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Ilustração editorial de escola pública em Rondônia com estudantes subindo escadas e um gráfico abstrato ascendente ao fundo, simbolizando avanços no ensino médio.

Rondônia avança no ensino médio: menos abandono, mais aprovações

Rondônia reduz abandono e reprovação no ensino médio público e aumenta aprovações, o que isso muda para quem presta o Enem.

Atualizado em

Melhora que interessa ao estudante

O Censo Escolar 2025, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), traz sinais concretos de avanço no ensino médio público de Rondônia. Os números mostram queda na reprovação, no abandono e no atraso escolar, indicativos que ajudam a explicar por que mais jovens estão concluindo o ensino médio.

O que os números mostram

Entre 2022 e 2025, Rondônia reduziu a taxa de abandono escolar de 7,5% para 4,3%. No mesmo período, a reprovação caiu de 6,6% para 4,4% e o indicador de atraso escolar, a distorção idade-série, passou de 21,4% para 13,8%. Esses dados fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, realizado pelo Inep, do Ministério da Educação (MEC), e divulgado em 26 de junho de 2026.

No nível nacional, o Censo também registra melhoras relevantes: entre 2022 e 2025 a reprovação no ensino médio público caiu 62%, o abandono escolar diminuiu 61% e a distorção idade-série foi reduzida em 28%. A taxa de aprovação cresceu 11% no mesmo intervalo.

O relatório destaca ainda que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) registrou aumento de 46% nas inscrições feitas por concluintes de escolas públicas no período de 2022 a 2025. Programas e políticas como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, Escola em Tempo Integral, Estratégia Nacional de Escolas Conectadas e o programa Pé-de-Meia aparecem no texto como medidas que contribuíram para essas mudanças. Desde o lançamento do Pé-de-Meia, no início de 2024, 65.909 estudantes de Rondônia foram beneficiados, sendo 52,2% do sexo feminino e 47,8% do sexo masculino.

"Os resultados demonstram que mais estudantes estão conseguindo permanecer na escola, avançar de série e concluir seus estudos no tempo adequado. O cenário reflete uma combinação de políticas públicas voltadas à permanência, à aprendizagem e ao aprimoramento das condições de oferta da educação básica. Observamos, ainda, uma melhoria simultânea nos indicadores de abandono, repetência e atraso escolar no Brasil", afirma o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

"Um resultado novo, produzido pelo Inep, observa o que aconteceu com os estudantes que deveriam voltar à escola no ano seguinte e indica que a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28% entre 2022 e 2025, o que significa que mais jovens permaneceram estudando. Esse avanço faz bastante diferença: se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em 2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio - ou seja, um número muito grande de jovens que poderia estar fora da escola seguiu estudando", explica Manuel Palacios, presidente do Inep.

Para complementar, os dados da Pnad Contínua Educação 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a taxa ajustada de frequência escolar líquida dos jovens passou de 76,8% em 2024 para 80,6% em 2025, o maior valor da série histórica desde 2016. Consequentemente, a proporção de jovens de 15 a 17 anos fora do ensino médio caiu de 23,2% para 19,4% entre 2024 e 2025.

Por que isso importa para quem vai prestar vestibular e Enem

Menos reprovação e menos abandono significam mais estudantes seguindo a trajetória normal de estudos. Para quem vai prestar o Enem ou vestibular, isso tem alguns efeitos práticos:

  • Mais colegas na mesma faixa etária podem aumentar a concorrência por vagas em algumas turmas, mas também elevam o nível de preparação e oferta de recursos locais, como cursinhos e grupos de estudo.
  • O aumento de concluintes de escola pública inscritos no Enem mostra maior participação e representatividade, o que mexe com as dinâmicas de políticas como Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e ProUni (Programa Universidade para Todos).
  • Programas de permanência escolar e bolsas locais, como o Pé-de-Meia, ajudam a reduzir barreiras econômicas que atrapalham a rotina de estudos.

Dicas práticas para quem está na reta final

  • Verifique sua situação escolar com a secretaria da sua escola: ausência de reprovação e regularidade na frequência facilitam a inscrição e uso da nota do Enem em programas como Sisu e ProUni.
  • Use recursos locais: procure saber se sua escola ou rede oferece projetos de tempo integral, reforço ou programas de apoio que podem melhorar seu rendimento.
  • Planeje a inscrição no Enem e acompanhe prazos oficiais no site do Inep, principalmente se você for concluinte da rede pública.

Quer saber mais sobre como indicadores educacionais influenciam o Enem e suas chances no vestibular? Tem outros artigos no nosso blog que explicam passo a passo. E, para datas e regras, vale sempre conferir o site oficial do Inep.

Documento elaborado com uso de IA e Revisão editorial: Bruno Quintela - LinkedIn

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