Quais são as economias emergentes e suas influências?

Não consegue tirar a prova de geografia da cabeça? Então aprenda tudo sobre Economias Emergentes e se prepare para tirar nota 10!

O mundo ocidental assiste hoje em dia, fascinado, à irresistível ascensão de países outrora subdesenvolvidos, que, em poucos anos, se impuseram como atores significativos do cenário político-econômico mundial, ao ponto que essa ascensão é por vezes confundida com o próprio processo de globalização. Você saberia dizer quais são esses países ou como se deu esse processo? Quais são as influências desses países na nova geopolítica mundial? Porque influência na sua nota eles com certeza vão ter! Então é melhor dar uma estudada com o vídeo e o resumo abaixo!

As economias emergentes em foco

O Brasil, a Rússia, a Índia e a China, acrescidos em 2010 pela África do Sul, formando o grupo dos “BRICS”, são os mais proeminentes dos países com economia emergente. Mas a noção de economia emergente os ultrapassa e, hoje em dia, diz respeito a uma grande variedade de países. O que seria uma economia emergente? O termo “mercados emergentes” foi criado em 1981, por Antoine Van Agtmael, economista que queria incentivar as sociedades financeiras a investir no mercado asiático, com forte crescimento nessa época. O sucesso dessa primeira iniciativa, que se confirmou durante toda a década de 80, de investir em mercados emergentes foi tremendo. Esses mercados eram mais rentáveis tanto a curto quanto a longo termo.

Espacialização dos países que compõe o BRICS
Espacialização dos países que compõe o BRICS

Esse sucesso atraiu a curiosidade dos economistas, que interessaram-se por dados e parâmetros reais da economia (como produção industrial, consumo interno, PIB, políticas econômicas) para estudar esses países e o porquê do sucesso vigoroso. No fim dos anos 90, a expressão “economia emergente” é cunhada, portanto. Ela não apenas se interessa pelo país por seu aspecto financeiro, mas principalmente por dinâmica e suas perspectivas de crescimento. As principais organizações financeiras internacionais (Banco Mundial e FMI) se utilizaram desse vocábulo, usando-o para países a torto e direito. Mas, a Academia acabou por definir e precisar quais seriam as características necessárias para um país ter uma economia chamada emergente. As quatro principais seriam:

  • Renda intermediária: A renda por habitante teria de ser razoável, com seu valor situado entre o dos países menos avançados e o dos países ricos. Principalmente no que diz respeito ao poder de consumo. Por exemplo: a renda média da Índia é quatro vezes menor do que a de muitos outros países emergentes (principalmente no leste europeu), mas possui paridade no poder de compra que essa renda média possiblita.
  • Dinâmica de recuperação: O crescimento desses países recentemente elevou as economias emergentes a um nível próximo das já estabelecidas. Para isso, o crescimento do PIB deve ser superior, ou igual, à média internacional, durante os últimos dez anos.
  • Transformações e abertura: No período recente, esses países conheceram transformações institucionais e estruturais que contribuíram para os inserir de uma maneira inédita na economia mundial. Essas economias realizam cada vez mais trocas com o resto do mundo, e se beneficiam de investimentos industriais e dos serviços de empresas multinacionais. Algumas, e aqui vamos lembrar das empreiteiras brasileiras, desenvolvem elas mesmas uma capacidade de investimento (ou têm auxilio governamental com empréstimos de juros subsidiados, como, de novo, no caso brasileiro) e atuam no estrangeiro, contribuindo de maneira ativa na globalização.
  • Potencial de crescimento: Tendo em vista o pequeno abismo que separa, ainda, o nível de vida dos países desenvolvidos dos países emergentes, a economia destes se beneficia de um potencial enorme de crescimento (principalmente pelo aumento da capacidade de consumo). Essa capacidade de produção e consumo, pouco a pouco, vai superando a dos países mais desenvolvidos.

BRIC, BRIICS , BRICS, e muitos outros. Porque tantas siglas?

O termo “BRIC” foi criado em 2001, por Jim O’Neil, economista do banco “Goldman Sachs”, em um artigo que queria dar foco ao potencial de crescimento do Brasil, Rússia, Índia e China. Esse artigo foi seguido por outro em 2003, com o mesmo enfoque, no qual os autores previam que o PIB chinês alcançaria o estadunidense em 2040. Duas coisas podem ser ditas dessa sigla e desses trabalhos: primeiro, as previsões de 2003 se mostraram erradas.  A realidade mostra que a China alcançará os Estados Unidos em 2027-2028, não 2040. Por fim, o próprio termo se tornou algo inesperado, mesmo nos sonhos mais secretos de seu inventor: os chefes de Estado desses quatro países decidiram em 2009 criar um “Fórum dos BRICS”, se reunindo a cada ano para debater assuntos da geopolítica mundial de interesse comum, até mesmo fundando um banco comum, em 2014, para investimentos na economia desses países. Nascido de uma publicação privada, o termo BRIC virou uma realidade geopolítica.

Presidentes dos países que compõem os BRICS
Presidentes dos países que compõem os BRICS

Diversas variações foram sugeridas: BRIICS, que incluiria a Indonésia e a África do Sul (South Africa) e BRICI, que retiraria a África do Sul. Mas o presidente chinês, em 2012, convidou somente o presidente sulafricano para se juntar ao “BRICS”, talvez como uma forma de reconhecer o potencial do país africano para um grande crescimento econômico e ser um ator geopolítico.  Diversas outras siglas surgiram, usualmente produtos de sociedade de investimentos para atrair capital, mas ao que tudo indica, a sigla dominante é “BRICS”.

A influência e os atuais desafios atuais dos países emergentes

O crescimento econômico possante é uma das principais armas de negociação dos países (passaram de 50% da produção mundial), mas esse crescimento também não é perigoso tanto para a estabilidade das relações econômicas internacionais quanto para suas respectivas sociedades e para a natureza em geral?

As relações dos países emergentes com os países já industrializados são intensas. Ao mesmo tempo em que há uma interdependência bastante forte, grande parte pelo capital financeiro internacional e a globalização, há também uma desigualdade no que diz respeito aos armamentos e acesso a tecnologia. Os velhos centros industriais ainda concentram certos tipos de atividades, principalmente as de pesquisa tecnológica para patentes. Mesmo assim, vê-se crescer nos países emergentes, principalmente na Índia e na China, grandes investimentos na capacitação profissional e na construção de tecnopólos, buscando reverter esse quadro. Ao mesmo tempo, Índia, Rússia e China possuem armamento nuclear, e suspeita-se que a África do Sul também, o que faz pender um pouco a balança.

Os desafios principais desses países emergentes consistem em reverter esses ganhos políticos e econômicos para a população. Em praticamente todos esses países, os indicadores econômicos são excelentes, mas os sociais não. A qualidade de vida e o padrão de consumo dos países emergentes são bem inferiores aos dos países já industrializados. Isso leva, alguns especialistas acreditam, a uma crescente insatisfação popular e luta por direitos, que pode ser observada em todos esses países, mesmo na China. Como os governos responderão a essa demanda interna fica em questão.

Ao mesmo tempo, elevar o consumo da população residente ao mesmo patamar da população americana, por exemplo, vai exaurir os recursos naturais. Muitos ambientalistas se preocupam com essa emergência econômica, porque ela vem acompanhada de poluição, de uso de recursos, etc. Então fica outra questão no ar: quem tem mais direito a “usar” esses recursos? Os países emergentes, na iminência de desastres ambientais, teriam de frear seu crescimento? O clima, a natureza, os recursos e os desastres são novos debates e assuntos na geopolítica mundial, acompanhados pela ascensão dos emergentes.

Exercícios

1. (UERJ – 2012.1):

Os líderes dos países que integram os Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – encerraram seu terceiro encontro com um comunicado que pedem conjunta e explicitamente, pela primeira vez, mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O texto defende reformas na ONU para aumentar a representatividade na instituição, além de alterações no Fundo Monetário Internacional e no Banco Mundial. Para os líderes dos Brics, a reforma da ONU é essencial, pois não é mais possível manter as formas institucionais erguidas logo após a Segunda Guerra Mundial.

Adaptado de O Globo, 15/04/2011.

Uma das principais mudanças no contexto internacional contemporâneo que se relaciona com as reformas propostas pelos Brics está indicada em:

a) afirmação da multipolaridade
b) proliferação de armas atômicas
c) hegemonia econômica dos E.U.A.
d) diversificação dos fluxos de capitais

2. (ENEM 2010):

O G-20 é o grupo que reúne os países do G-7, os mais industrializados do mundo (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá), a União Europeia e os principais emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Coreia do Sul, Indonésia, México e Turquia). Esse grupo de países vem ganhando força nos fóruns internacionais de decisão e consulta.

ALLAN. R. Crise global. Dísponivel em:http://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br. Acesso em: 31 jul. 2010.

Entre os países emergentes que formam o G-20, estão os chamados BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), termo criado em 2001 para referir-se aos países que

a) apresentam características econômicas promissoras para as próximas décadas.
b) possuem base tecnológica mais elevada.
c) apresentam índices de igualdade social e econômica mais acentuados.
d) apresentam diversidade ambiental suficiente para impulsionar a economia global.
e)possuem similaridades culturais capazes de alavancar a economia mundial.

3. (PUC-PR) O conceito de BRIC foi criado por Jim O’Neil, economista chefe do Banco de Investimentos Goldman Sachs em 2001. Com relação ao BRIC, é CORRETO afirmar:

a) BRIC é uma sigla que se refere às iniciais dos países que a compõem: Brasil, Rússia, Índia e Cuba.
b) O Fundo Monetário Brasileiro estima que os países que integram o BRIC serão responsáveis por apenas 21% do crescimento econômico mundial devido à crise de 2008.
c) Além do BRIC, o Brasil participa também do IBAS, organização dos países: Indonésia, Brasil e África do Sul, com vistas a melhorar a integração cultural entre esses países.
d) Líderes do BRIC assinaram um acordo em 2010 que deverá facilitar o financiamento de obras e projetos nestas nações priorizando as áreas de energia e infraestrutura.
e) O BRIC é uma organização fundada pelo Brasil, que prevê a união de determinados países com o objetivo de unificar as suas respectivas moedas, fortalecendo-os no mercado internacional.

4. (UFSJ 2010) Observe o mapa abaixo.

Sobre os países indicados pela cor escura no mapa, é CORRETO afirmar que:

a) formam um mercado comum denominado BRICs que estimulou o fim das barreiras comerciais entre os membros
b) são economias complementares e mantêm intenso comércio de bens agrícolas e industriais.
c) são economias emergentes e exportadoras de produtos industrializados, mas que ainda apresentam desigualdades sociais internas.
d) promoveram políticas neoliberais de privatização da economia, que foi responsável pela estabilidade política de seus territórios.

Gabarito

1. A

2. A

3. D

4. C

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