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Extreme fecha GPS IT por R$50 mi, mira R$1,5 bi e gera 100+ vagas — revolução na TI?

Aquisição GPS IT: Extreme Group compra por R$50 mi, amplia soluções em infraestrutura e segurança e gera 100+ vagas.

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Extreme fecha GPS IT por R$50 mi, mira R$1,5 bi e gera 100+ vagas — revolução na TI?

O Extreme Group anunciou a aquisição da brasileira GPS IT por R$ 50 milhões, em uma operação que reforça sua estratégia de consolidação e promete transformar a oferta de serviços do grupo. Com faturamento atual de cerca de R$ 600 milhões, o Extreme mira R$ 1,5 bilhão até 2028. A compra acelera a capacidade de entregar soluções integradas que vão da infraestrutura e conectividade até segurança da informação e sustentação de ambientes críticos — e prevê mais de 100 novas vagas.

Por que essa compra importa agora

O mercado brasileiro de TI vive um momento de expansão com pressão forte por eficiência. A IDC estima crescimento de 13% em 2025, puxado por demandas por produtividade, experiência do cliente e otimização de custos. Ao mesmo tempo, a fragmentação de fornecedores virou um problema operacional: estudos mostram que organizações lidam, em média, com dezenas de ferramentas e múltiplos fornecedores para funções semelhantes. Nesse cenário, consolidar competências sob um mesmo ecossistema reduz fricção, facilita governança e melhora a previsibilidade de projetos — exatamente a tese por trás da aquisição.

O que a GPS IT traz para o Extreme

Fundada em 2007, a GPS IT construiu um portfólio focado em infraestrutura de TI, conectividade, segurança e suporte contínuo, com presença em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Ribeirão Preto e Brasília. Esses serviços são essenciais para clientes que dependem de disponibilidade e confiabilidade, como órgãos públicos e empresas com ambientes críticos. Para o Extreme, incorporar essa expertise significa cobrir camadas estratégicas da cadeia de valor e oferecer entrega end-to-end — ou seja, prover desde a base física e lógica até a operação e manutenção contínua.

Termos técnicos explicados: o que é "infraestrutura", "conectividade" e "sustentação"?

  • Infraestrutura de TI: refere-se a servidores, storage, redes, datacenters (on-premises ou em nuvem) e todos os componentes que sustentam sistemas e aplicações.
  • Conectividade: inclui links de rede, roteamento, MPLS, SD-WAN e tecnologias que garantem comunicação entre usuários, aplicações e sites remotos.
  • Segurança da informação: políticas, ferramentas e processos para proteger dados, sistemas e identidade contra ameaças — envolve firewalls, EDR, IAM, criptografia e monitoramento contínuo.
  • Sustentação de ambientes críticos: práticas de operação (SRE, NOC), gestão de incidentes e acordos de nível de serviço (SLA) que mantêm sistemas críticos disponíveis 24/7.

Dados que contextualizam a decisão

O IBM Institute for Business Value, em parceria com a Palo Alto Networks, aponta que empresas costumam operar dezenas de soluções de segurança de muitos fornecedores — uma média citada de 83 soluções de 29 fornecedores. Essa complexidade traz custos e riscos. Outro levantamento da Alvarez & Marsal indica que 57% das empresas planejam consolidar fornecedores nos próximos dois anos. Juntando isso ao crescimento projetado pela IDC, a aquisição faz sentido estratégico: maior escala, governança centralizada e menos integração de terceiros.

Impacto para clientes e parceiros

Na prática, clientes devem ganhar maior previsibilidade e menos pontos de falha — quando um único ecossistema entrega camadas que antes eram fragmentadas, a integração entre elas tende a ser melhor planejada. Para setores regulados, como o público, maior governança e robustez operacional são argumentos fortes. A promessa de não romper identidade e cultura da GPS IT, destacada pelos CEOs Gustavo Rabelo (Extreme) e Gustavo Pavanelli (GPS IT), busca reduzir riscos de churn e preservar relacionamentos locais.

O que muda para profissionais e estudantes (Sistemas de Informação)

A consolidação geralmente amplia oportunidades, especialmente em funções de operação, segurança, redes e integração. Haverá demanda por profissionais com habilidades em cloud híbrida, automação (Ansible, Terraform), observabilidade (Prometheus, Grafana), SRE/DevOps, além de competências fortes em segurança (SIEM, EDR, IAM) e governança (ITIL, COBIT). Para quem estuda Sistemas de Informação, a dica é combinar fundamentos técnicos com habilidades de projeto, gestão de fornecedores e compliance — áreas que ganham centralidade em ecossistemas consolidados.

Riscos e desafios da integração

Integrações nem sempre são fáceis: convergência de processos, harmonização de SLAs, migração de sistemas e retenção de talentos são pontos críticos. A promessa de preservar identidade é positiva, mas a execução exigirá governança forte, planos claros de comunicação e investimentos em treinamento. Se mal feita, a integração pode gerar perda de clientes ou aumento temporário de incidentes.

Conclusão

A compra da GPS IT pelo Extreme é mais que um movimento de crescimento: é uma aposta na consolidação como caminho para entregar tecnologia confiável e menos fragmentada. Para clientes, a expectativa é de mais robustez; para profissionais, abertura de vagas e trajetórias de desenvolvimento; para o mercado, um sinal claro de que consolidar competências é a tendência neste ciclo de digitalização.

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