Uso dos porquês: 5 macetes para nunca mais esquecer

Saiba tudo sobre o uso dos porquês para nunca mais rolar aquela dúvida sobre qual a forma correta a ser utilizada.

Uso dos porquês: 5 macetes para nunca mais esquecer

É muito comum que haja dúvidas sobre qual “porquê” empregar em determinadas situações. É certo que a linguagem da internet facilitou bastante a vida dos falantes, já que muitos abreviam (“pq”) e se livram de um possível emprego errado.

No entanto, em situações mais formais e fora da rede, não podemos utilizar a abreviação. Por isso, é muito importante entender qual forma deve ser utilizada. Neste post, entenderemos de uma vez por todas o uso dos porquês.

1. POR QUE

A forma “por que” – “separado”, como chamamos, é utilizada em perguntas diretas e indiretas. Vamos entender melhor:

a) Junção da preposição “por” + pronome interrogativo “que” – essa é a forma que utilizamos no início de perguntas diretas (I) ou no meio de perguntas indiretas (II).

  • Ex.: (I) Por que há tanta crueldade no mundo?

  • (I) Por que você não gosta dela?

  • (II) Não sei por que há tanta crueldade no mundo.

  • (III) Não entendo por que você não gosta dela.

Obs.: Uma dica é perceber que, nesses casos, as palavras “razão” e “motivo” podem ser inseridas. Veja os exemplos:

  • Por que (motivo) há tanta crueldade no mundo?

  • Não entendo por que (razão) você não gosta dela.

b) Junção da preposição “por” + pronome relativo “que” – essa forma é equivalente a “pelo qual” e suas variações. Não é muito comum usarmos essa construção; por isso, muitas vezes, causa estranhamento. Veja:

  • Ex.: Os países por que passamos marcaram nossa história. (= os países PELOS QUAIS passamos...)

  • A razão por que te liguei será revelada quando nos encontramos. (= a razão PELA QUAL te liguei...)

2. POR QUÊ

Essa forma é utilizada no final de frases interrogativas (diretas ou indiretas). Dessa forma, sempre virá acompanhada de pontuação.

  • Ex.: Ele estava muito triste ontem, por quê? (interrogativa direta)

  • Ele estava muito triste ontem sem saber por quê. (interrogativa indireta)

Obs.: Nesse caso, a lógica é a mesma do “por que” (separa sem acento); a única diferença é a posição na frase.

3. PORQUE

Esse é o famoso “porque da resposta”. Chamamos assim, pois é uma conjunção que indica causa e explicação. Vejamos os exemplos:

  • Ex.: Ele estava triste ontem porque brigou com o irmão.

  • Cheguei atrasada porque o trânsito estava caótico.

Obs.: Uma dica é tentar substituir o “porque” pela conjunção “pois”.

4. PORQUÊ

A forma “porquê” é sempre um substantivo. Dessa forma, deve sempre vir precedida de palavras que a determine, como, por exemplo, artigos e numerais. Além disso, tem o mesmo sentido da palavra “motivo”.

  • Ex.: Não sei O PORQUÊ de ele ter faltado à aula.

  • Dê-me UM PORQUÊ para a sua rebeldia.

5. Comparação do uso dos porquês

Para ajudar ainda mais a entender a diferenciação dos porquês, vamos a aplicação em frases semelhantes.

  • Ex.: Por que você não me telefonou?

  • Não te telefonei porque cheguei tarde.

  • Não me telefonou, por quê?

  • Não sei o porquê de você não ter me telefonado.

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