Resumo: Colonização Espanhola da América

Olá, meus amigos!

Como foram de ano novo? 2012 está aí e a equipe Desconversa separou um resuminho muito cabeça sobre a colonização espanhola na américa. Foi retirado do site Mundo Vestibular. Não perca essa oportunidade e boa leitura!

O Frei espanhol Bartolomé de Las Casas acompanhou a conquista espanhola da América e descreveu os primeiros contatos: As Índias foram descobertas no ano de mil e quatrocentos e noventa e dois e povoadas pelos espanhóis no ano seguinte. A primeira terra em que entraram para habitá-la foi a grande e mui fértil Ilha Espanhola ; essa ilha tem seiscentas léguas de circuito. Há ao redor dela e nos seus confins, outras grandes e infinitas ilhas que vimos povoadas e cheias de seus habitantes naturais, o mais que o possa ser qualquer outro País no mundo. A terra firme, que está desta ilha à uma distância de 250 léguas, ou mais, tem de costa marítima mais de 10 mil léguas descobertas e outras se descobrem todos os dias, todas cheias de gente como um formigueiro de formigas. De tal modo que Deus parece ter colocado nesse País o abismo ou a maior quantidade de todo gênero humano.

O gênero humano que o Frei espanhol cita são os chamados indígenas. Deram este nome aos habitantes do Novo Mundo por acreditarem que estavam em terras Indianas.

Carlos Frederico Marés de Souza Filho conta que os europeus sabiam da existência de pessoas naquela região, todavia acreditavam serem pessoas selvagens e indignas, como se segue:

As novas terras de América foram achadas, ou descobertas como se diz hoje, em momento de expansão européia e, provavelmente, já se sabia não só de sua existência, como de homens e mulheres vivendo. Os primeiros relatos não expressam surpresa com o encontro de gentes, mas com seus costumes, sua beleza e sua mansidão. Seguramente a idéia que se fazia na Europa era de homens e mulheres selvagens, violentos e desumanos, praticamente animais. Todos os primeiros relatos são pródigos de elogios à terra e às gentes e não se cansam de enaltecer a humanidade dos habitantes, inclusive sua beleza física, sua saúde e solidariedade.

Assim, os europeus estavam diante de um cenário oposto àquele que imaginaram, haja vista estarem diante de criaturas não selvagens e totalmente ligadas com a natureza e com os homens, como narrou Jean-Jacques Rousseau:

A terra, abandonada à sua fertilidade natural e coberta de florestas imensas que o machado jamais mutilou, oferece a cada passo celeiros e abrigos aos animais de toda espécie. Os homens, dispersos entre eles, observam, imitam sua indústria e se elevam, assim, até ao instinto das feras; com a vantagem de que cada espécie só tem o seu próprio, e o homem, não tendo talvez nenhum que lhe pertença, se apropria de todos, nutre-se ele igualmente da maior parte dos alimentos diversos partilhado entre os outros animais e encontra por conseguinte sua subsistência mais facilmente do que qualquer dos outros.

Todavia, apesar de ser um ambiente com uma diversidade biológica muito elevada, o ouro que os espanhóis tanto buscavam era encontrado em pouca quantidade. Assim, Cristóvão Colombo decidiu começar a levar os habitantes que viviam naquelas terras, os chamados de indígenas, para a Europa para serem comercializados como escravos, consoante leciona Elliot:

Esse sonho logo se esfaleceu. A quantidade de ouro que devia provir do escambo com os índios revelou-se bastante desapontadora, e Colombo, ancioso por justificar os investimentos a seus soberanos, tentou complementar a insuficiência com outra mercadoria atraente, os próprios índios. Ao enviar índios caraíbas para a Espanha para serem vendidos como escravos, Colombo colocou de forma aguda uma questão que iria dominar a história da Espanha na América nos cinqüenta anos seguintes: o status a atribuir à população indígena.

Desta forma, iniciaram-se os massacres contra os indígenas, que se perduraram por centenas de anos.

No próximo post, continuaremos abordando esse tema estando focados no massacre contra os indígenas durante o século XVI na América Espanhola.

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