SC no topo: desemprego recorde e renda em alta
Santa Catarina encerrou 2025 com indicadores do mercado de trabalho que chamam atenção: taxa de desemprego de 2,2% no quarto trimestre, muito abaixo da média nacional (5,1%), queda de 19% no número de desocupados em um ano e rendimento médio habitual no trabalho principal de R$ 4.131 — 17,8% acima da média brasileira. Esses números apontam avanços em ocupação, formalização e rendimento, mas também trazem desafios para consolidar e ampliar os ganhos.
Cenário geral
Os dados da PNAD Contínua (IBGE) para o período outubro–dezembro de 2025 mostram que Santa Catarina liderou o ranking nacional de emprego ao longo do ano. Entre o quarto trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025, a população desocupada passou de 122 mil para 99 mil pessoas (-19%) e os ocupados cresceram 1,5% na comparação anual. Além da baixa desocupação, o estado registrou a menor informalidade do país (25,7%), a menor taxa composta de subutilização da força de trabalho (4,4%) e o menor percentual de desalentados (0,3%).
Análise por setores
Todos os setores catarinenses apresentaram aumento no rendimento médio entre 2024 e 2025. Alguns destaques foram:
- Transporte, armazenagem e correio: aumento de 12,5% no rendimento médio, média salarial de R$ 4.223, levando o setor à segunda posição nacional em remuneração média — reflexo de maior demanda por logística e cadeias de exportação.
- Agricultura, pecuária e pesca: crescimento de 19,2% no rendimento médio, possivelmente associado a maior agregação de valor, tecnificação e melhores preços em cadeias específicas.
- Informação, comunicação e serviços financeiros: alta de 7,5%, indicando expansão de serviços de maior valor agregado.
Esses movimentos combinam ganhos de produtividade, reorganização produtiva e avanço da formalização, que ajudam a puxar salários médios para cima.
Renda e qualidade do emprego
Ter rendimento médio acima da média nacional é um sinal positivo, mas é preciso olhar além do valor médio. A queda da informalidade significa mais vínculos formais, acesso a benefícios legais e contribuições previdenciárias, o que melhora a qualidade do emprego. A baixa taxa composta de subutilização e o reduzido percentual de desalentados indicam também que há menos pessoas subaproveitando sua capacidade de trabalho ou desistindo de procurar vaga.
No entanto, a média esconde desigualdades internas: nem todas as microrregiões e ocupações compartilham igualmente esses avanços. Há segmentos e localidades com menor qualificação, jornadas reduzidas por insuficiência de horas e formas de subocupação que exigem políticas direcionadas.
Quem ganha e quem enfrenta riscos
- Ganhadores: trabalhadores formais e qualificados, empresas com maior produtividade, governos locais (pela arrecadação mais estável) e estudantes/profissionais de Administração e Gestão, que encontram oportunidades em logística, finanças e gestão de operações.
- Grupos em risco: trabalhadores com baixa qualificação e ocupações informais que podem ficar à margem das transformações; pequenos negócios informais que tenham dificuldade de se adaptar à formalização; regiões internas com menor dinamismo econômico.
Desafios e próximos passos
Para consolidar os ganhos é necessário enfrentar desafios como:
- Manter o crescimento real dos salários sem perder competitividade: isso exige ganhos de produtividade sustentáveis.
- Ampliar a inclusão regional e reduzir desigualdades internas, levando qualificação e infraestrutura para microrregiões menos dinâmicas.
- Investir em qualificação contínua para preparar a força de trabalho para automação, digitalização e exigências técnicas dos setores em expansão.
Políticas públicas integradas — formação técnica, apoio às PMEs para inovar e formalizar, investimentos em infraestrutura logística e programas de articulação entre empresas e instituições de ensino — serão decisivas para manter a trajetória positiva.
Implicações para quem estuda Administração e Gestão
Para estudantes e recém-formados em Administração, o momento traz oportunidades práticas. Áreas com alta demanda: gestão de cadeias logísticas (supply chain), controle financeiro para PMEs, gestão de pessoas orientada à formalização e análise de dados aplicada a operações. Projetos de estágio em empresas de transporte, cooperativas agroindustriais e fintechs locais podem acelerar a empregabilidade.
Além disso, conhecer indicadores como taxa de desemprego, informalidade e subutilização permite avaliar riscos em planos de negócio, pesquisas de mercado e propostas de políticas — habilidades valorizadas por recrutadores e gestores.
Conclusão
Santa Catarina fecha 2025 com sinais robustos de que emprego e renda avançaram: desemprego historicamente baixo, informalidade reduzida e renda média real em crescimento. Esses resultados combinam perfil produtivo do estado, políticas públicas e adaptação do setor privado. Ainda há desafios de inclusão e qualificação, mas o contexto aponta para oportunidades concretas.
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