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IA sai dos testes e vira prioridade no software BR — 7 em 10 vão investir

Agentes de IA já são prioridade no mercado brasileiro de software: 7 em 10 empresas investem ou planejam projetos.

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IA sai dos testes e vira prioridade no software BR — 7 em 10 vão investir

IA no centro das estratégias

A inteligência artificial deixou de ser apenas experimentação e passou a ser peça-chave nas estratégias das empresas brasileiras de software. O estudo “Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendências 2026”, da Abes com dados da IDC, mostra que IA generativa e agentes inteligentes estão no topo da lista de prioridades de investimento — e que a transformação agora é prática, não promessa.

IA e agentes inteligentes: o que mudou

A grande mudança é que a IA saiu do laboratório e entrou nos fluxos de trabalho: 53% dos executivos apontam IA generativa e agentes de IA como foco de investimento. Hoje, 40% das empresas já têm projetos com agentes de IA em produção e outras 33% planejam começar nos próximos 12 meses — na prática, 7 em cada 10 organizações estão ou vão estar envolvidas com agentes inteligentes no curto prazo.

Em termos práticos, agentes de IA são sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma ou semiautônoma, combinando modelos generativos com regras de negócio, orquestração entre serviços e integração com dados corporativos. Casos comuns incluem:

  • Assistentes automáticos que gerenciam tickets e executam ações em sistemas legados;
  • Agentes que analisam relatórios financeiros e sugerem ajustes operacionais;
  • Bots que automatizam atendimento com contexto histórico do cliente;
  • Ferramentas que ajudam desenvolvedores com geração e revisão de código.

Quando bem integrados, esses agentes reduzem trabalho manual repetitivo, aceleram resolução de problemas e permitem que equipes se concentrem em decisões de maior valor.

Principais desafios para escalar IA na empresa

Apesar do entusiasmo, a adoção em larga escala enfrenta obstáculos clássicos e novos desafios associados aos modelos generativos:

  • Mensuração de ROI: sem métricas claras (como redução de tempo por tarefa, aumento de throughput ou impacto na receita) fica difícil justificar investimentos e planejar expansão.
  • Qualidade e governança de dados: modelos exigem dados limpos, consistentes e bem definidos; pipelines e contratos de dados são essenciais.
  • Sistemas legados e integração: integrar agentes a aplicações antigas requer arquitetura de APIs, middlewares e, em alguns casos, modernização de plataformas.
  • Escalabilidade técnica e operacional: um protótipo que funciona em teste pode falhar em produção sem MLOps, monitoramento e autoscaling.
  • Governança e riscos éticos: políticas sobre explicabilidade, controle de vieses e resposta a incidentes são necessárias.
  • Talento especializado: há escassez de profissionais em engenharia de dados, MLOps e produto orientado a IA.

Para mitigar esses riscos, especialistas recomendam começar por casos com impacto direto e métricas bem definidas, investir em MLOps, definir políticas de governança e buscar parcerias para suprir lacunas de talento.

Mercado brasileiro de software: números e tendências

O setor tecnológico brasileiro encerrou 2025 com 41.613 empresas de software e serviços e movimentou US$ 35,4 bilhões. O País segue como maior mercado de tecnologia na América Latina, com três verticais dominantes: financeiro, serviços e telecom, e indústria — que juntas concentram cerca de 70% dos investimentos em software e serviços.

No recorte por atividade, empresas de serviços representam 37,6% do total, distribuidoras de tecnologia 33,3% e desenvolvedoras de software 29,1%. O varejo teve crescimento mais tímido (8%) após investimentos massivos durante a pandemia.

Para 2026, a IDC projeta crescimento mais seletivo e orientado à eficiência: +5,3% para TI, +3,9% para Telecom e +4,6% para Business IT. A tendência é priorizar iniciativas que gerem retorno mensurável e melhorias de produtividade — terreno onde a IA pode entregar valor real se aplicada com critérios claros.

Como priorizar projetos de IA com segurança

  • Comece por problemas de negócio bem definidos, não pela tecnologia.
  • Defina KPIs que conectem a solução ao resultado financeiro ou operacional desde o início.
  • Garanta qualidade e governança de dados antes de escalar modelos.
  • Use arquitetura moderna (APIs, cloud) para facilitar integração e escalabilidade.
  • Implemente práticas de MLOps para monitoramento, testes e retraining contínuo.
  • Considere parcerias estratégicas para acelerar entregas e suprir habilidades.

Conclusão

A IA já não é apenas um experimento: tornou-se alavanca estratégica no mercado brasileiro de software. Com cerca de 70% das empresas investindo ou planejando investir em agentes inteligentes, o desafio agora é executar com disciplina — medir impacto, governar modelos e modernizar infraestrutura. Projetos bem definidos, dados de qualidade e práticas robustas de MLOps são determinantes para transformar investimento em resultado.

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Revisão editorial: Bruno Quintela - LinkedIn

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