• Aumentar Fonte
  • Diminuir Fonte
  • Trocar contraste

Te explicamos em apenas 3 itens o que torna a China a segunda maior economia do mundo

A China é um país de muitas peculiaridades sociais, políticas e econômicas. E foi pensando nisso que resolvi escrever para vocês sobre os itens mais “comentados” sobre a queridíssima economia que mais cresce no mundo e como ela se organiza. Vamos nessa?


1- Zonas Econômicas Especiais (ZEE’s)

O território chines, por ser muito extenso, é dividido em províncias. Esta divisão foi criada para facilitar o controle político-social de um país com proporções continentais.

As ZEE’s entram nesse contexto de divisão territorial, mas com outro intuito; promover o desenvolvimento capitalista. Com a implementação desta divisão em 1980, a China conseguiu resolver uma parte de seu problema de estagnação econômica (vale lembrar que neste período o mundo viva a Guerra Fria e os países de cunho socialista, como a China, passavam por muitos problemas de capital).

As ZEEs estão localizadas no litoral chinês e próxima aos Tigres Asiáticos originais, o que facilita e enriquece as trocas econômicas e seu desenvolvimento.

Estas áreas oferecem vantagens para empresas estrangeiras e tem o Estado chinês como “sócio”: incentivos fiscais, construção em terrenos públicos, promoção de boa infraestrutura, mão de obra barata, livre remessa de capital para o exterior e parceria do capital estatal e privado.

zee

Zonas Economicas Especiais da China

 

 

2- Socialismo de Mercado

Tá aí uma grande pergunta: O que é o socialismo de mercado na China?

Então… Nos anos 1970, a economia chinesa começou a se abrir para investimentos externos, abandonando seu “fechamento” econômico socialista. Esta abertura, sem dúvidas, influenciou na organização espacial do país (vide a criação das ZEEs).

As primeiras transformações surgiram na agricultura, nesta época mais da metade da população era camponesa. As terras ainda eram de posse do Estado, mas as famílias tinham liberdade para cultivar o que quisessem e ainda subsídios foram concedidos para dinamizar a esfera agrícola. Com estas reformas no campo, houve o incentivo do trabalho assalariado e liberdade da iniciativa privada.

Nos anos 1980, a industrialização ganhou mais força através da abertura dos investimentos neste setor. Houve uma melhoria na qualidade dos produtos (os famosos “made in China”) e os preços caíram muito.

Sim, até você tem participação na economia chinesa, né?

Este processo de abertura só se consolida com a criação das mais do que citadas ZEEs, isto por que o investimento estrangeiro era livre.

Com isto, a economia chinesa passou a crescer cada vez mais – em 1990 o crescimento econômico chinês variava entre 8% e 9%.
Todos estes pontos foram fundamentais para o papel chinês no nosso próximo item.

 

3- China e o BRICS

Se fossemos escolher um grande chefe pra esse grupo emergente, seria a China. Isto porque o país é a segunda maior economia do mundo (só perde para os EUA) e é a maior economia do bloco.

Para vocês terem noção, no ano passado (2013) o PIB chinês foi de 9,24 trilhões de dólares, apesar de nos últimos dois anos o crescimento sofrer uma desaceleração.

Outra coisa que não pode ser esquecida é o fato de que a primeira liderança do banco do BRICS será exercida pela China. Acredito que ficou claro para todo mundo a importância do país no grupo.

brics

Líderes dos países que integram o BRICS

 

Por hoje é só moçada, um beijão!