Quer virar profissional de dados? Jornada Tech mostra o caminho
A Jornada Tech, realizada pela Secretaria de Educação de Minas Gerais em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, foi uma iniciativa prática para aproximar estudantes do ambiente escolar ao mercado de tecnologia. Com foco nos alunos do curso Técnico em Ciência de Dados, o evento reuniu palestras, trocas de experiência e atividades que conectaram conceitos teóricos à rotina profissional, ajudando os jovens a enxergar caminhos concretos para construir uma carreira na área.
A 1ª edição de 2026 contou com duas sessões realizadas na Escola Estadual Santos Dumont, em Venda Nova, e atingiu cerca de 160 participantes. A programação trouxe apresentações sobre trajetórias profissionais, as competências técnicas e comportamentais mais valorizadas, além de exemplos práticos de uso de dados, automação e resolução de problemas aplicados a contextos reais.
Como o evento aproximou teoria e prática
O formato privilegiou a troca direta entre estudantes e profissionais. Palestras com gerentes e analistas explicaram o dia a dia das funções em tecnologia, desde tarefas rotineiras até desafios que exigem pensamento crítico e colaboração. Esse contato ajudou a traduzir conteúdos que muitos jovens já estudam — estatística, lógica e programação básica — em tarefas que aparecem em projetos reais, como criação de dashboards, automação de relatórios e interpretação de grandes volumes de informação.
Além de ouvir relatos de profissionais, os estudantes foram orientados sobre como estruturar projetos, buscar estágios e montar um portfólio que mostre resultados concretos. Esses elementos são decisivos para reduzir a lacuna entre formação e empregabilidade.
O que é Ciência de Dados — em termos práticos
Ciência de Dados reúne técnicas de estatística, programação e comunicação para transformar dados brutos em informação útil. Na prática, o trabalho envolve etapas como coleta e limpeza de dados, análise exploratória, modelagem e apresentação dos resultados de forma acessível para quem toma decisões.
Algumas atividades típicas incluem:
- Organizar e limpar conjuntos de dados para análise;
- Construir visualizações que evidenciem padrões;
- Automatizar processos repetitivos para ganhar eficiência;
- Montar modelos preditivos simples quando a situação pedir.
Compreender esse fluxo ajuda estudantes a verem onde suas aulas e exercícios se encaixam no mercado e quais habilidades priorizar para os primeiros passos profissionais.
Competências que o mercado pede e como praticá-las
O evento destacou que o mercado valoriza uma combinação de hard skills e soft skills. Entre as habilidades técnicas mais citadas estão programação (especialmente Python), consultas a bancos de dados (SQL), visualização de dados e noções de automação e pipelines. Em paralelo, comunicação clara, trabalho em equipe, curiosidade e capacidade de resolver problemas são fatores decisivos na avaliação de candidatos.
Formas práticas de desenvolver essas competências:
- Projetos pessoais: escolha um problema real, obtenha dados públicos e documente todo o processo;
- Portfólio: reúna 2–4 projetos que mostrem código, visualizações e conclusões;
- Ferramentas: pratique com Jupyter Notebooks, GitHub e bibliotecas como pandas e matplotlib;
- Eventos: participe de hackathons, palestras e iniciativas que promovam networking.
Rota de formação e oportunidades
A Jornada Tech reforçou que não há um único caminho para entrar no setor. Cursos técnicos oferecem inserção prática e mais rápida; a graduação traz base teórica; bootcamps e cursos intensivos aceleram habilidades aplicadas. O mais importante é combinar estudo com prática e visibilidade: projetos publicados e estágios estruturados costumam abrir as primeiras portas.
Parcerias entre escolas e empresas, como as promovidas pelo programa Pense Grande Tech, ampliam o acesso a mentoria, estágios e projetos aplicados, aproximando o currículo às demandas reais do mercado.
Passos práticos para transformar interesse em carreira
Para quem participou da Jornada Tech ou quer começar agora, um roteiro prático:
- Aprenda fundamentos: estatística básica e lógica de programação;
- Domine SQL e uma linguagem como Python;
- Construa projetos completos: coleta, limpeza, análise e visualização;
- Publique seu trabalho no GitHub e tenha um portfólio acessível;
- Busque estágios, mentorias e eventos para criar rede de contatos.
Com consistência nesses passos, é possível transformar iniciativas pontuais em um perfil profissional atraente para vagas júnior e estágios.
Conclusão
A Jornada Tech mostrou que encontros bem estruturados entre escola e setor produtivo aceleram a preparação de jovens para o mercado de tecnologia. Para quem quer entrar na área de dados, a recomendação é clara: combine base técnica com projetos práticos e atenção à comunicação dos resultados. Esse conjunto é o que diferencia quem só conhece ferramentas de quem entrega valor real para empresas.
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Revisão editorial: Bruno Quintela - LinkedIn

