O Nubank anunciou um investimento de R$ 2,5 bilhões para ampliar sua infraestrutura de escritórios no Brasil nos próximos cinco anos. A iniciativa inclui novos prédios em São Paulo para mais de 5.700 estações de trabalho, expansão em Campinas, Rio e Belo Horizonte e reforço da presença internacional em cidades como Miami, Cidade do México e Bogotá. A partir de julho, a fintech adotará um modelo híbrido em que cerca de 70% dos colaboradores deverão trabalhar presencialmente dois dias por semana — uma mudança com impacto direto na rotina de quem já trabalha no setor e em estudantes que almejam carreiras em tecnologia.
O que esse investimento representa
R$ 2,5 bilhões em cinco anos equivalem a, em média, R$ 500 milhões por ano. Para uma empresa que já atende mais de 127 milhões de clientes na América Latina e tem cerca de 9.500 funcionários, o aporte não é apenas imobiliário: é uma aposta na cultura, na colaboração e na capacidade operacional de crescer com qualidade. A instalação de mais de 5.700 estações só em São Paulo mostra que o objetivo é escalar times técnicos e de produto que sustentem a oferta de serviços financeiros digitais.
Historicamente, durante a pandemia muitas empresas adotaram o trabalho remoto em larga escala. Desde então, o debate evoluiu para modelos híbridos ou flexíveis. O anúncio do Nubank insere a fintech no grupo que aposta em uma presença física moderada — nem 100% presencial nem 100% remoto — com regras claras para garantir encontros presenciais estratégicos.
Modelo híbrido: o que significa na prática
Quando uma empresa diz que 70% dos colaboradores trabalharão presencialmente dois dias por semana, alguns pontos operacionais são relevantes:
- Rotatividade de estações: com menos pessoas no escritório ao mesmo tempo, é provável que adotem hoteling ou hot-desking (estações compartilhadas), reduzindo o custo por funcionário.
- Sincronia de times: dois dias em comum facilitam reuniões presenciais, pair programming, onboarding e atividades que dependem de colaboração intensa.
- Planejamento de espaço: arquitetura de escritórios muda: mais áreas para colaboração, salas de reunião flexíveis e menos mesas individuais permanentes.
Para o colaborador, o híbrido pode significar menos deslocamento e mais flexibilidade, mas também exige disciplina para manter a produtividade fora do escritório e adaptação a agendas presenciais fixas. Para empresas, é uma tentativa de conciliar retenção de talentos com eficiência operacional.
Expansão internacional e estratégia regional
A expansão para hubs como Miami, Palo Alto, Washington D.C., Cidade do México, Buenos Aires e Bogotá mostra duas coisas: 1) a fintech quer estar próxima de centros de tecnologia e capital; 2) busca suporte local para produtos com foco latino-americano. No México e na Colômbia, por exemplo, a demanda por serviços financeiros digitais tem crescido muito nos últimos anos — ampliar times locais é essencial para entender regulamentações, parceria com players regionais e customização de produtos.
No caso da Colômbia, a empresa projeta mais de 200 novas estações e um prédio com capacidade para mais de 1.000 colaboradores até 2028, sinalizando que a estratégia não é temporária, mas sim de longo prazo.
Impactos no mercado de trabalho e no setor de tecnologia
O movimento do Nubank tem efeito cascata. Primeiro, reforça o mercado imobiliário corporativo em cidades como São Paulo e Campinas. Segundo, altera a dinâmica de contratação: empresas que oferecem presença parcial podem atrair talentos que buscam equilíbrio entre remoto e presencial. Terceiro, gera demanda por profissionais de tecnologia, produto, segurança e compliance — áreas críticas para sustentar a operação de uma fintech que atende mais de 100 milhões de clientes.
Para estudantes e profissionais em início ou meio de carreira, a mensagem é clara: habilidades colaborativas, experiência com ferramentas remotas e presença para atividades presenciais relevantes (workshops, hackathons, reuniões de alinhamento) serão valorizadas. Além disso, funções que exigem segurança de dados, escalabilidade e integração de sistemas continuam em alta.
Riscos e pontos de atenção
- Custo: R$ 2,5 bilhões é um investimento grande; precisa ser acompanhado de métricas de produtividade, retenção e impacto no produto.
- Clima organizacional: impor regras pode gerar atrito se não houver diálogo e justificativa clara sobre por que certos encontros precisam ser presenciais.
- Eficiência operacional: há risco de subutilização de espaço se a previsibilidade de presença não for bem gerida.
O que muda para quem estuda tecnologia
Se você quer entrar nesse mercado, aproveite a janela de oportunidade. Grandes fintechs continuam contratando: desenvolvedores, engenheiros de dados, especialistas em segurança, UX designers e profissionais de produto. A vantagem do modelo híbrido é que ele combina o melhor dos dois mundos — encontros presenciais para aprendizagem prática e remoto para foco individual. Invista em projetos reais, GitHub ativo e participação em comunidades para se destacar.
Conclusão
O plano do Nubank de investir R$ 2,5 bilhões em infraestrutura e adotar um modelo híbrido sinaliza uma aposta na colaboração como motor de inovação. É uma medida que promete impactos no mercado imobiliário, na disputa por talentos e na forma como times de tecnologia trabalham. Para profissionais e estudantes, surge uma janela para se preparar: competências técnicas continuam essenciais, mas saber colaborar em ambientes híbridos será diferencial.
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