Qive já contratou 20 meninas do VOA — mentoria, 56h e vagas reais
Tecnologia com impacto real
O Projeto VOA, da Qive, é um exemplo prático de como formação curta, mentoria e caminhos reais de contratação podem transformar o futuro profissional de meninas da rede pública. Em quatro edições, o programa já atendeu 76 participantes e, com 56 horas de formação distribuídas em 13 semanas, gerou 20 contratações diretas na própria empresa — 15 como Jovem Aprendiz e cinco como estagiárias.
VOA: mentoria, 56 horas e vagas de verdade
O VOA combina encontros presenciais, mentoria e atividades práticas para dar às alunas repertório e confiança. A edição de 2026 ampliou o alcance: pela primeira vez, inscrições foram abertas a estudantes de escolas públicas fora da rede parceira, aumentando o potencial de alcance social do projeto.
O conteúdo percorre temas como empreendedorismo feminino, planejamento financeiro, negociação e introdução à tecnologia. Mais do que teoria, as atividades incluem exercícios aplicados — simulações de pitch, resolução de problemas em grupo, dinâmicas de negociação e orientação para processos seletivos. Esse mix de skill técnico, financeiro e comportamental é o que torna a transição da sala de aula para o mercado de trabalho mais concreta.
Por que iniciativas assim são fundamentais
O cenário de gênero na tecnologia ainda é bastante desigual: segundo estudo da FIEMG, mulheres ocupam apenas 20,7% dos cargos das chamadas “profissões do futuro” (áreas como Big Data, inteligência artificial e machine learning). Essa porcentagem reflete um efeito composto de fatores ao longo da vida escolar e profissional — desde a menor exposição a conteúdos técnicos na escola até estereótipos que desencorajam meninas a seguir carreiras ligadas à tecnologia.
Programas como o VOA atuam em três frentes essenciais: ampliar acesso, oferecer role models e criar trajetórias de entrada no mercado. A combinação entre formação prática e conexão direta com vagas (Jovem Aprendiz, estágios) encurta o caminho entre interesse e emprego. É por isso que, na prática, iniciativas locais com metas claras de contratação tendem a gerar resultados mais rápidos do que ações isoladas.
O que as alunas aprendem na prática
Na rotina do programa, as participantes não só recebem conteúdo técnico introdutório, como também desenvolvem habilidades que recrutadores valorizam hoje:
- Introdução à tecnologia: conceitos básicos de lógica, uso de ferramentas digitais e aplicações práticas que contextualizam o uso da tecnologia em processos empresariais.
- Empreendedorismo: pensamento de produto, validação de ideias e como estruturar um projeto simples para apresentar a stakeholders.
- Planejamento financeiro: noções de gestão de orçamento pessoal e profissional, essencial para quem pensa em carreira e autonomia financeira.
- Negociação e comunicação: técnicas para negociar expectativas, apresentar resultados e participar com segurança de processos seletivos.
- Mentoria e rede: acompanhamento por profissionais da área, trocas com ex-participantes e criação de uma rede que facilita o acesso a vagas reais.
Além disso, exercícios práticos — como projetos em grupo que simulam demandas reais da empresa, revisão de currículos e simulações de entrevistas — aumentam a empregabilidade das alunas. Esses componentes práticos ajudam a explicar por que 20 participantes já foram contratadas pela Qive: o programa de fato entrega preparo alinhado ao que o mercado exige.
Impacto escalável: o que empresas e escolas podem fazer
Se a meta é reduzir a lacuna de gênero em tecnologia, organizações e instituições de ensino podem adotar medidas complementares:
- Abrir processos seletivos para além da rede parceira: ampliar divulgação em diferentes escolas públicas aumenta diversidade e alcance.
- Vincular formação a caminhos de contratação: oferecer vagas como Jovem Aprendiz ou estágio para participantes cria um incentivo real e mensurável.
- Investir em mentoria contínua: acompanhamento após a formação melhora retenção e progressão na carreira.
- Medir resultados: acompanhar número de contratações, retenção e evolução profissional para ajustar o programa com dados.
Essas ações não só ampliam a presença feminina na tecnologia, mas também fortalecem o pipeline de talentos para as empresas — que passam a contar com profissionais preparadas, motivadas e conectadas à realidade do negócio.
Conclusão
O Projeto VOA mostra que é possível transformar intenção em resultado quando formação, mentoria e acesso a vagas caminham juntos. Ao contratar 20 alunas entre Jovem Aprendiz e estagiárias, a Qive prova que pequenas iniciativas locais podem ter impacto real na carreira de meninas da rede pública.
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Revisão editorial: Bruno Quintela - LinkedIn
