Jovem Tech abre 75 vagas: vira dev em 8 meses
O Jovem Tech é uma iniciativa prática que conecta jovens a partir dos 16 anos ao mercado de tecnologia. Em Aracaju, o programa oferece formação modular — com base em no-code, fundamentos de projeto, linguagens iniciais e módulos avançados para mobile e back-end — entregue no Caju Hub. Em média, a trilha tem oito meses e é pensada para acelerar a empregabilidade e estruturar uma carreira inicial como desenvolvedor júnior.
Como o programa é estruturado
O projeto é realizado em parceria entre o Instituto de Inovação de Sergipe (Inovase), a Prefeitura de Aracaju (por meio da Semde) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O processo seletivo é simples e exige interpretação de texto e lógica básica. A formação é dividida em módulos: uma base introdutória (no-code, fundamentos de projeto e linguagens iniciais) e opções de aprofundamento para mobile ou back-end, conforme o interesse do aluno.
Objetivo: qualificar profissionais para atuar como desenvolvedores júnior, com habilidades práticas para entrar no mercado rapidamente.
Empregabilidade e mobilidade social
Segundo organizadores, o setor de desenvolvimento de software tem alta demanda por mão de obra qualificada. Há relatos de alunos que conseguiram emprego ainda durante o curso, com salários iniciais entre R$ 2.000 e R$ 3.000. Para muitos jovens, essa renda inicial representa uma mudança significativa na realidade familiar e individual — possibilitando investimento em estudos, equipamentos e maior autonomia financeira.
Marcos Vasconcelos, presidente do Inovase, destaca que o programa nasceu da necessidade de oferecer alternativas para quem termina o ensino médio e não segue automaticamente para a universidade. Em contextos com alta evasão ou dificuldade de acesso ao ensino superior, cursos com resultados de empregabilidade comprovados servem como caminhos efetivos de mobilidade social.
Depoimentos: prática que transforma
Os alunos enfatizam o caráter aplicado do Jovem Tech. Jonathan, 19 anos, lembra de projetos reais como a criação de sites para estabelecimentos locais — experiências que juntam aprendizagem técnica e contato com clientes. Victoria, 23 anos, destaca a rotina hands-on e a estrutura do Caju Hub, com coworking e suporte de professores. Rafael, 18 anos, vê o curso como um guia para sua trajetória acadêmica, com planos de ingressar na UFS em Ciências Atuariais.
Esses relatos mostram dois pontos centrais: o ensino é orientado a projetos reais e há uma ponte clara entre a formação oferecida e oportunidades concretas no mercado.
Números que mostram escala
Dados da coordenação, apresentados por Gabriela Rezende, indicam que o programa tem alcance significativo: mais de 1.000 inscrições no último ano, 407 selecionados, 159 formados entre ciclo básico e avançado, 78 que concluíram a etapa avançada e 170 atualmente em formação. Esses números apontam para um pipeline consistente de formação de profissionais que alimentam o ecossistema local.
Além de preparar profissionais, o Jovem Tech estimula empreendedorismo e mantém o Jovem Tech Lab — um espaço para desenvolvimento de novos sistemas e sites que fortalece portfólios e gera protótipos com potencial comercial.
Como concorrer às 75 vagas
O programa abrirá 75 novas vagas. As inscrições são feitas por formulário online divulgado no perfil oficial do Inovase no Instagram. O processo atua em formato de fila de espera: os interessados preenchem o formulário, respondem ao questionário de seleção e são convocados conforme a ordem de conclusão e desempenho na prova inicial. Por isso, rapidez no envio e preparo na prova fazem diferença.
Dicas práticas para aumentar suas chances:
- Treine interpretação de texto e lógica: são os critérios iniciais de seleção.
- Preencha o formulário completo e o quanto antes: a ordem de conclusão influencia na convocação.
- Participe de eventos locais: oficinas e atividades no Caju Hub ajudam no networking e na visibilidade.
Impacto no ecossistema de inovação
Um ecossistema de inovação forte precisa de talentos, infraestrutura e fomento a novos negócios. O Jovem Tech atua diretamente na formação de talentos e contribui para os demais pilares: alunos formados entram no mercado, fortalecem equipes locais ou criam startups; projetos desenvolvidos no Jovem Tech Lab geram soluções que podem se transformar em serviços para a cidade.
Ao formar mão de obra qualificada, o programa eleva a capacidade da região de atrair investimentos e consolidar um ambiente tecnológico mais resiliente.
Conclusão
O Jovem Tech é um exemplo de política pública com resultados palpáveis: em cerca de oito meses, jovens sem experiência prévia podem obter qualificações práticas e, em muitos casos, acesso a vagas com remuneração inicial atrativa. Para quem busca entrada rápida no mercado de tecnologia ou um caminho prático antes da universidade, programas assim são oportunidades reais de mudança.
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