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Piauí investe R$61,7M e turismo explode: 833k visitas e 60k empregos

Turismo do Piauí cresce com R$ 61,7 milhões em investimentos: recorde de visitantes, 60 mil empregos gerados e mais promoção internacional.

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O Piauí acelera investimentos em infraestrutura e promoção turística e colhe resultados concretos: R$ 61,7 milhões aplicados na revitalização de 22 pontos turísticos, crescimento expressivo de visitantes e criação de milhares de empregos. Nesta matéria explicamos os números, as políticas públicas por trás dos indicadores e o que isso significa para quem atua com gestão, turismo e desenvolvimento regional.

Investimentos, o que foi feito e por que importa

O governo estadual, por meio da Secretaria do Turismo (Setur), canalizou R$ 61,7 milhões para obras e melhorias em 22 atrativos que abrangem 18 municípios — de polos como a Costa do Delta e Teresina até a Serra da Capivara e o Polo das Origens. Esse tipo de investimento é chamado de investimento estruturante: não são ações pontuais, mas obras e intervenções que aumentam a capacidade de recepção, melhoram a logística e prolongam a permanência dos visitantes.

Além das obras, parte dos recursos veio via Sietur — o Sistema de Incentivo Estadual ao Turismo — que aportou R$ 9,26 milhões em 2025, um crescimento de 14,6% em relação a 2024. O Sietur financia projetos variados (turismo cultural, de natureza, rural, gastronômico, eventos), fomentando tanto o público quanto o privado e ampliando o ecossistema turístico local.

Visitação, voos e turistas internacionais: os dados que importam

Os indicadores mostram avanços claros. O fluxo total de visitantes chegou a 703.078 em 2025, enquanto os principais atrativos registraram 833.186 visitas no mesmo ano — aumento de cerca de 32% em relação a 2023. O número de passageiros nos aeroportos do estado passou de 472.907 (2022) para 553.352 (2025), alta de 17%.

O Observatório de Inteligência Turística do Piauí é a base desses números: trata-se de um sistema de monitoramento que coleta dados sobre chegadas, origem dos turistas, permanência e gastos. Esse tipo de inteligência é essencial para planejar rotas, promoções e investimentos de forma eficiente.

O turismo internacional também teve crescimento: a Serra da Capivara e a Serra das Confusões registraram aumento de 32% na visitação estrangeira, com turistas vindos de países como França, Alemanha, Itália, Estados Unidos, Portugal e outros. A presença internacional eleva a receita direta (gastos com hospedagem, alimentação e passeios) e fortalece a imagem do destino no exterior.

Empregos e qualificação: a transformação no mercado de trabalho

Um impacto direto dos investimentos foi a geração de empregos: o setor turístico registrou 60 mil postos vinculados à cadeia produtiva do turismo, dos quais aproximadamente 22 mil são empregos formais. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apontam 22.905 empregos formais em 2025, um aumento de 83,4% em relação a 2022.

É importante entender a diferença: o Caged contabiliza empregos formais com carteira assinada — essenciais para garantir direitos trabalhistas e maior estabilidade — enquanto o total de postos na cadeia inclui trabalhadores informais e ocupações indiretas (fornecedores, comércio, transporte).

Na outra ponta, houve forte investimento em capacitação: a Setur formou 2.023 agentes da cadeia turística entre 2023 e 2025, um crescimento de 282% no número de pessoas capacitadas. Essa qualificação atua diretamente na experiência do visitante (atendimento, serviços, guias) e na profissionalização de pequenos negócios locais.

Promoção, sustentabilidade e turismo responsável

Além de infraestrutura e qualificação, a promoção do Piauí foi intensificada em feiras e roadshows internacionais — BTL Lisboa, WTM Latin America, ABAV, Brazil Travel Market e eventos em Milão, Londres e Paris — ampliando a visibilidade e atraindo operadoras e jornalistas especializados.

Outro ponto relevante é o foco em turismo responsável e acessível. O estado conquistou reconhecimento no Mapa Brasileiro do Turismo Responsável com práticas aplicadas no Museu dos Povos Indígenas do Piauí (MUPI) e no Parque Nacional da Serra da Capivara. Turismo responsável envolve medidas de conservação ambiental, respeito às comunidades locais, inclusão e acessibilidade — e tende a agregar valor ao destino no longo prazo.

O que gestores e empreendedores precisam saber

  • Dados mandam: investimentos têm mais retorno quando orientados por inteligência (observatórios). Acompanhe dados de origem, gasto e permanência para priorizar ações.
  • Capacitação é escala: formar agentes turísticos melhora a experiência e aumenta a taxa de retorno dos visitantes.
  • Promoção estratégica: presença internacional e parcerias com operadoras trazem turistas de maior poder aquisitivo e diversificam a demanda.
  • Sustentabilidade como diferencial: práticas responsáveis atraem nichos (ecoturismo, arqueoturismo, turismo cultural) e preservam o ativo principal: o patrimônio.
  • Atenção às cadeias locais: incentivos via Sietur e editais públicos podem ser usados por pequenos negócios para modernizar serviços e acessar novos mercados.

Conclusão

O salto do turismo no Piauí mostra que planejamento, investimento público responsável, promoção internacional e formação profissional produzem resultados mensuráveis: mais visitantes, voos, visibilidade e empregos. Para quem estuda ou trabalha com gestão e turismo, o caso piauiense revela lições práticas sobre articulação entre poder público, setor privado e comunidade.

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