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Queda na reprovação e abandono: o que muda para quem vai fazer o Enem

Mais concluintes da rede pública chegam ao Enem após queda na reprovação e abandono; entenda impactos e dicas para se preparar.

Atualizado em

Mais jovens chegando ao Enem

A boa notícia é simples: mais estudantes da rede pública estão conseguindo avançar e concluir o ensino médio. Os dados da segunda etapa do Censo Escolar 2025, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 26/06/2026, mostram redução consistente no abandono, na reprovação e no atraso escolar em várias partes do país, inclusive em Roraima.

Neste post a gente explica o que esses números significam para quem vai prestar o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, e dá dicas práticas para aproveitar a mudança no fluxo de concluintes.

Roraima: avanço na trajetória escolar

Roraima registrou quedas importantes entre 2022 e 2025: a taxa de abandono escolar caiu de 9,1% para 4,1% e a reprovação recuou de 8,9% para 8%. O resultado é avanço em permanência e nas trajetórias dos estudantes da rede pública.

O Censo Escolar vinculado ao Ministério da Educação mostra que políticas de permanência e oferta escolar influenciam esses números. O texto do Inep cita, entre outras ações, programas como o Escola em Tempo Integral e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, além do programa social Pé-de-Meia, que beneficiou 28.532 estudantes de Roraima desde o início do programa, com 51,6% do público feminino e 48,4% masculino.

A fala oficial resume o ganho observado: "Os resultados demonstram que mais estudantes estão conseguindo permanecer na escola, avançar de série e concluir seus estudos no tempo adequado. O cenário reflete uma combinação de políticas públicas voltadas à permanência, à aprendizagem e ao aprimoramento das condições de oferta da educação básica. Observamos, ainda, uma melhoria simultânea nos indicadores de abandono, repetência e atraso escolar no Brasil", afirma o ministro da Educação.

Brasil: indicadores nacionais e o Enem

No conjunto do país, o Censo Escolar 2025 aponta queda de 62% na reprovação do ensino médio público entre 2022 e 2025, redução de 61% no abandono escolar e diminuição de 28% na distorção idade-série, que mede atraso escolar. A taxa de aprovação cresceu 11% no mesmo intervalo. Esses números permitem calcular taxas de rendimento escolar e mostram uma trajetória de melhoria desde 2023, segundo o Inep (Inep/MEC).

Outro dado que interessa diretamente a quem vai ao Enem: as inscrições feitas por concluintes de escolas públicas aumentaram 46% entre 2022 e 2025. Isso confirma que mais concluintes estão chegando ao exame, e que a dinâmica de participação mudou nos últimos anos (Inep).

O Inep também destaca um indicador chamado taxa de não retorno ao ensino médio, que caiu 28% entre 2022 e 2025. Na explicação técnica do instituto aparece uma comparação clara: se esse indicador tivesse ficado no nível de 2022, em 2025 o Brasil teria quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio, ou seja, muitos jovens que poderiam estar fora da escola seguiram estudando, segundo o presidente do Inep, Manuel Palacios. "Um resultado novo, produzido pelo Inep, observa o que aconteceu com os estudantes que deveriam voltar à escola no ano seguinte e indica que a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28% entre 2022 e 2025, o que significa que mais jovens permaneceram estudando. Esse avanço faz bastante diferença, se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em 2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio, ou seja, um número muito grande de jovens que poderia estar fora da escola seguiu estudando", explica Manuel Palacios, presidente do Inep.

Esses resultados também encontram eco nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Educação (PNAD Contínua Educação) do IBGE: a taxa ajustada de frequência escolar líquida entre jovens subiu de 76,8% em 2024 para 80,6% em 2025, o maior patamar da série histórica desde 2016. A proporção de jovens de 15 a 17 anos fora do ensino médio caiu de 23,2% para 19,4% entre 2024 e 2025 (IBGE/PNAD Contínua).

O que isso muda para quem vai prestar o Enem

1. Mais concluintes na prova: com aumento nas inscrições de concluintes da rede pública (+46%), espere uma turma de prova mais ampla. Isso altera a composição dos participantes, não a forma de correção do Enem, mas é um dado para considerar na hora de comparar notas e concorrência em programas que usam a nota do Enem.

2. Apoio à permanência importa: programas de permanência, como bolsas e ações de tempo integral, aparecem nos números. Se você participa de iniciativas parecidas na sua rede, vale aproveitar. Manter frequência e aproveitamento escolar ajuda a chegar mais preparado ao Enem.

3. A trajetória escolar faz diferença: reduzir reprovação e abandono significa que mais estudantes chegam com sequência curricular mais completa. Isso fortalece a base para o Enem, especialmente em áreas que dependem de continuidade, como matemática e linguagens.

4. Dicas práticas para o candidato:

  • Confirme sua inscrição no Enem e acompanhe a Página do Participante no site do Inep.
  • Se você é concluinte da rede pública, veja se a escola oferece reforço, plantão de dúvidas ou simulado.
  • Organize a rotina de estudos priorizando leitura, interpretação, matemática básica e resolução de questões.

Fechando a ideia

A redução do abandono e da reprovação no ensino médio é relevante para quem vai prestar o Enem. Ela indica mais jovens concluindo a etapa e chegando ao exame com uma trajetória escolar mais estável. Para o vestibulando, a melhor jogada segue sendo a mesma: manter a frequência, aproveitar os apoios disponíveis e estudar com constância.

Quer ver outros textos sobre Enem, Sisu, ProUni e dicas de preparação? Dá uma olhada nas matérias do nosso blog para se orientar melhor. E para conferir os dados e edições completas, consulte o Inep e o IBGE.

Documento elaborado com uso de IA e Revisão editorial: Bruno Quintela - LinkedIn

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