 2,6 bilhões de 2025. O motor dessa transformação são os agentes de IA, apontados como a próxima evolução do software e como vetores diretos de modernização para o mercado B2B.

Por que os agentes de IA puxam os investimentos

Segundo executivos da IDC, um terço dos orçamentos corporativos deve migrar para iniciativas de IA com foco em exploração e implementação de agentes. Empresas enxergam nos agentes não apenas automação, mas diferenciação de produto e serviço. Isso faz com que áreas de negócio e times de tecnologia coordenem projetos com prioridades em nuvem, observabilidade e controles de segurança.

Infraestrutura: data centers e nuvem em evidência

Para atender às demandas de agentes de IA, data centers e serviços de hospedagem terão crescimento relevante. A IDC projeta que o mercado brasileiro de hosting & infrastructure services (HIS) deve alcançar US$ 1,7 bilhão em 2026, um aumento de 18% comparado a 2025. A nuvem também ganha papel central: o mercado de IaaS deverá chegar a US$ 4,4 bilhões em 2026, alta de 18,5%.

Esses números apontam para um movimento mais intenso de adoção de ambientes híbridos — combinando on-premise, colocation, hosting e cloud — já que muitas empresas ainda não definiram um único modelo para cargas de IA. A consequência prática é maior demanda por arquitetos de nuvem, engenheiros de dados, especialistas em infraestrutura e profissionais que saibam integrar ambientes heterogêneos com observabilidade e governança.

Segurança: investimento estratégico

A segurança aparece como requisito preponderante: 68% dos executivos pesquisados pela IDC consideram a segurança crítica para sustentar o crescimento impulsionado por IA. Por isso, os gastos com serviços de segurança devem subir para US$ 2,5 bilhões em 2026 — um aumento de 15% ano a ano — sendo que cerca de US$ 575 milhões serão destinados a funcionalidades de segurança habilitadas por IA, incluindo agentes especializados em detecção de ameaças em tempo real.

Isso abre espaço para profissionais com habilidades em segurança aplicada a IA, monitoramento contínuo, análise de ameaças e integração de ferramentas de observabilidade que suportem agentes autônomos.

Dispositivos, memórias e o impacto na cadeia

Outro ponto crítico é a crise de memórias (RAM, SSD, NVMe) que limita a oferta. A normalização só deve ocorrer gradualmente a partir do segundo semestre de 2026 e se consolidar em 2027, na visão da IDC. Enquanto isso, fabricantes enfrentam pressão sobre custos e margens, o que tende a reduzir oferta de dispositivos de entrada e elevar preços — projeções indicam aumentos imediatos entre 10% e 20%, com potencial para ultrapassar 50% ao longo do ano.

Apesar do aperto, espera-se crescimento do mercado B2B por aparelhos com IA embarcada. A previsão é que 75% das vendas de dispositivos em 2026 contenham funções de IA, e que smartphones e notebooks com recursos de IA sejam destaque em receita.

O que isso significa para quem está começando ou quer migrar de área

  • Mais oportunidades em cloud e data centers: profissionais com certificações em provedores de nuvem, arquitetura distribuída e gestão de infraestrutura serão muito demandados.
  • Segurança e observabilidade: especialistas capazes de integrar soluções de monitoramento, detecção baseada em IA e resposta a incidentes terão papel central.
  • Desenvolvimento de agentes e aplicações com IA: engenheiros de software com conhecimento em LLMs, APIs de agentes e pipelines de MLOps estarão no radar das empresas.
  • Dispositivos e edge computing: há espaço para profissionais que trabalhem com otimização de modelos para hardware, segurança embarcada e integração entre dispositivos e nuvem.

Para quem estuda ou planeja a carreira, investir em habilidades práticas — infraestrutura em nuvem, segurança aplicada, programação para IA e conceitos de MLOps — traz vantagem competitiva. Cursos técnicos e graduações que unam desenvolvimento de software e arquitetura de sistemas ajudam a construir o repertório necessário para aproveitar as vagas que virão.

Se você está avaliando roteiros de estudo, a área de Análise e Desenvolvimento de Sistemas é uma boa porta de entrada: oferece fundamentos de programação, bancos de dados, redes e arquitetura de aplicações — todos relevantes para trabalhar com agentes de IA em ambientes corporativos.

No curto e médio prazo, espere que empresas priorizem projetos que unem IA à confiabilidade operacional: governança de modelos, métricas de observabilidade, pipelines seguros e integração com provedores de nuvem. Esse mix técnico e estratégico definirá quem terá sucesso ao adotar agentes de IA em escala.

Quer se preparar para esse mercado em expansão? Busque formações que combinem teoria e prática em desenvolvimento, infraestrutura e segurança, e acompanhe as mudanças nas cadeias de fornecimento de hardware, pois elas impactam prazos e custos de projetos.

Para quem quer dar o próximo passo na carreira, explorar cursos e formações voltadas a desenvolvimento de sistemas e tecnologias de nuvem é um caminho natural — e a Descomplica oferece opções para estudar esses temas com foco no mercado.