Questão Palestina: entenda os conflitos no Oriente Médio

Questão Palestina: você sabe por que os conflitos no Oriente Médio estão acontecendo?

Se você abrir pesquisar sobre o Oriente Médio neste momento, com certeza encontrará inúmeras matérias recentes falando sobre refugiados, conflitos entre israelenses e palestinos, etc. De fato, um barril de pólvora. Mas você sabe por que esses conflitos estão acontecendo? Não? Então você precisa ler esse resumo!

O que é o Oriente Médio?

Primeiro, é preciso entender o que é o Oriente Médio. Oriente Médio é um termo que se refere a uma área geográfica à volta das partes leste e sul do mar Mediterrâneo.  Essa área geográfica inclui países como Turquia, Jordânia, Arábia Saudita, Irã, Iraque, Iêmen e a região da Palestina, onde também se encontra o Estado de Israel.

Apesar das diferentes etnias que ocupam esta região, existem elementos que lhes dão uma identidade comum, como a língua árabe e a religião islâmica, professada por algumas sociedades. O islamismo, uma das três maiores religiões monoteístas do mundo, possui grande expressividade no Oriente Médio.

Por isso, para entender os conflitos na Palestina, é necessário entender como se deu a fragmentação do Império Islâmico, também chamado de Império Turco-Otomano, ocorrida no pós-Primeira Guerra Mundial, com o fim da chamada Era dos Impérios. Com o desmembramento do Império, nem todos países tiveram sua independência reconhecida, como foi o caso do Iraque e da nossa protagonista, Palestina, que ficaram sob a tutela da Inglaterra.

Essa dependência potencializará conflitos entre os povos do Oriente Médio a partir de um importante episódio: a criação do Estado de Israel.

O sionismo e o Estado de Israel

Durante muitos anos e depois de inúmeras diásporas, os judeus buscavam sua terra santa. No fim do século XIX, surgiu o movimento sionista, que tinha como objetivo criar um Estado judeu na região da Palestina, considerada berço do judaísmo. No entanto, essa região estava ocupada por árabes-palestinos.

Com o holocausto ocorrido na Segunda Guerra Mundial, cresceram as migrações de povos judaicos para a região da Palestina, aumentando as pressões pela criação do Estado de Israel, que acabou sendo fundado pela ONU em 1948. A Organização das Nações Unidas decidiu dividir o território da Palestina em dois Estados Independentes, o Estado da Palestina e o Estado de Israel, decisão que não foi bem recebida pelos palestinos.

De acordo com a divisão feita pela ONU, os árabes ficariam com a região da Cisjordânia e da Faixa de Gaza; Jerusalém, como região sagrada para as principais religiões monoteístas, seria um território neutro. Porém, isso gerou um grande descontentamento entre os árabes, que, apesar de representarem 2/3 da população, ficaram com apenas pouco mais de 40% do território. Não demorou para que eclodissem intensos conflitos entre palestinos e israelenses.

Capa da Revista Veja (1948) sobre a Criação do Estado de Israel
Capa da Revista Veja (1948) sobre a Criação do Estado de Israel

Conflitos entre palestinos e israelenses

Diante das crescentes insatisfações, os países árabes criaram a Liga Árabe para lutar contra Israel. Anos depois, em 1964, surgiu a Organização pela Liberdade da Palestina (OLP), que, através do FATAH, liderado por Yasser Arafat, defendia a luta armada com o objetivo de destruir o Estado de Israel.

O primeiro conflito não tardou. Logo após a criação do Estado de Israel, ocorreu a Primeira Guerra Árabe-Israelense: a Liga Árabe, insatisfeita com a Partilha da Palestina, declarou guerra a Israel. A vitória israelense impulsionou um processo expansionista de Israel que ocupou a Galiléia e o deserto de Neguev. A partir da década de 1950, já havia quase um milhão de palestinos vivendo em campos de refugiados.

Outros importantes conflitos ocorreram entre palestinos e israelenses, como a Guerra dos Seis Dias e a Guerra do Yom Kippur. Insatisfeito com as ofensivas árabes, Israel manteve sua política expansionista e anexou a Península do Sinai, a Cisjordânia e as Colinas de Golã, na Guerra dos Seis Dias.

Como resposta, os árabes atacaram Israel durante um importante feriado judeu, o dia do Yom Kippur (dia do perdão). Com a ajuda dos Estados Unidos, os israelenses derrotaram os árabes, que não se deram por vencidos. Os países árabes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) realizaram uma grande represália aos Estados Unidos, prejudicando toda a economia mundial: aumentaram os preços do barril de petróleo em 300%, iniciando a primeira crise do petróleo, de 1973.

Crise do petróleo: criavam-se filas para conseguir comprar o combustível
Crise do petróleo: criavam-se filas para conseguir comprar o combustível

Diante da medida árabe, os Estados Unidos começaram a pensar em medidas conciliatórias entre palestinos e israelenses.

E agora?

A partir da década de 80, as relações entre árabes e israelenses se acirraram. Alguns jovens palestinos, que consideravam a atuação da OLP muito moderada, criaram o Movimento de Resistência Islâmica, o Hamas, que teve forte atuação no movimento contra a opressão de Israel, nos anos 80 e 90, a partir das chamadas Intifadas (rebeliões populares).

Em 1993, mediado pelos Estados Unidos, israelenses e palestinos assinaram os Acordos de Oslo, no qual representantes da OLP reconheceram a criação do Estado de Israel. No entanto, atualmente, setores radicais israelenses e palestinos ainda mantêm intensos conflitos pela ocupação da região da Palestina.

Exercícios

1. (Ufrs) A ocupação e colonização da Faixa de Gaza, Cisjordânia e das Colinas de Golan por Israel sobre seus vizinhos árabes, foi iniciada a partir da

a) Guerra dos Seis Dias (1967).

b) Guerra do Yom Kippur (1973).

c) Revolução Islâmica (1979).

d) Intifada (1987).

e) Guerra do Golfo (1991).

2. (Cesgranrio) Quanto aos conflitos entre árabes e israelenses, podemos dizer que:

I – se aceleram com a partilhada Palestina realizada pela ONU em 1947, que deu origem ao Estado de Israel e de que decorreu a guerra de 1948/49, que terminou com um acordo de cessar fogo em que ficava estabelecida a divisão de Jerusalém e a fixação das fronteiras entre Israel e os países árabes.

II – na década de 1960, os conflitos adquirem maior violência em função do aumento dos atos terroristas palestinos e da aliança militar e política entre Egito, Síria e Jordânia, o que leva ao bloqueio econômico de Israel e dá Início à Guerra dos Sete Dias.

III – na década de 1970, os conflitos determinam a explosão da Guerra do Yom Kippur, em 1973, de que resulta a fixação dos limites territoriais no Oriente Médio e o reconhecimento por parte de Israel, da OLP, comandada por Arafat, como representante legitimados interesses palestinos.

Assinale a opção que contém a(s) afirmativa(s) correta(s):

a) Apenas I

b) Apenas I e II

c) Apenas II

d) Apenas II e III

e) Apenas III

GABARITO

1. A

Comentário: A questão se refere às principais consequências da Guerra dos Seis Dias, na qual Israel, em uma medida expansionista, anexou ao seu território as regiões da Faixa de Gaza, da Cisjordânia e as Colinas de Golã.

2. A

Comentário: Os conflitos na região da Palestina se intensificaram com a criação do Estado de Israel, fruto da Partilha da Palestina. Após esse episódio, ocorreram diversos conflitos, como a Guerra dos Seis Dias e a Guerra do Yom Kippur, que teve como principal consequência o aumento do preço dos barris de petróleo e a crise do petróleo.

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