Blog DescomplicaInscreva-se
Imagem do artigo

25 empregos em alta para 2026: de engenheiro de IA a técnico de enfermagem — prepare-se!

Veja os 25 empregos em alta 2026 no Brasil e as áreas que mais crescem: tecnologia, saúde e finanças.

Atualizado em

25 empregos em alta para 2026: de engenheiro de IA a técnico de enfermagem — prepare-se!

O LinkedIn divulgou a lista dos 25 "empregos em alta" no Brasil para 2026, e a mensagem é clara: tecnologia e inteligência artificial dominam, mas áreas tradicionais e da saúde seguem com muita relevância. A pesquisa leva em conta o crescimento nos últimos três anos e o volume de vagas publicadas — excluindo estágios e posições temporárias — e traz dados úteis como competências mais buscadas, regiões com maior oferta e opções de trabalho remoto.

Por que essa lista importa?

Entender quais funções têm demanda crescente ajuda a planejar carreira, escolha de curso e investimentos em habilidades. Historicamente, choques tecnológicos — como a popularização da web, a era dos smartphones e, agora, a difusão de grandes modelos de linguagem (LLMs) — aceleram a criação de novas ocupações e ajustam salários e formatos de trabalho (remoto, híbrido, presencial).

No caso de 2026, o motor principal é a IA: cargos como engenheiro de IA, engenheiro de confiabilidade e assistente de dados aparecem no topo. Mas a lista também inclui técnico de enfermagem, planejador financeiro, consultor de assuntos regulatórios e funções de infraestrutura e operações — sinal de que empresas buscam eficiência, conformidade e profissionais que sustentem a inovação.

O que o LinkedIn revelou em números

  • Metodologia: crescimento acelerado nos últimos 3 anos entre usuários da plataforma e número relevante de anúncios.
  • Remoto/híbrido: variação grande entre cargos. Por exemplo, engenheiro de IA tem ~63% vagas remotas; planejador financeiro apresenta cerca de 37% remoto.
  • Perfis e experiência: funções técnicas costumam exigir entre 3 e 5 anos de experiência antes da contratação (engenheiro de IA: ~3,6 anos; planejador financeiro: ~5 anos).
  • Distribuição regional: polos como São Paulo, Florianópolis, Recife, Porto Alegre e Brasília aparecem com maior concentração para várias posições.

Como se preparar para 5 funções em destaque

Engenheiro de IA

O que faz: projeta sistemas que usam IA para analisar dados, gerar previsões ou criar produtos inteligentes. Competências citadas pelo LinkedIn: LangChain, RAG (Geração aumentada por recuperação) e Grandes Modelos de Linguagem (LLMs).

Como se preparar (prático):

  • Base técnica: graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciência da Computação ou Eng. de Software. Aprenda Python, estruturas de dados, cálculo e probabilidade.
  • Aprendizado de máquina: cursos sobre ML e deep learning (ex.: redes neurais, transformers). Pratique em projetos: fine-tuning de modelos, pipelines de inferência e deploy em nuvem (AWS/GCP/Azure).
  • MLOps e infra: conheça contêineres (Docker), orquestração (Kubernetes) e ferramentas de monitoramento. Experiência com CI/CD para modelos é diferencial.
  • Portfolio prático: publicações no GitHub, participação em competições (Kaggle), contribuições open-source e projetos que mostrem uso de LLMs e RAG.
  • Soft skills: comunicação para explicar modelos a não técnicos, pensamento crítico e trabalho em times multidisciplinares.

Onde procurar vagas: São Paulo, Florianópolis e Recife. Tendência de trabalho: alta disponibilidade remota (~63%), com parte dos times em modelo híbrido.

Assistente de dados

O que faz: prepara e organiza dados para análises, cria relatórios e dá suporte a cientistas/engenheiros de dados.

Como se preparar (prático):

  • Habilidades técnicas: SQL (fundamental), Excel avançado, Python (pandas) e noções de ETL.
  • Ferramentas de BI: Power BI, Tableau ou Looker — saiba criar dashboards e transformar perguntas de negócio em métricas.
  • Experiência: estágios, trabalhos como freelancer para startups ou projetos acadêmicos. Monte um portfólio com dashboards e casos de limpeza de dados.
  • Comportamento: atenção a detalhes, curiosidade analítica e capacidade de traduzir dados em insights para áreas não técnicas.

Planejador financeiro

O que faz: elabora estratégias de poupança, investimentos e proteção patrimonial para clientes ou empresas. O LinkedIn aponta experiência média de ~5 anos e boa oferta em Porto Alegre, São Paulo e Campinas.

Como se preparar (prático):

  • Formação e certificações: cursos em Economia, Administração ou Finanças. Avalie certificações relevantes como CFP (Certified Financial Planner) e certificações locais (ex.: ANBIMA).
  • Habilidades técnicas: análise de investimentos, produtos financeiros, planejamento tributário básico e modelos de projeção financeira.
  • Experiência: trabalhar em bancos, consultorias ou como assistente de planejamento. Desenvolva portfólios com planos de aposentadoria e cases de alocação.
  • Remote/híbrido: boa parte das vagas permite trabalho remoto (~37%), o que facilita atender clientes em diferentes cidades.

Técnico de enfermagem

O que faz: presta cuidados diretos a pacientes, administra medicamentos, registra sinais vitais e apoia procedimentos clínicos. Perfil: alta predominância feminina e foco em saúde pública e privada.

Como se preparar (prático):

  • Formação profissional: curso técnico em enfermagem e registro no conselho regional (COREN) — obrigatório para atuar legalmente.
  • Competências práticas: punção venosa, coleta de sangue, suporte em enfermagem básica, técnicas de cuidado em urgência e emergência.
  • Experiência: estágios em hospitais, clínicas e unidades básicas. Cursos extras em atendimento de urgência, primeiros socorros e cuidado ao idoso somam pontos.
  • Regiões com oportunidades: Ribeirão Preto, Brasília e Recife. Média de experiência antes do cargo: ~2,3 anos.

Engenheiro de confiabilidade

O que faz: foca em garantir que sistemas e processos operem com segurança, alta disponibilidade e desempenho. Esse perfil mistura engenharia tradicional com práticas de SRE (Site Reliability Engineering).

Como se preparar (prático):

  • Formação: Eng. de Software, Sistemas, Produção ou cursos técnicos avançados. Conhecimentos de arquitetura de sistemas distribuídos são essenciais.
  • Skills: monitoramento, observabilidade, análise de logs, gestão de incidentes e automação de processos.
  • Experiência: trabalhar com infraestrutura em nuvem, pipelines de CI/CD e testes de carga. Projetos que comprovem redução de falhas e melhoria de MTTR (mean time to recovery) destacam o currículo.
  • Comportamento: foco em processos, mindset de melhoria contínua e capacidade de comunicação com áreas de produto e operações.

Outras tendências e recomendações rápidas

  • Cargos regulatórios e de compliance crescem com a complexidade das leis e exigências do mercado — bom caminho para quem gosta de direito aplicado à indústria.
  • Setores como energia, agronomia, logística e manufatura aparecem na lista: especialização técnica e certificações setoriais são diferenciais.
  • Autodidatismo e portfólio prático valem muito: projetos, contribuições e resultados mensuráveis costumam pesar mais que certificados isolados.

Conclusão

As oportunidades de 2026 mostram que a combinação entre habilidades técnicas, pensamento crítico e experiência prática é o que garante empregabilidade. Se você está começando, priorize fundamentos (programação, estatística, processos clínicos ou financeiros, dependendo do foco) e construa um portfólio real.

Quer acelerar sua preparação? A Descomplica Faculdade Digital tem cursos e trilhas pensadas para carreiras em tecnologia e atuação prática — como Análise e Desenvolvimento de Sistemas — além de aulas que conectam teoria com projetos reais. Explore as opções, escolha uma trilha e comece a construir experiência hoje mesmo.

Pronto para o próximo passo? Selecione uma área, monte um plano de 6 a 12 meses com cursos, projetos e networking, e coloque no currículo resultados concretos. O mercado está mudando rápido — e estar preparado é a sua vantagem competitiva.

Fonte:Fonte

Newsletter Descomplica