Itaquá manda R$100k no Banco de Alimentos: cozinha nova e cursos que geram renda
A Secretaria de Agricultura e Segurança Alimentar de Itaquaquecetuba começou a reestruturação do Banco de Alimentos localizado no Parque Ecológico Mário do Canto com um investimento de R$ 100 mil proveniente de emenda parlamentar. A intervenção inclui reforma da cozinha, pintura interna e externa, manutenção do telhado, troca de forro, revisão elétrica e do encanamento, substituição de calhas e melhorias em janelas e portões. Essas ações visam ampliar a capacidade de armazenamento, melhorar a segurança no preparo e na distribuição dos alimentos e reduzir desperdícios.
O que muda na prática
Embora a lista de obras pareça técnica, cada item impacta diretamente a operação do Banco de Alimentos. Uma cozinha reformada permite a instalação de equipamentos mais eficientes e seguros; a revisão elétrica e hidráulica reduz o risco de falhas que podem comprometer estoques; e a manutenção do telhado e das calhas protege os mantimentos contra umidade. Pequenos ajustes de infraestrutura geram ganhos importantes em qualidade, segurança e durabilidade do trabalho diário.
Projeto Cozinhalimento: infraestrutura e qualificação
Além da reforma física, o espaço será contemplado pelo projeto Cozinhalimento, convênio do Governo do Estado de São Paulo. O convênio prevê a instalação de equipamentos adequados (fogões, fornos, refrigeradores e bancadas) e a oferta de cursos voltados à geração de renda, manipulação de alimentos, empreendedorismo e boas práticas sanitárias. A combinação entre infraestrutura e qualificação aumenta a chance de que beneficiários se tornem microempreendedores, vendendo produtos como marmitas, conservas e refeições prontas em circuitos locais.
Benefícios para segurança alimentar
Segurança alimentar envolve acesso contínuo a alimentos seguros e nutricionalmente adequados. Ao ampliar capacidade de armazenamento e instalar equipamentos, o Banco consegue reduzir perdas e transformar excedentes em refeições nutritivas. Com melhores condições de preparo, a instituição também pode diversificar a oferta — por exemplo, produzir refeições prontas com balanceamento nutricional — impactando positivamente a saúde pública local.
Geração de renda e empreendedorismo
Os cursos previstos pelo Cozinhalimento não se limitam a ensinar receitas: eles abordam precificação, controle de custos, rotulagem, formalização (MEI) e canais de venda. Essas habilidades são essenciais para quem quer transformar a atividade em fonte de renda. Quando a capacitação é alinhada com noções práticas de gestão e logística, o resultado tende a ser mais sustentável, porque o participante aprende a dimensionar produção, prever demanda e entregar com qualidade.
Implicações para gestão e logística
Do ponto de vista logístico, a reforma permite implementar práticas mais eficientes: organização por zonas de armazenagem, controle de temperatura, fluxo de recebimento e distribuição mais claro e um sistema simples de controle de estoques (por exemplo, primeiro a vencer, primeiro a sair). Esses procedimentos reduzem desperdício, melhoram a confiabilidade das doações e facilitam a roteirização de entregas, otimizando custos e tempo.
Para estudantes e jovens profissionais de gestão e logística, o projeto oferece um caso real de priorização de recursos em um orçamento limitado. Com R$ 100 mil, é preciso definir cronograma, mapear riscos, calibrar fornecedores e estabelecer indicadores de impacto social — tudo isso é aprendizado prático aplicável a projetos públicos e do terceiro setor.
Impactos locais e desdobramentos
Em curto prazo, a expectativa é melhorar o atendimento às famílias vulneráveis com mais segurança e qualidade. A médio prazo, o estímulo à microprodução pode gerar novos microempreendimentos locais, movimentando economia e ocupação. A longo prazo, a cidade pode fortalecer redes de distribuição, parcerias com produtores locais e canais de venda, criando um ecossistema mais resiliente e menos dependente de ações emergenciais.
Conclusão
A reforma do Banco de Alimentos de Itaquaquecetuba e a chegada do Cozinhalimento mostram que um aporte direcionado à infraestrutura e à capacitação pode gerar impacto real: menos desperdício, mais segurança alimentar e oportunidades concretas de geração de renda. O projeto une operações, logística e formação — um conjunto que transforma assistência em autonomia.
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