Estudos em tech disparam 205% em 2025 — pronto pra pegar as vagas?
Em 2025 a média de tempo de estudo por aluno na Rocketseat saltou 205% em relação a 2024 — que já havia crescido 113% em relação ao ano anterior. Esse número não é só estatística: é um sinal claro de que a carreira em tecnologia deixou de ser uma rota opcional para virar prioridade. A razão principal? A popularização da inteligência artificial (IA) e a pressão crescente por competências práticas e aplicáveis no mercado.
O que esse aumento significa na prática
Quando a média de horas de estudo sobe tanto em um período curto, estamos vendo três movimentações simultâneas:
- Maior profissionalização: pessoas que antes estudavam por hobby passaram a se preparar para vagas com requisitos reais.
- Especialização rápida: a maioria prefere focar em uma tecnologia ou stack em vez de estudar de forma genérica.
- Adoção de IA para produtividade: devs estudam ferramentas que aceleram codificação, testes e deploy.
Dados do Relatório de Carreiras em Programação 2026 (Rocketseat) mostram tendências concretas: 68% dos estudantes focam em uma única tecnologia; 60% dos estudos em IA são voltados a ferramentas para código e produtividade; 73% dos que estudam IA já são devs plenos; e gestão de tempo representa 38% dos estudos em soft skills.
Termos que vale entender
- Dev pleno: desenvolvedor com experiência intermediária, capaz de atuar com autonomia em projetos, orientar juniores e resolver problemas mais complexos — geralmente com 2–5 anos de experiência.
- Ferramentas de IA para código: plataformas como Copilot, Tabnine, ou modelos baseados em LLMs que ajudam a gerar trechos de código, sugerir correções e automatizar tarefas repetitivas.
- Produtividade em IA: uso de ferramentas que reduzem o tempo de integração, testes e deploy, liberando mais espaço para soluções criativas e arquitetura de sistemas.
Contexto do mercado
Relatórios globais confirmam o movimento: o Future of Jobs Report 2025 do World Economic Forum coloca desenvolvedor de software entre as profissões que mais crescem, e o LinkedIn apontou engenheiro de IA como o emprego número 1 para 2026. Ou seja, demanda alta e corrida por talento qualificado — padrão perfeito para quem estiver realmente preparado.
Mas atenção: ter conhecimento básico já não abre as portas mais disputadas. As empresas buscam pessoas que saibam aplicar técnica em contexto de produto, que entendam trade-offs, performance e segurança, e que consigam usar IA para multiplicar resultados, não só para escrever código mais rápido.
O que quem estuda deve fazer agora
- Foque em uma stack: especialização é vantagem. Aprenda profundamente uma linguagem, framework e suas ferramentas de deploy.
- Pratique com projetos reais: contribua em código aberto, faça projetos que resolvam problemas reais e documente decisões técnicas.
- Domine ferramentas de IA relevantes: aprenda como integrar e avaliar sugestões de código de modelos, como escrever prompts eficazes e garantir qualidade.
- Trabalhe soft skills: gestão de tempo, comunicação e trabalho em equipe são decisivos para subir de júnior a pleno e além.
O que as empresas precisam entender
O aumento de dedicação dos estudantes é um capítulo de uma história maior: existe talento em formação — só falta acesso, alinhamento e oportunidade. Empresas que investirem em treinamento interno, trilhas de carreira claras e programas que aproximem aprendizado da entrega terão vantagem competitiva. Investimento pessoal gera evolução pessoal, mas investimento corporativo acelera resultados do time.
Práticas eficazes incluem rotinas de mentoring, projetos internos com objetivo de aprendizado, e parcerias com plataformas educacionais para manter times atualizados com as tecnologias que importam.
Riscos e armadilhas
- Hiperfoco em ferramentas: aprender uma ferramenta sem entender arquitetura e princípios pode gerar dependência; foque em fundamentos.
- Certificados sem prática: cursos são valiosos, mas recrutadores procuram entregas tangíveis — portfólios e contribuições reais contam muito mais.
- Obsolescência rápida: a tecnologia muda; cultive aprendizado contínuo, não maratonas pontuais.
Em resumo: a oportunidade existe, mas exige preparação estratégica. Há vagas, salários e crescimento para quem traduz estudo em resultado prático.
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