O que o Iluminismo tem a ver com a Independência dos EUA?

O Iluminismo e a Independência dos EUA são assuntos muito importantes para que possamos entender o mundo hoje!

O Iluminismo

As Luzes, como também ficou conhecido o Iluminismo, foi um movimento filosófico que predominou na França do século XVIII. No entanto, suas origens remetem a um período anterior, caracterizado pela expansão do liberalismo na Europa, que contou com nomes como John Locke, considerado “pai do Iluminismo”.

Podemos sintetizar o conceito de iluminismo como um conjunto de ideias que visavam criticar o Antigo Regime Europeu, ou seja, criticavam a sociedade aristocrática de privilégios, o absolutismo monárquico e o mercantilismo. Além disso, questionavam o controle ideológico promovido pela Igreja Católica.

O iluminismo foi um movimento intelectual.
O iluminismo foi um movimento intelectual.

Ainda hoje o mundo é influenciado pelas ideias iluministas. Podemos perceber isso comparando a sociedade atual com os ideais defendidos pelos teóricos iluministas no século XVIII, baseado na ideologia do liberalismo. Barão de Montesquieu defendia a tripartição dos poderes entre Executivo, Legislativo e Judiciário como uma forma de evitar a concentração de poderes. Já Voltaire foi um grande defensor da liberdade de expressão. Baseado em uma ideologia anticlerical, Voltaire era contra o domínio ideológico da Igreja na sociedade. Jean Jacques Rousseau foi o mais radical dos filósofos iluministas. Em seu Contrato Social, Rousseau se contrapunha à propriedade privada e defendia que o poder deveria emanar do povo, ou seja, defendia uma ideia de democracia.

Rousseau e o Contrato Social
Rousseau e o Contrato Social

Independência dos EUA

Como podemos perceber, o iluminismo não ficou restrito à França e se expandiu não só pela Europa, mas chegou à América, se tornando uma das principais influências da Independência dos EUA e de outros movimentos emancipacionistas do continente americano como a Inconfidência Mineira. Vamos agora entender como se deu o processo de emancipação das Treze Colônias inglesas, que originaram os Estados Unidos da América.

Inicialmente, é necessário atentar para o fato de que as Treze Colônias tiveram um processo de colonização diferente do encontrado em outras colônias da América. A parte norte era composta por colônias de povoamento, enquanto a sul, por colônias de exploração. Além disso, a Inglaterra adotou um modelo de colonização nas colônias do norte, principalmente, que ficou conhecido como “negligência salutar”, caracterizado pelo pouco intervencionismo da metrópole nas questões coloniais. No entanto, a mudança nessa postura vai começar a desencadear o processo emancipatório.

Mapa das Treze Colônias
Mapa das Treze Colônias

Com o envolvimento da Inglaterra na Guerra dos Sete Anos, aumentou o intervencionismo inglês na América, a partir da criação de leis que visavam taxar as atividades coloniais, como a lei do chá, a lei do selo e a lei do açúcar. No entanto, outro fator que teria influenciado esse intervencionismo foi a tentativa de financiamento da Revolução Industrial inglesa, a partir de uma exploração mais incisiva de suas colônias. Portanto, a Guerra dos Sete Anos e a Revolução Industrial inglesa marcaram o fim da negligência salutar nas Treze Colônias.

Diante das inúmeras taxações da Inglaterra aos colonos das Treze Colônias são iniciados uma série de atritos que desencadearam uma Guerra de Independência. Durante a Guerra de Independência das Treze Colônias, o apoio da França, como uma forma de retaliação aos ingleses na Guerra dos Sete Anos, aos colonos americanos foi fundamental para consolidar o processo de emancipação em relação à Inglaterra.

As Treze Colônias consolidaram um processo de independência ao contestar a autoridade da metrópole inglesa, influenciados por ideais iluministas também presentes na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e na constituição americana. No entanto, essa independência foi bastante conservadora por manter a estrutura social colonial, com a manutenção da escravidão e das disparidades entre colônias do norte e do sul.

George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos.
George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos.

EXERCÍCIOS

1. (Fatec) As grandes revoluções burguesas do século XVIII refletem, em parte, algumas ideias dos filósofos iluministas, dentre as quais podemos destacar a que

a) apontou a necessidade de limitar a liberdade individual para impedir que o excesso degenerasse em anarquismo.

b) acentuou que o Estado não possui poder ilimitado, o qual nada mais é do que a somatória do poder dos membros da sociedade.

c) visou defender a tese de que apenas a federalização política é compatível com a democracia orgânica.

d) mostrou que, sem centralização e dependência dos poderes ao Executivo, não há paz social.

e) procurou salientar que a sociedade industrial somente se desenvolverá a partir de minucioso planejamento econômico.

2. (Mackenzie) Assim como nos governos absolutos o rei é a lei, nos países livres, a lei deve ser o rei; e não existirá outro (Thomas Paine).

Considero o povo que constitui a sociedade ou nação como a fonte de toda autoridade (…) sendo livre para conduzir seus interesses comuns através de quaisquer órgãos que julgue adequados (…) (Thomas Jefferson).

A Independência das Treze Colônias Inglesas da América significou:

a) o primeiro grande indicador histórico da ruína do Antigo Regime.

b) o fim da Era das Revoluções.

c) a superação do capitalismo monopolista.

d) a consolidação econômica da política mercantilista.

e) o desdobramento natural da Doutrina Monroe e do Destino Manifesto.

GABARITO

1. B

2. A

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