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Contratações em info e comunicação sobem 11% — Norte +28%, vagas bombando

Contratações nos setores de informação e comunicação aumentaram quase 11% entre 2023 e 2025, com destaque para as regiões Norte e Nordeste.

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Contratações em info e comunicação sobem 11% — Norte +28%, vagas bombando

Os setores de informação e comunicação — que incluem telecomunicações, rádio, televisão e produção de conteúdo digital — registraram crescimento nas contratações formais entre 2023 e 2025. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os vínculos saltaram de 436 mil para 483 mil, um aumento próximo a 11% no período. Esse movimento aponta para aumento da demanda por profissionais técnicos e criativos, tanto em grandes centros quanto em regiões em expansão.

Crescimento e números

O Caged compila admissões e desligamentos em empregos com carteira assinada, e o aumento dos vínculos formais costuma indicar maior oferta de vagas com benefícios e possibilidade de carreira estruturada. Entre 2023 e 2025 o total de vínculos formais no setor cresceu quase 11%, o que reflete desde expansão de redes e infraestrutura até maior produção de conteúdo audiovisual e digital.

Esse aumento pode ser explicado por fatores diversos: investimento em infraestrutura (como expansão de fibra e 5G), projetos de expansão de provedores regionais, crescimento da demanda por conteúdo em plataformas de streaming e maior profissionalização de operações digitais que precisam de equipes de tecnologia, operações e criação.

Regiões em foco

O avanço não foi homogêneo pelo país. As variações regionais mostram onde a demanda tem sido mais intensa:

  • Norte: +28% — saltou de 15 mil para 20 mil vínculos, a maior alta proporcional.
  • Nordeste: ~+15% — de cerca de 63 mil para 72 mil vínculos.
  • Sul: +13% — de 82 mil para aproximadamente 93 mil vínculos.
  • Sudeste: +11% — de 225 mil para 250 mil vínculos.
  • Centro-Oeste: -4% — única região com queda no período.

O crescimento no Norte pode estar associado a investimentos em conectividade e à expansão de provedores locais, além de projetos públicos e privados de inclusão digital. Nordeste e Sul mantêm elevação por conta da ampliação de consumo de mídia digital e da produção local de conteúdo. A queda no Centro-Oeste pode refletir realocação de operações, especificidades econômicas regionais ou menor presença de empresas do setor na região.

O que muda para quem quer entrar na área

Com as vagas surgindo em diferentes frentes, profissionais e estudantes podem se posicionar para aproveitar as oportunidades. Entre os caminhos mais relevantes estão:

  • Habilidades técnicas em alta: redes (fibras, 5G), cloud computing, segurança da informação, programação (backend, mobile), dados (BI e analytics), e edição de áudio e vídeo para plataformas digitais.
  • Habilidades híbridas: combinação de técnica e comunicação — por exemplo, desenvolvedores com noções de UX, ou produtores que dominam análise de dados.
  • Papéis com demanda: técnicos de instalação e manutenção, engenheiros de telecomunicações, especialistas em infraestrutura cloud, produtores e editores de conteúdo, profissionais de marketing digital e analistas de dados.
  • Certificações e cursos práticos: formações técnicas em telecom, certificações de provedores de nuvem (AWS, Azure), e cursos de edição/pós-produção aumentam a empregabilidade em curto prazo.
  • Regionalização: considerar oportunidades fora do eixo Sudeste pode acelerar progressão na carreira, especialmente em regiões com crescimento mais rápido como Norte e Nordeste.

Além das habilidades técnicas, investir em portfólio e networking faz diferença: repositórios de código, projetos demonstráveis e canais com trabalhos audiovisuais ou cases de marketing aumentam a visibilidade em processos seletivos.

Riscos e pontos de atenção

Apesar do crescimento, há fatores que merecem atenção:

  • Automação e terceirização: algumas tarefas técnicas tendem a ser automatizadas; foque em competências que envolvam integração entre áreas, tomada de decisão e criatividade.
  • Informalidade: muitos profissionais de mídia e tecnologia atuam como freelancers e podem não aparecer nas estatísticas do Caged; oportunidades reais podem estar fora do mercado formal.
  • Volatilidade econômica: investimento em mídia e telecom depende de cenário macro e políticas públicas; diversificar habilidades e manter atualização é essencial.

Conclusão

O aumento de quase 11% nas contratações nos setores de informação e comunicação mostra que há movimento no mercado por profissionais qualificados. O destaque do Norte, com crescimento de 28%, demonstra descentralização das oportunidades — e que não é preciso estar apenas nas grandes capitais para crescer na área.

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