SCTEC: palestra grátis ensina como Análise de Dados turbina decisões de mercado
A Análise de Dados deixou de ser um diferencial exclusivo de grandes equipes de BI e passou a ser uma ferramenta estratégica essencial para empresas de todos os portes. O SENAI/SC realizou um encontro online dentro da série do programa SCTEC com o objetivo de mostrar, de forma prática, como interpretar dados para orientar decisões de mercado — com foco em aplicações acessíveis também para quem está começando.
Palestra online: o que foi apresentado
O encontro trouxe especialistas que explicaram como transformar números em decisões. A proposta foi prática: apresentar casos reais de uso para crescimento de negócios, eficiência operacional e inovação, sem exigir que o público tenha formação prévia em estatística.
Entre os pontos-chave abordados na palestra estavam:
- Como coletar e organizar dados relevantes para responder a problemas de negócio;
- Métodos básicos de limpeza e validação para evitar análises enviesadas;
- Ferramentas simples de visualização para comunicar resultados a gestores e times;
- Uso de indicadores (KPIs) para acompanhar o impacto de ações e tomar decisões contínuas.
O que é o SCTEC e por que participar
O SCTEC é um programa do governo de Santa Catarina executado pelo SENAI/SC com a meta de capacitar 155 mil pessoas em inteligência artificial e tecnologia. Ao oferecer cursos e eventos gratuitos e em formato remoto, o programa amplia o acesso à formação técnica e cria portas de entrada para quem quer iniciar carreira na área.
A participação em palestras como essa é uma forma de experimentar conteúdos e entender caminhos de estudo sem custos iniciais — ideal para quem está em transição de carreira ou quer validar interesse em trabalhar com dados.
Como a Análise de Dados gera impacto prático
Análise de Dados é o processo que transforma dados brutos em informação acionável. Essas são as etapas fundamentais que conectam dados a decisões:
- Coleta: reunir dados de fontes internas (vendas, CRM, sensores) e externas (mercado, clima, redes);
- Limpeza: tratar valores faltantes, corrigir erros e padronizar formatos — etapa essencial para garantir qualidade nas conclusões;
- Transformação: preparar e consolidar dados para análise (ETL);
- Exploração e visualização: usar gráficos e tabelas para identificar padrões e hipóteses;
- Modelagem: aplicar estatística ou algoritmos para prever resultados ou segmentar públicos;
- Comunicação: traduzir insights em ações com metas e indicadores claros.
Algumas aplicações práticas frequentemente citadas pelos especialistas incluem redução de churn por campanhas direcionadas, otimização de estoques com previsões de demanda, manutenção preditiva para evitar paradas e análises de uso que orientam melhorias de produto. Esses exemplos mostram que muito do trabalho inicial pode ser feito com planilhas bem organizadas e visualizações simples, antes de evoluir para modelos mais complexos.
Ferramentas e passos para começar
Para quem está começando, é útil dividir o aprendizado em etapas práticas:
- Fundamentos: estatística descritiva, métricas e lógica de negócio;
- Ferramentas iniciais: Excel/Google Sheets e SQL para consultas e análises rápidas;
- Visualização e dashboards: Power BI, Tableau ou alternativas open-source;
- Programação para dados: Python (Pandas) ou R para análises mais aprofundadas;
- Noções de machine learning: entender diferenças entre regressão, classificação e clusterização.
Começar por exercícios práticos, como explorar datasets públicos e responder perguntas concretas (por exemplo, qual campanha teve melhor retorno), ajuda a consolidar aprendizado e construir portfólio.
Oportunidades em Santa Catarina
O ecossistema de tecnologia em Santa Catarina é expressivo: segundo dados da ACATE, o estado reúne milhares de empresas de tecnologia e uma base robusta de empregos no setor. Esse ambiente cria demanda por profissionais com habilidades em dados — desde analistas até desenvolvedores que integram dados a produtos.
Para quem mora no estado, iniciativas como o SCTEC são especialmente relevantes, pois aproximam formação e demanda local, além de possibilitar networking com empresas e profissionais da região.
Como aproveitar ao máximo encontros online
Algumas práticas aumentam o aproveitamento de palestras e webinars:
- Defina uma pergunta prática que você quer responder com dados no seu trabalho ou projeto;
- Anote exemplos reais e ferramentas citadas pelos palestrantes para replicar depois;
- Aproveite sessões de perguntas para esclarecer dúvidas sobre métodos e ferramentas;
- Faça follow-up com cursos práticos ou trilhas técnicas para transformar curiosidade em habilidade.
Conclusão
Eventos como a palestra promovida pelo SENAI/SC demonstram que Análise de Dados é uma competência acessível e altamente aplicável. Com práticas básicas e ferramentas iniciais é possível gerar insights que melhoram processos, reduzem custos e abrem espaço para inovação.
Se você quer aprofundar o aprendizado, a Descomplica oferece trilhas e cursos focados em fundamentos de dados, SQL e visualização, com abordagem prática e voltada para empregabilidade — uma boa forma de transformar interesse em oportunidade concreta.
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