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Ilustração editorial com três objetos em diferentes distâncias (livro em primeiro plano, postal ao meio, monumento ao fundo) representando pronomes demonstrativos em espanhol.

Este, ese, aquel: identifique demonstrativos e garanta pontos

Aprenda a identificar pronomes demonstrativos (este, ese, aquel) e rastrear referentes no texto para garantir pontos no ENEM e vestibulares.

Atualizado em

Demonstrativos sem mistério

Pronomes demonstrativos são pequenos, mas decisivos em provas de interpretação. No ENEM e na maioria dos vestibulares, eles aparecem em textos para testar sua habilidade de localizar referências no discurso — ou seja, entender a que ou a quem o autor está se referindo, sem entregar tradução literal. Este post mostra o que são, por que caem na prova, como identificá-los passo a passo, os erros que costumam tirar pontos e estratégias de estudo eficazes.

O que são pronomes demonstrativos?

Pronomes demonstrativos substituem ou acompanham nomes para indicar localização no espaço, no tempo ou no discurso. Em espanhol temos três graus básicos de proximidade: "este/esta/estos/estas" (perto do falante ou do trecho imediato), "ese/esa/eses/esas" (perto do interlocutor ou de algo já mencionado) e "aquel/aquella/aquellos/aquellas" (mais distante). Há também formas neutras — "esto/eso/aquello" — usadas quando a referência é abstrata ou não é um substantivo concreto.

Exemplos:

  • "Este libro es interesante." (adjetivo demonstrativo, acompanha "libro")
  • "¿Quieres este?" (pronome demonstrativo, substitui o substantivo)

A diferenciação entre pronome e determinante (adjetivo demonstrativo) é crucial: se vem antes de um substantivo, atua como determinante; se aparece sozinho, funciona como pronome. A Real Academia Española e o Diccionario de la lengua española são referências oficiais para usos e formas (Real Academia Española, DLE).

Por que cai em prova (ENEM e vestibulares)

Provas como o ENEM valorizam habilidades de interpretação e coesão textual (habilidades H5–H8 da matriz de Linguagens do INEP). Pronomes demonstrativos são ferramentas que mantêm a coerência do texto; entendê-los significa seguir o fio argumentativo, identificar referentes e inferir relações temporais e espaciais. O Manual do Participante do ENEM reforça que a prova exige mais compreensão do sentido global do que tradução palavra a palavra (INEP, Manual do Participante).

Como identificar na prova: passo a passo

1) Localize a palavra demonstrativa no trecho. Está acompanhando um substantivo ou está sozinha?

Se acompanha um substantivo ("esta casa"), é determinante; verifique gênero e número.

Se está sozinha ("La prefiero a esa"), é pronome; busque o antecedente no texto.

2) Pergunte: a que distância textual ou espacial a palavra aponta?

"Este" → referência imediata (aqui, próximo no texto ou espaço).

"Ese" → referência média (algo já citado ou perto do interlocutor).

"Aquel" → referência distante (ou algo mencionado antes e distante no enunciado).

3) Procure o antecedente real ou a ideia que o demonstrativo substitui. Substitua mentalmente pela expressão completa para checar coerência.

4) Observe o gênero e número: o demonstrativo concorda com o substantivo que substitui ou acompanha ("estas preguntas", "aquellos libros").

5) Atenção aos neutros: quando a referência é abstrata ou uma ideia inteira, espere "esto/eso/aquello" (p.ex., "Esto es importante").

Exemplo prático de resolução (tipo ENEM):

Texto: "María encontró un libro en la biblioteca. Este estaba lleno de notas." Pergunta: A que se refere "este"? Resposta: Ao "libro" previamente citado — aqui o demonstrativo aponta para o antecedente imediato.

Importante: a Ortografía atual da RAE recomenda evitar acentos diacríticos em demonstrativos salvo em casos de ambiguidade real, por isso não conte com acentos como pista segura nas provas (Real Academia Española, Ortografía).

Erros mais comuns dos alunos

  • Confundir pronome e determinante: responder sem localizar o substantivo antecedente.
  • Não verificar concordância de gênero/número.
  • Interpretar "ese" como sempre equivalente ao português "esse"; o contexto pode diferir (variação dialectal influencia uso).
  • Ignorar formas neutras (esto/eso/aquello) e atribuir referência inexistente.
  • Usar portunhol: supor significados por semelhança com o português sem checar o contexto.

Como estudar: técnicas práticas e embasamento pedagógico

1) Cartões espaciais (flashcards): desenhe uma linha com o falante no centro e posicione "este — ese — aquel"; escreva exemplos e traduções aproximadas. Repetição espaçada ajuda a fixar (SRS).

2) Leitura ativa de textos: ao ler, marque todos os demonstrativos e sublinhe seus referentes. Transforme isso em um exercício de coesão textual — isso é aprendizagem significativa, segundo David Ausubel (use organizadores prévios antes da leitura).

3) Ciclo de prática por níveis (Bloom): comece por identificar (lembrar), depois classificar (compreender), interpretar relações (analisar) e, por fim, justificar escolhas em questões discursivas.

4) Prática com pares (Vygotsky): resolva exercícios em dupla, com alguém que corrige seus erros — isso explora a Zona de Desenvolvimento Proximal. Use feedback correto e progressivo.

5) Construa mapas de referência em textos longos: pinte em cores diferentes as referências "próximas", "médias" e "distantes" para visualizar coesão. Piaget lembra a importância da construção gradual do conhecimento; comece por exemplos simples e avance a complexidade.

Fontes úteis para consulta: Real Academia Española (Diccionario de la lengua española), Instituto Cervantes e o Manual do Participante do ENEM (INEP).

Conclusão

Dominar os demonstrativos em espanhol significa mais do que decorar formas: é aprender a rastrear referências dentro do texto, gerar inferências e manter a coerência argumentativa — exatamente o que vestibulares e o ENEM cobram. Faça exercícios que forcem a identificação do antecedente, use recursos visuais e aplique ciclos de revisão. Com prática dirigida e estratégias baseadas em teorias de aprendizagem, você perde o medo desses pronomes e ganha pontos na prova.

Revisão editorial: Teacher Thiago Cabral LinkedIn