Revolução Mexicana: Aprenda sobre o movimento a partir de 5 fatos sobre a vida de Frida Kahlo

Não me Kahlo: Tierra y Liberdad! Aprenda Revolução Mexicana com Frida Kahlo.

Se você não é um dos que amam Frida Kahlo, já deve pelo menos ter ouvido falar ou visto alguma bolsa ou camisa com alguma imagem dela estampada por aí. Frida Kahlo foi uma importante pintora mexicana que, com sua arte, rompeu os padrões de sua época, ultrapassou as barreiras mexicanas e tomou o mundo. O que você talvez não saiba é que Frida pode te ensinar muito sobre a Revolução Mexicana, a primeira grande revolução social do século XX.

1. O nascimento revolucionário

Frida Kahlo era uma grande admiradora da Revolução Mexicana, por ser um importante episódio para a história do país. Por isso, ela insistia ter nascido no ano da revolução, 1910, quando na verdade nascera em 1907. Dizia, “Nasci com a Revolução”.

Mas como nasceu a Revolução Mexicana? Ela iniciou com a derrubada do governo ditatorial de Porfírio Diaz – o porfiriato, que vigorava no México há mais de trinta anos – e a ascensão de Francisco Madero ao poder. O movimento revolucionário mexicano se iniciou com uma reforma política e acabou assumindo características populares. Dessa forma, não teve um caráter homogêneo, visto que houve não só a participação de elites e camadas médias descontentes com o porfiriato e a reeleição contínua de Diaz, mas também de camponeses que estavam insatisfeitos com a grande desigualdade social e concentração fundiária existente no México.

2. A difícil vida dos mexicanos

A vida de Frida Kahlo não foi nada fácil. Teve sérios problemas de saúde, além de ter sofrido um grave acidente de bonde que fez com que ficasse imobilizada durante muito tempo, mas também foi nesse período em que começou a pintar. Juntamente com a expressiva taxa de crescimento econômico do México durante o porfiriato, crescia a desigualdade social, com uma minoria da população concentrando a maior parte da renda. Enquanto isso, pioravam as condições sociais no campo, com populações indígenas e camponesas perdendo suas terras, sendo censuradas, perseguidas e assassinadas. Crescia cada vez mais a insatisfação e os movimentos de contestação, através de uma dissidência armada.

3. À esquerda

Juntamente com seu marido, o muralista Diego Rivera, Frida possuía uma posição política à esquerda. Ela e Rivera inclusive acolheram Leon Trotsky, que estava exilado no México, fugindo das perseguições de Stálin. Frida teria escrito em seu diário “as emoções da Revolução Mexicana foram a razão pela qual, aos 13 anos, entrei para a juventude comunista”. A Revolução Mexicana foi um movimento anti-imperialialista e anti-latifundiário e, dessa forma, tinha um caráter de esquerda no sentido de se posicionar contra as oligarquias que dominavam o poder no México e de desejar mudanças sociais, como a reforma agrária, principal reivindicação camponesa.

4. Um amor e um líder

Apesar das turbulências e constantes traições, o grande amor da vida de Frida Kahlo foi o pintor Diego Rivera, com quem se casou. Rivera pintou uma série de murais no México e diversos outros países. Um de seus murais, no Teatro de Los Insurgentes, retrata um dos principais líderes da Revolução Mexicana, Emiliano Zapata, que tinha como lema “Tierra e Libertad” e que criou o Plano de Ayala visando derrubar o governo de Madero e realizar a reforma agrária. No mural, ele aparece com uma tocha em uma mão e milho na outra, representando as lutas camponesas durante a Revolução Mexicana. Outro grande líder da Revolução foi Pancho Villa.

5. Trágico fim

Após diversas cirurgias, uma perna amputada e muito sofrimento, que relatou em seu diário, Frida morreu aos 47 anos. No entanto, sua obra é imortal. O fim da Revolução Mexicana não foi menos trágico: após derrubar o governo porfirista do general Huerta (que assumiu após o assassinato de Madero), Venustiano Carranza realiza uma Assembleia Constituinte que exclui a participação camponesa e promulga uma constituição progressista em 1917, que acabou desmobilizando o movimento revolucionário camponês. Os principais líderes da Revolução, Villa e Zapata, são assassinados.

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