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Resiliência de dados: como a Penso quer salvar empresas do próximo ransomware

Penso Tecnologia aposta na resiliência de dados para garantir proteção, recuperação e crescimento no mercado corporativo.

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Resiliência de dados: como a Penso quer salvar empresas do próximo ransomware

A Penso Tecnologia aposta que proteger dados deixou de ser uma preocupação apenas da TI para virar uma prioridade estratégica. Com mais de duas décadas de atuação, a empresa transformou soluções tradicionais — e-mail corporativo e backup — em um portfólio amplo que inclui cloud, colaboração, backup e serviços gerenciados. Hoje, o diferencial é a oferta de resiliência de dados: não só guardar cópias, mas garantir que a operação seja restaurada de forma rápida e segura em caso de incidentes.

Da origem ao posicionamento atual

A trajetória da Penso tem raízes na era inicial da internet comercial no Brasil, experiência que trouxe know‑how operacional e prática sobre disponibilidade de serviços. Essa bagagem ajudou a empresa a evoluir seu portfólio e a se posicionar na interseção entre infraestrutura, continuidade e segurança. Atendendo cerca de 1.600 clientes, com relacionamento médio de aproximadamente oito anos, a Penso foca em organizações que exigem alta disponibilidade e consistência na entrega de serviços.

Por que backup não é mais suficiente

Backup é apenas um componente da proteção de dados. Resiliência de dados engloba prevenção, detecção, resposta e recuperação. Dois conceitos centrais são o RPO (Recovery Point Objective) — quanto dado a empresa está disposta a perder — e o RTO (Recovery Time Objective) — quanto tempo a operação pode ficar indisponível. Definir esses parâmetros, testar rotinas de restauração e orquestrar processos de recuperação são ações que diferenciam uma cópia de segurança de uma estratégia real de continuidade.

Em cenários de ransomware, por exemplo, ter uma cópia isolada não basta: é preciso garantir a integridade dos backups, executar restores em ambiente controlado e ter planos de contingência para retomar operações críticas. Empresas que negligenciam testes e governança frequentemente descobrem lacunas só no momento do incidente — e aí o impacto financeiro e reputacional pode ser alto.

Infraestrutura e parcerias que sustentam recuperação

Do ponto de vista de infraestrutura, a Penso opera cinco data centers no padrão Tier III, distribuídos entre diferentes provedores e regiões. Um data center Tier III oferece manutenção sem interrupção planejada e arquitetura redundante, reduzindo o risco de ponto único de falha — requisito essencial para clientes que não toleram janelas longas de indisponibilidade.

Além disso, a parceria com fornecedores globais de soluções de backup e recovery é um pilar da oferta. Tecnologias consolidadas permitem replicação eficiente, deduplicação e restauração rápida, tudo alinhado a SLAs mais rígidos. Essa combinação entre tecnologia de mercado e operação local gerenciada é o que muitas empresas buscam para obter segurança jurídica e operacional no processo de recuperação.

IA nos bastidores para ganhar eficiência

A Penso tem aplicado inteligência artificial internamente para extrair valor de sua base histórica de conhecimento. Em vez de comercializar IA como produto, a empresa usa modelos para classificar e priorizar chamados, sugerir scripts de recuperação e gerar relatórios automáticos pós-incidente. Essas aplicações reduzem o tempo médio de diagnóstico e aumentam a consistência das respostas, refletindo em melhoria nos níveis de serviço percebidos pelos clientes.

Segmentos e maturidade do mercado em 2026

O público-alvo típico são médias e grandes empresas — inclusive organizações dos setores financeiro, varejo e seguro — que lidam com operações sensíveis a downtime. Mesmo assim, a maturidade em resiliência digital no Brasil ainda é baixa: muitas companhias têm uma falsa sensação de segurança, baseando-se em processos de backup que não são testados ou que não definem RTOs e RPOs claros.

Para 2026, a estratégia da Penso é dupla: ampliar a oferta de backup e disaster recovery e, ao mesmo tempo, educar o mercado sobre a necessidade de tratar proteção de dados com a mesma prioridade de um seguro tradicional. A conscientização envolve demonstrar os custos reais de interrupções — perda de receita, multas regulatórias, retrabalho e danos à reputação — e apresentar serviços gerenciados que combinam tecnologia, governança e testes periódicos.

O que as empresas devem considerar

  • Mapear criticidade dos dados: identificar quais sistemas e informações são essenciais para a continuidade do negócio.
  • Definir RTO e RPO: estabelecer limites claros para perda de dados e tempo de recuperação aceitáveis.
  • Testar rotinas de recuperação: realizar exercícios periódicos para validar planos e corrigir falhas antes de um incidente real.
  • Combinar tecnologia e processo: a solução técnica precisa ser complementada por governança, documentação e treinamento de equipes.

Fornecedores que conseguem entregar infraestrutura robusta (data centers e replicação), parcerias tecnológicas consolidadas e serviços gerenciados bem orquestrados tendem a oferecer SLAs que reduzem significativamente o risco operacional para clientes corporativos.

Conclusão

Proteção de dados deixou de ser um detalhe operacional e passou a ser peça central da estratégia de negócio. A aposta da Penso em resiliência — combinando infraestrutura, parceiros reconhecidos e uso de IA para melhorar processos internos — mostra um caminho que muitas empresas brasileiras ainda precisam percorrer. Quem trata a proteção e recuperação de dados com seriedade transforma segurança em vantagem competitiva.

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