Quase 7 em 10 empresas vão turbinar contratações tech em 2026 — segurança lidera
Uma pesquisa com gestores de contratação pela Robert Half aponta que 68% das empresas no Brasil planejam aumentar as contratações na área de tecnologia em 2026. Esse movimento não é restrito ao departamento de TI: inteligência artificial, analytics e automação têm empurrado várias áreas da empresa a buscar profissionais capazes de projetar, integrar e operar soluções digitais que sustentem ganhos de produtividade.
Contratações: por que 2026 será diferente
Três forças convergem para acelerar as contratações em tecnologia: a adoção massiva de ferramentas de IA, o uso intensificado de dados e a automação de processos. Com essas tecnologias deixando o campo experimental e entrando na operação diária das empresas, cresce a demanda por quem entende tanto da parte técnica quanto do impacto no negócio.
Alguns pontos de contexto ajudam a entender a urgência:
- Segurança da informação lidera a demanda: 36% das empresas apontaram vagas na área para o primeiro semestre de 2026.
- Outras áreas com forte busca incluem serviço e suporte de TI, infraestrutura, dados e nuvem.
- Arquiteturas mais distribuídas — cloud, APIs, trabalho híbrido — aumentam a superfície de ataque e exigem profissionais preparados para governar e proteger sistemas.
Habilidades que as empresas querem
A pesquisa diferencia habilidades "mais demandadas" (citadas em vagas) e "mais valorizadas" (diferenciais que influenciam salário e promoção). Há convergência em algumas prioridades:
- Computação em nuvem (cloud): habilidade mais requisitada para hospedar e escalar aplicações com eficiência.
- Cibersegurança: cada vez mais vista como responsabilidade transversal e diferencial competitivo.
- Ciência de dados e analytics: transformar dados em insights acionáveis para o negócio.
- Desenvolvimento de software: construir aplicações confiáveis, testáveis e fáceis de manter.
- Gestão de projetos e governança: coordenar iniciativas que cruzam áreas e entregam valor.
Na prática, grandes empresas apontam forte demanda por nuvem e ciência de dados, enquanto PMEs valorizam gestão de projetos, administração de redes e ERPs. Já a cibersegurança aparece entre as habilidades mais valorizadas tanto em grandes quanto em pequenas empresas — um sinal claro de que segurança é diferencial estratégico.
Distribuição por porte
Para dar uma ideia mais concreta do mercado:
- Grandes empresas: Nuvem, ciência de dados, cibersegurança, tecnologia imersiva e administração de redes têm alto peso.
- Pequenas e médias empresas: Nuvem, gestão de projetos, administração de redes, inteligência de negócios e desenvolvimento aparecem com destaque.
Dicas práticas para jovens profissionais
Se você está começando ou quer migrar para tech, vale seguir um plano prático:
- Escolha uma dupla de foco: uma skill principal (cloud, dados ou desenvolvimento) e uma complementar (cibersegurança ou gestão de projetos). A combinação aumenta sua empregabilidade.
- Construa projetos reais: publique no GitHub, crie um pipeline de dados, implemente um pequeno serviço em nuvem ou faça um laboratório de segurança. Prova de resultado vale mais que lista de cursos.
- Valide com certificações iniciais: certificados de nível introdutório em nuvem ou segurança ajudam a passar filtros iniciais, mas não substituem experiência prática.
- Domine ferramentas essenciais: aprenda SQL e Python (dados), Git, Docker e conceitos de CI/CD (desenvolvimento), e pelo menos um provedor de nuvem (AWS/Azure/GCP).
- Adote mentalidade de segurança desde cedo: práticas como revisão de dependências, controle de acesso e testes automatizados mostram maturidade técnica.
- Networking e visibilidade: participe de comunidades, meetups e hackathons; mantenha um LinkedIn atualizado com resultados quantificados e links para projetos.
- Prepare o currículo para impacto: priorize bullets com resultados mensuráveis (por exemplo, "reduzi tempo de deploy em 40%"), listando tecnologias e links.
O que isso muda no mercado de trabalho
O aumento nas contratações tende a ampliar a oferta de vagas, mas também eleva o nível de exigência: haverão mais oportunidades, mais mobilidade interna e maior procura por especialistas. Empresas podem acelerar transformações digitais, porém os ganhos só serão sustentáveis se houver investimento em treinamento, governança e segurança.
Conclusão
O mercado de tecnologia em 2026 deve oferecer muitas oportunidades, mas também exige preparo prático. Profissionais que combinarem conhecimento técnico (nuvem, dados, segurança) com capacidade de integrar soluções ao negócio e boa comunicação terão vantagem. Comece por projetos concretos, foque em duas áreas complementares e construa sua visibilidade no mercado.
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